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Página 79 de 95

Parlamentares pedem a criação da Frente em Defesa do Cinema Brasileiro

Na quarta-feira (2/10) foi protocolado requerimento para a criação do colegiado que pretende abrir um canal de comunicação entre o Parlamento e os agentes envolvidos no processo de produção do cinema nacional.

Deputados federais e senadores farão parte da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Cinema e do Audiovisual Brasileiros. “Essa Frente será uma trincheira de resistência em defesa da cultura do nosso país, contra o obscurantismo, pela liberdade de expressão, criação e pela democracia”, disseram cineastas presentes ao ato.

O requerimento é de autoria do líder do PSB na Câmara Tadeu Alencar (PE) e obteve apoio de mais de 240 assinaturas de vários os partidos.

"Vemos com muita preocupação o atual processo de desestruturação das políticas públicas de natureza cultural, por parte do governo federal. A extinção do Ministério da Cultura, a limitação da atuação da Agência Nacional do Cinema (Ancine) na escolha de projetos e a redução do apoio a projetos audiovisuais específicos, são ações que, certamente, provocarão a restrição de direito social constitucionalmente previsto", pondera o líder socialista.

Tadeu Alencar disse que tem mantido diálogo constante com representantes do setor audiovisual, onde tem debatido os recentes cortes no Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), além do que chamou de “ataques” que o setor vem sofrendo com as ações do governo de Jair Bolsonaro.

"Esta Frente é a medida necessária no atual cenário de corrosão de políticas públicas destinadas ao desenvolvimento da cultura, relegada a segundo plano por uma alegada necessidade de redução dos gastos públicos. Mas que resulta, equivocadamente, em freio ou frustração da livre manifestação de pensamento, por vezes apoiados em valores que sequer se coadunam com a diversidade da população brasileira", afirma.

Para endossar a solicitação da Frente, Tadeu citou ainda um estudo realizado em 2014 pela Motion Picture Association na América Latina (MPA-AL). O levantamento indica que o cinema brasileiro gera mais vagas de trabalho que o turismo. Recentemente, outra avaliação realizada pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) revelou que o setor gera 98.756 empregos direitos e 142.209 indiretos.

Demandas dos cineastas

Representante da Associação Brasileira de Cineastas, Daniel Caetano defendeu a regulação clara do audiovisual, como existe em todos os países desenvolvidos. Ele afirmou ainda que o Fundo Setorial do Audiovisual tem recursos, mas esbarra nos entraves colocados pelo governo.

"A gente precisa nomear um Conselho Superior de Cinema, que se reúna; precisa nomear um comitê gestor, que defina qual é o plano anual de investimento do fundo, e precisamos de uma diretoria colegiada da Ancine com membros nomeados e não suspensos pela Justiça, e não sendo investigados pela Justiça, uma diretoria que seja inquestionável que possa fazer com que a Ancine funcione e os editais [de produção] voltem a acontecer", enumerou.

O presidente Jair Bolsonaro já defendeu publicamente a extinção da Agência Nacional de Cinema (Ancine) e seu plano de governo inclui a possibilidade de acabar com a regulação pública do setor audiovisual, maior preocupação dos que trabalham na área.

Como o mercado audiovisual mudou com a internet, os cineastas defenderam a regulação dos vídeos sob demanda, ou streaming, como Netflix, Amazon Prime e outros, objeto do Projeto de Lei 8889/17, do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que aguarda análise da Comissão de Cultura.

Paulo Teixeira criticou a possibilidade de fusão das empresas norte-americanas AT&T e Warner Bros no Brasil, que atingiria diretamente o setor audiovisual brasileiro. Segundo noticiou a imprensa, a fusão das duas empresas norte-americanas, interesse do presidente Donald Trump, entrou na pauta da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a pedido do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), mas a questão ainda não foi decidida.

O deputado petista teme concorrência desleal no mercado brasileiro. "Eles vão pegar uma empresa de telecomunicações que tem um capital muito superior às empresas brasileiras de produção e vão permitir que elas produzam e distribuam aqui. Isso vai quebrar as demais empresas se se permitir que isso aconteça", alertou.

Autora do requerimento para a realização da audiência pública da comissão, a deputada Lídice da Mata (PSB-BA) informou que já levou as demandas do setor audiovisual ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). "Não tenho dúvidas de que a Câmara dará uma resposta muito positiva a essa demanda", afirmou.

Lista dos apoiadores da Frente Parlamentar em Defesa do Cinema Brasileiro:

1 ABOU ANNI 339 PSL/SP

2 AÉCIO NEVES 20 PSDB/MG

3 AFONSO FLORENCE 305 PT/BA

4 AFONSO MOTTA 528 PDT/RS

5 AGUINALDO RIBEIRO 735 PP/PB

6 AIRTON FALEIRO 327 PT/PA

7 ALCIDES RODRIGUES 332 PATRIOTA/GO

8 ALENCAR SANTANA BRAGA 239 PT/SP

9 ALESSANDRO MOLON 304 PSB/RJ

10 ALEX MANENTE 205 CIDADANIA/SP

11 ALEX SANTANA 541 PDT/BA

12 ALEXANDRE PADILHA 956 PT/SP

13 ALICE PORTUGAL 420 PCdoB/BA

14 ALIEL MACHADO 220 PSB/PR

15 ALINE GURGEL 342 REPUBLICANOS/AP

16 ALINE SLEUTJES 550 PSL/PR

17 ALUISIO MENDES 931 PSC/MA

18 ANDRÉ DE PAULA 754 PSD/PE

19 ANDRÉ FERREIRA 450 PSC/PE

20 ANDRÉ FIGUEIREDO 940 PDT/CE

21 ANGELA AMIN 252 PP/SC

22 ANTONIO BRITO 479 PSD/BA

23 ARLINDO CHINAGLIA 4 PT/SP

24 ARNALDO JARDIM 245 CIDADANIA/SP

25 ARTHUR LIRA 942 PP/AL

26 ARTHUR OLIVEIRA MAIA 830 DEM/BA

27 ASSIS CARVALHO 909 PT/PI

28 ÁTILA LIRA 640 PSB/PI

29 AUGUSTO COUTINHO 314 SOLIDARIEDADE/PE

30 ÁUREA CAROLINA 619 PSOL/MG

31 BALEIA ROSSI 829 MDB/SP

32 BENEDITA DA SILVA 330 PT/RJ

33 BETO FARO 723 PT/PA

34 BIRA DO PINDARÉ 480 PSB/MA

35 BOHN GASS 469 PT/RS

36 CAMILO CAPIBERIBE 209 PSB/AP

37 CARLOS HENRIQUE GAGUIM 214 DEM/TO

38 CARLOS VERAS 466 PT/PE

39 CARLOS ZARATTINI 808 PT/SP

40 CARMEN ZANOTTO 418 CIDADANIA/SC

41 CÁSSIO ANDRADE 433 PSB/PA

42 CELINA LEÃO 260 PP/DF

43 CÉLIO MOURA 832 PT/TO

44 CELSO MALDANER 311 MDB/SC

45 CHARLES FERNANDES 587 PSD/BA

46 CHIQUINHO BRAZÃO 507 AVANTE/RJ

47 CLARISSA GAROTINHO 714 PROS/RJ

48 CLAUDIO CAJADO 630 PP/BA

49 CLEBER VERDE 710 REPUBLICANOS/MA

50 CORONEL ARMANDO 268 PSL/SC

51 CORONEL TADEU 756 PSL/SP

52 DAGOBERTO NOGUEIRA 522 PDT/MS

53 DAMIÃO FELICIANO 938 PDT/PB

54 DANIEL ALMEIDA 317 PCdoB/BA

55 DANIEL COELHO 813 CIDADANIA/PE

56 DANIEL TRZECIAK 917 PSDB/RS

57 DANIELA DO WAGUINHO 950 MDB/RJ

58 DANILO CABRAL 423 PSB/PE

59 DAVID MIRANDA 267 PSOL/RJ

60 DELEGADO ANTÔNIO FURTADO 602 PSL/RJ

61 DENIS BEZERRA 625 PSB/CE

62 DIEGO GARCIA 910 PODE/PR

63 DOMINGOS NETO 546 PSD/CE

64 DOMINGOS SÁVIO 345 PSDB/MG

65 EDMILSON RODRIGUES 301 PSOL/PA

66 EDUARDO BISMARCK 652 PDT/CE

67 EDUARDO BRAIDE 578 PMN/MA

68 EDUARDO CURY 368 PSDB/SP

69 EFRAIM FILHO 744 DEM/PB

70 ELI BORGES 248 SOLIDARIEDADE/TO

71 ELIAS VAZ 303 PSB/GO

72 EMANUEL PINHEIRO NETO 374 PTB/MT

73 EMIDINHO MADEIRA 837 PSB/MG

74 ENIO VERRI 627 PT/PR

75 ENRICO MISASI 574 PV/SP

76 ERIKA KOKAY 203 PT/DF

77 FÁBIO HENRIQUE 475 PDT/SE

78 FÁBIO RAMALHO 638 MDB/MG

79 FABIO REIS 410 MDB/SE

80 FÁBIO TRAD 452 PSD/MS

81 FELIPE CARRERAS 318 PSB/PE

82 FELIPE RIGONI 846 PSB/ES

83 FÉLIX MENDONÇA JÚNIOR 912 PDT/BA

84 FERNANDA MELCHIONNA 621 PSOL/RS

85 FERNANDO COELHO FILHO 662 DEM/PE

86 FERNANDO MONTEIRO 243 PP/PE

87 FERNANDO RODOLFO 481 PL/PE

88 FLÁVIA MORAIS 738 PDT/GO

89 FLORDELIS 612 PSD/RJ

90 FREI ANASTACIO RIBEIRO 442 PT/PB

91 GASTÃO VIEIRA 370 PROS/MA

92 GENERAL PETERNELLI 570 PSL/SP

93 GERVÁSIO MAIA 308 PSB/PB

94 GILBERTO NASCIMENTO 834 PSC/SP

95 GLAUBER BRAGA 362 PSOL/RJ

96 GLAUSTIN FOKUS 473 PSC/GO

97 GLEISI HOFFMANN 232 PT/PR

98 GONZAGA PATRIOTA 430 PSB/PE

99 GUSTAVO FRUET 827 PDT/PR

100 HEITOR SCHUCH 277 PSB/RS

101 HELDER SALOMÃO 573 PT/ES

102 HENRIQUE FONTANA 256 PT/RS

103 HILDO ROCHA 734 MDB/MA

104 HIRAN GONÇALVES 478 PP/RR

105 HUGO LEAL 631 PSD/RJ

106 IDILVAN ALENCAR 737 PDT/CE

107 IVAN VALENTE 716 PSOL/SP

108 JANDIRA FEGHALI 622 PCdoB/RJ

109 JEFFERSON CAMPOS 346 PSB/SP

110 JESUS SÉRGIO 941 PDT/AC

111 JHC 958 PSB/AL

112 JOÃO DANIEL 605 PT/SE

113 JOÃO H. CAMPOS 409 PSB/PE

114 JOÃO ROMA 276 REPUBLICANOS/BA

115 JOAQUIM PASSARINHO 334 PSD/PA

116 JOENIA WAPICHANA 231 REDE/RR

117 JORGE SOLLA 571 PT/BA

118 JOSÉ AIRTON FÉLIX CIRILO 319 PT/CE

119 JOSÉ GUIMARÃES 306 PT/CE

120 JOSÉ NELTO 703 PODE/GO

121 JOSÉ RICARDO 411 PT/AM

122 JOSÉ ROCHA 908 PL/BA

123 JOSEILDO RAMOS 642 PT/BA

124 JULIO CESAR RIBEIRO 471 REPUBLICANOS/DF

125 JÚLIO DELGADO 323 PSB/MG

126 JÚNIOR BOZZELLA 582 PSL/SP

127 JÚNIOR FERRARI 919 PSD/PA

128 JUSCELINO FILHO 222 DEM/MA

129 LAERCIO OLIVEIRA 629 PP/SE

130 LAFAYETTE DE ANDRADA 208 REPUBLICANOS/MG

131 LAURIETE 223 PL/ES

132 LEANDRE 454 PV/PR

133 LEDA SADALA 611 AVANTE/AP

134 LEONARDO MONTEIRO 922 PT/MG

135 LEÔNIDAS CRISTINO 948 PDT/CE

136 LÍDICE DA MATA 913 PSB/BA

137 LIZIANE BAYER 538 PSB/RS

138 LUCAS VERGILIO 816 SOLIDARIEDADE/GO

139 LUCIANO DUCCI 427 PSB/PR

140 LUIZ CARLOS MOTTA 415 PL/SP

141 LUIZ LIMA 504 PSL/RJ

142 LUIZA ERUNDINA 620 PSOL/SP

143 LUIZÃO GOULART 218 REPUBLICANOS/PR

144 LUIZIANNE LINS 713 PT/CE

145 MARCELO FREIXO 725 PSOL/RJ

146 MARCELO NILO 520 PSB/BA

147 MARCELO RAMOS 805 PL/AM

148 MÁRCIO JERRY 372 PCdoB/MA

149 MARCO BERTAIOLLI 401 PSD/SP

150 MARGARETE COELHO 210 PP/PI

151 MARGARIDA SALOMÃO 236 PT/MG

152 MARIA DO ROSÁRIO 312 PT/RS

153 MARIA ROSAS 436 REPUBLICANOS/SP

154 MARIANA CARVALHO 508 PSDB/RO

155 MARINA SANTOS 434 SOLIDARIEDADE/PI

156 MÁRIO HERINGER 211 PDT/MG

157 MARRECA FILHO 537 PATRIOTA/MA

158 MAURO NAZIF 818 PSB/RO

159 MOSES RODRIGUES 809 MDB/CE

160 NATÁLIA BONAVIDES 748 PT/RN

161 NELSON PELLEGRINO 826 PT/BA

162 NILTO TATTO 502 PT/SP

163 ODAIR CUNHA 556 PT/MG

164 ORLANDO SILVA 923 PCdoB/SP

165 OSSESIO SILVA 328 REPUBLICANOS/PE

166 OTACI NASCIMENTO 521 SOLIDARIEDADE/RR

167 OTTO ALENCAR FILHO 444 PSD/BA

168 PADRE JOÃO 743 PT/MG

169 PASTOR EURICO 906 PATRIOTA/PE

170 PATRUS ANANIAS 720 PT/MG

171 PAULA BELMONTE 440 CIDADANIA/DF

172 PAULÃO 366 PT/AL

173 PAULO ABI-ACKEL 718 PSDB/MG

174 PAULO GUEDES 833 PT/MG

175 PAULO MAGALHÃES 903 PSD/BA

176 PAULO PEREIRA DA SILVA 217 SOLIDARIEDADE/SP

177 PAULO PIMENTA 552 PT/RS

178 PAULO RAMOS 804 PDT/RJ

179 PAULO TEIXEIRA 281 PT/SP

180 PEDRO CUNHA LIMA 810 PSDB/PB

181 PEDRO PAULO 727 DEM/RJ

182 PEDRO UCZAI 229 PT/SC

183 PERPÉTUA ALMEIDA 310 PCdoB/AC

184 POLICIAL KATIA SASTRE 428 PL/SP

185 POMPEO DE MATTOS 704 PDT/RS

186 PROFESSOR ISRAEL BATISTA 854 PV/DF

187 PROFESSORA DORINHA SEABRA REZENDE 432 DEM/TO

188 PROFESSORA MARCIVANIA 338 PCdoB/AP

189 PROFESSORA ROSA NEIDE 371 PT/MT

190 RAFAEL MOTTA 626 PSB/RN

191 RAUL HENRY 707 MDB/PE

192 REGINALDO LOPES 426 PT/MG

193 REJANE DIAS 624 PT/PI

194 RENILDO CALHEIROS 915 PCdoB/PE

195 RICARDO GUIDI 407 PSD/SC

196 RICARDO IZAR 634 PP/SP

197 RICARDO TEOBALDO 603 PODE/PE

198 ROBÉRIO MONTEIRO 733 PDT/CE

199 ROBERTO ALVES 946 REPUBLICANOS/SP

200 ROBERTO PESSOA 219 PSDB/CE

201 RODRIGO AGOSTINHO 801 PSB/SP

202 RODRIGO COELHO 329 PSB/SC

203 RODRIGO MAIA 5 DEM/RJ

204 ROGÉRIO CORREIA 614 PT/MG

205 ROSANA VALLE 529 PSB/SP

206 ROSANGELA GOMES 438 REPUBLICANOS/RJ

207 RUBENS BUENO 916 CIDADANIA/PR

208 RUBENS OTONI 501 PT/GO

209 RUI FALCÃO 819 PT/SP

210 SÂMIA BOMFIM 617 PSOL/SP

211 SAMUEL MOREIRA 921 PSDB/SP

212 SANDERSON 354 PSL/RS

213 SERGIO VIDIGAL 812 PDT/ES

214 SILVIO COSTA FILHO 402 REPUBLICANOS/PE

215 SUBTENENTE GONZAGA 750 PDT/MG

216 TABATA AMARAL 848 PDT/SP

217 TADEU ALENCAR 820 PSB/PE

218 TALÍRIA PETRONE 623 PSOL/RJ

219 TED CONTI 839 PSB/ES

220 TEREZA NELMA 322 PSDB/AL

221 TIRIRICA 343 PL/SP

222 TÚLIO GADÊLHA 360 PDT/PE

223 ULDURICO JUNIOR 729 PROS/BA

224 VALMIR ASSUNÇÃO 739 PT/BA

225 VANDER LOUBET 838 PT/MS

226 VERMELHO 920 PSD/PR

227 VICENTINHO 740 PT/SP

228 VICENTINHO JÚNIOR 204 PL/TO

229 VILSON DA FETAEMG 648 PSB/MG

230 VINICIUS FARAH 429 MDB/RJ

231 VINICIUS GURGEL 852 PL/AP

232 VINICIUS POIT 558 NOVO/SP

233 VITOR LIPPI 823 PSDB/SP

234 WALDENOR PEREIRA 954 PT/BA

235 WALTER ALVES 435 MDB/RN

236 WELITON PRADO 250 PROS/MG

237 WELLINGTON ROBERTO 514 PL/PB

238 WILSON SANTIAGO 534 PTB/PB

239 WLADIMIR GAROTINHO 274 PSD/RJ

240 WOLNEY QUEIROZ 936 PDT/PE

241 ZÉ CARLOS 543 PT/MA

242 ZÉ NETO 585 PT/BA

243 ZÉ SILVA 608 SOLIDARIEDADE/MG

244 ZÉ VITOR 525 PL/MG

245 ZECA DIRCEU 613 PT/PR

Criado em 2019-10-05 01:28:04

Calero denuncia Geddel, Padilha e Temer por tráfico de influência

Romário Schettino -

O claudicante governo Michel Temer sofreu mais um abalo nas últimas semanas. O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero provocou desconforto na cozinha do Palácio do Planalto, deixou o cargo e saiu atirando.

Este assunto está submergido com o escândalo Renan Calheiros x STF, mas não está morto. A qualquer momento vai renascer das cinzas. O PSDB está incomodado e alimenta a possibilidade de Temer não resistir até 2018, tamanho é o descalabro deste governo. O presidente não dorme direito, o fantasma do golpe não permite o sono tranquilo. Fontes palacianas falam em necessidade de ingerir soníferos. 

O tucanato de alta plumagem estuda, inclusive, alternativas para uma eventual derrocada de Michel Temer. Falam em Almino Fraga ou Nelson Jobim. Tudo não passa da mera especulação, por enquanto.
 
Em relação ao escândalo do MinC, Calero, por precaução gravou tudo e entregou para a Polícia Federal. A primeira reação dos governistas foi tentar desqualificar o denunciante acusando-o de ter sido desleal por ter gravado conversas com presidente da República, com o então secretário de Governo Geddel Vieira Lima, com o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e outros funcionários graduados. Acusaram também Calero de ter pretensões políticas no Rio de Janeiro.

Para contestar essa acusação, Calero criticou o senador Aécio Neves (PSDB), que saiu em defesa de Temer. O ex-ministro disse que não confunde lealdade com cumplicidade. “Como servidor, não posso compactuar com ilegalidades”, afirmou. O ex-ministro lembra que votou em Aécio no segundo turno, mas alega que está decepcionado.

O Ministério Público pediu para ouvir as gravações à PF, mas ainda não decidiu o que fazer com elas. O curioso é que no caso dos grampos ilegais divulgados pelo juiz Sérgio Moro para impedir a posse de Lula no governo Dilma, o efeito foi imediato. A TV Globo divulgou em horário nobre o conteúdo dos diálogos e o ministro Gilmar Mendes se encarregou de fechar as portas para Lula.

Após o golpe, surgem os desvios dos ministros e aliados no Congresso Nacional. Dessa vez, o motivo da discórdia foi a pressão de Geddel para que fosse modificada a decisão do Instituto Nacional de Patrimônio Histórico (Iphan) de vetar a construção de um edifício de 30 andares em área tombada na Bahia, o La Vue Ladeira da Barra, quando a altura permitida é de 15 pavimentos.

A gravidade desse episódio é o tráfico de influência cometido por um ministro em benefício próprio. Geddel confessa ter comprado, por R$ 3 milhões, um apartamento no 22º andar do empreendimento.

Diante da resistência do Iphan e do ministro da Cultura, Geddel apelou para Michel Temer, que se dispôs a pedir “paciência” a Calero. A orientação do presidente era remeter o caso para a Advocacia Geral da União (AGU) sob o argumento de que se tratava de conflito entre ministérios.

Calero contesta: “Não há conflito nenhum. É o Iphan que dá a palavra final. O interesse de Geddel era pessoal, não tinha nada a ver com sua pasta e o assunto não deveria ter ido para a sala do presidente”.

Diante da insistência do ministro Eliseu Padilha para que o tema fosse para a AGU, Calero entregou o boné. Para o seu lugar foi Roberto Freire (PPS), aliado desde o inicio da trama golpista que derrubou Dilma.

Criado em 2016-12-09 20:54:35

Cinema para russos e soviéticos será lançado dia 23/11 em BH

Cinema para russos, cinema para soviéticos, novo livro do professor João Lanari, será lançado neste sábado, 23/11, às 11h, na Livraria da Rua, na rua Antonio de Albuquerque, 913, Savassi, em Belo Horizonte. Nesse dia haverá um debate entre o autor do livro e o cineasta e professor Eweron Belico, com mediação do curador e critico de cinema Marcelo Miranda.

O livro também será lançado em Brasília no dia 29/11, sexta-feira, às 19h, no Cine Brasília (106 Sul), durante o 52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

O livro de Lanari, publicado pela Editora Bazar do Tempo, é resultado de mais de cinco anos de pesquisa do professor João Lanari Bo, que reúne em seu livro mais de 150 filmes e diretores e 60 fotos inéditas, apresentando um impressionante panorama da cinematografia feita na Rússia, da era pré-revolucionária à invasão de Praga, em 1968.

Nessa abordagem, o autor conjuga uma grande variedade de filmes aos contextos dessas produções, revelando a íntima e dominante relação entre cinema e política, forças de poder e controle ideológico, personalismo e propaganda.

O livro surgiu a partir de uma leitura de O Fim do Homem Soviético, da escritora e jornalista Svetlana Alexievich (Prêmio Nobel em 2015). Uma visão diferente do "Cinema Japonês – filmes, histórias, diretores", livro em que o autor trouxe para a escrita a sua experiência de viver no Japão e conhecer de perto a cultura e o cinema de lá.

“Fiquei impressionado quando li a Svetlana, isso de certa forma me inspirou na pesquisa. No livro, sobressai a ambiguidade entre russos portadores de uma cultura internalizada historicamente e os cidadãos carregados de artificialismo soviético, ambiguidade que acabou configurando também a expressão cinematográfica”, conta João. 

Dividido em quatro capítulos, Cinema para russos, cinema para soviéticos (capa do livro, abaixo) trata a produção cinematográfica russa desde seus primórdios; passando pelos cultuados filmes dos anos 1920; e nos anos 1930, em que Stálin assumiu um papel radicalmente controlador do Estado e da produção cinematográfica, resultando em um cinema dirigido e orientado – e indo até 1968, um ano decisivo para a história do projeto soviético.

“Quando Stálin morre [1953] o cinema passa por uma abertura, que impactou enormemente a produção. Em 1968, na Primavera de Praga, intensificam-se novamente as instâncias censórias. Tenho o projeto de fazer a segunda parte, pós 1968, passando pela queda do comunismo em 1989-90, um território acidentado e interessante historicamente”, completa João.

A história e os filmes

“Esse livro retrata uma oscilação que atravessou todo o século XX e que perdura ainda, de certa forma, na cinematografia daquele país-continente. Gelo e degelo na esfera política, tal como a metáfora dos historiadores para descrever os apertos e relaxamentos do regime. Momentos em que o homem soviético era reassegurado, louvado, enaltecido; momentos em que o homem russo se impunha, portador de uma espécie de retorno do real que invadia o espaço e o tempo do cinema”, explica Lanari.

O primeiro capítulo, Da era tsarista à virada socialista, aborda a revolução de 1917, os anos turbulentos do imediato pós-revolução e a década de 1920. Destaque para filmes de Kulechov, Eisenstein, Pudovkin, e também de Kozintsev, Perestiani e Protazanov. Sem esquecer a produção na era pré-revolucionária, onde sobressai um nome como Bauer: “Durante muito tempo era como se a produção audiovisual na Rússia antes de 1917 pertencesse a um domínio excluído da história do cinema, como se não existisse, simplesmente. A verdade é que muitos filmes, bons e ruins, foram produzidos na Rússia tsarista”, diz João Lanari no livro.

O segundo capítulo, Stálin no poder, o regime de controle começa com a ascensão de Stálin ao centro das decisões: o resultado disso é uma produção mais centralizada e controlada, mas com filmes de grande projeção, de diretores como Ermler, Tráuberg, Aleksandrov e Romm.

O terceiro capítulo, Cinema em vias de guerra fala sobre a produção durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria que se seguiu: a forma como impactaram as produções cinematográficas faz-se sentir desde o deslocamento dos estúdios para a Ásia Central, em um primeiro momento, ao uso do cinema como veículo de propaganda do comunismo, após a 2ª Guerra. Destacam-se nomes como Piriev, Kalatozov e Tchiaureli.

“Mesmo com a escalada de tensões internacionais na década de 30, a produção cinematográfica na URSS manteve-se estável: 40 filmes em 1937; 44 em 1938; 57 em 1939 e 46 em 1940. Não obstante, as dificuldades para aprovação de projetos perduravam, limitando o número de filmes finalizados. A expectativa dos realizadores era de que o envolvimento do país em um conflito global pudesse atenuar barreiras ideológicas e injetar estímulo na produção, pelo efeito mobilizador que o cinema poderia proporcionar”, aponta João Lanari no livro.

O quarto e último capítulo, Rumo ao moderno cinema soviético, tem como pano de fundo a morte de Stálin, que ampliou as opções temáticas dos realizadores. “Os diretores passaram a ter muito mais liberdade de escolha dos temas: um exemplo disso é ‘Tenho vinte anos’, de Marlen Khutsiev, que fala sobre juventude e liberdade, um filme significativo desse novo período”, afirma Lanari.

O livro apresenta ainda uma bibliografia anotada pelo autor, uma peculiaridade a mais para quem se interessa por história, em especial da perspectiva do cinema.

Imagens raras

Para os amantes do cinema, a edição é bastante requintada e virá acompanhada de um cartaz do filme Um Homem com uma Câmera - 1929 - (foto, abaixo), de Dziga Vertov. O livro é ilustrado por 60 fotos, muitas delas nunca publicadas no Brasil, gentilmente cedidas pelo estúdio Mosfilm, a tradicional produtora da antiga URSS e agora da Rússia, com apoio da CPC-UMES Filmes. O cartaz está estampado no verso da sobrecapa.

Para a pesquisa, o autor assistiu a centenas de filmes e muitos deles têm direitos de exibição abertos ao público, estando disponíveis na internet. Cinema Para Russos, cinema Para Soviéticos revela o universo fascinante dessas produções e tem tudo para encantar antigas e novas audiências.

Sobre o autor:

João Lanari Bo nasceu em São Paulo, e vive atualmente entre Brasília e Rio de Janeiro. É professor de cinema da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (FAC-UNB) desde os anos 1980. Residiu em Tóquio por três anos e publicou, após seu retorno, o livro Cinema japonês - filmes, histórias, diretores (2016, Editora Giostri). É realizador e produtor de mais de 15 filmes. Foi colaborador dos periódicos Correio Braziliense e a revista Devires. Atualmente colabora com o site www.brasiliarios.com

 

Destino de um homem, dir. Serguei Bondartchuk, 1959

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SERVIÇO:

Obra: Cinema para russos, cinema para soviéticos

A edição traz o cartaz original do filme Um Homem com uma Câmera (1929), de Dziga Vertov.

Editora: Bazar do Tempo – 2019

Criado em 2019-10-03 02:20:12

Na Carta de Brasília, Muda PT diz como enfrentar a crise

O Movimento Muda PT, articulado nacionalmente por diversas tendências e agrupamentos insatisfeitos com os rumos do partido, realizou seu 1º
Encontro Nacional neste final de semana (2 e 3/12) no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Na pauta, uma defesa do PT, sem abrir mão de intensas críticas e autocríticas em relação às atuais formas de organização partidária, especialmente a forma de escolha das direções do Partido dos Trabalhadores.

Do encontro surgiu o manifesto “Carta de Brasília - Mudar o PT é Urgente. Muda PT!”, documento síntese que pretende servir como base na luta por uma renovação partidária, tanto na forma de organização, como em seu conteúdo programático.

Na defesa de bandeiras históricas da esquerda brasileira, dirigentes e militantes reafirmaram a necessidade se construir uma nova dinâmica interna, capaz de absorver as modernas formas de mobilização política, incluindo as plataformas em rede, que deem voz às bases.

Olívio Dutra, ex-governador do Rio Grande do Sul, defende tratamento rigoroso das denúncias de desvios éticos cometidos por filiados. "Não se deve passar a mão na cabeça de quem agiu por interesses pessoais e não partidário, comprometendo as bandeiras de luta da miliância, que é quem constrói o partido".

Participaram do encontro, representantes de movimentos sociais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Consulta Popular, Marcha Mundial das Mulheres, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e União Nacional dos Estudantes (UNE).

Presentes várias lideranças partidárias, como o vereador eleito em São Paulo, Eduardo Suplicy e os convidados Marco Aurélio Garcia e Olívio Dutra. Os ex-ministros Miguel Rosseto, Ricardo Berzoini e Pepe Vargas, além do ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro.

Dentre os parlamentares do PT estiveram lá os senadores Fátima Bezerra e Lindbergh Farias, e deputados federais Erica Kokay, Luizianne Lins, Margarida Salomão, Paulo Teixeira, Maria do Rosário, Moema Gramacho, Afonso Florence, Elvino Bohn Gass, Henrique Fontana, Paulo Pimenta, Marco Maia, Angelim, Arlindo Chinaglia e Waldenor Pereira. Muitos deputados estaduais, prefeitos e vereadores.

Antes do VI Congresso Nacional do PT, a ser realizado em abril de 2017, o Muda PT ainda deve realizar uma plenária dos delegados e delegadas para discutir e definir sua atuação unificada.

Homenagem à Chapecoense - Num momento emocionante, Claudio Vignati, presidente do PT de Santa Catarina, conduziu um minuto de silêncio em homenagem aos integrantes da delegação do Clube Chapecoense e jornalistas, mortos no acidente aérea que vitimou 71 pessoas.

Eis a íntegra do documento escrito em Brasília:

Carta de Brasília - Mudar o PT é Urgente. Muda PT!

“A militância reunida no Encontro Nacional do Muda PT saúda lutadores e lutadoras pela democracia, pelos direitos ameaçados pelo golpe, sindicalistas, jovens das ocupações das escolas e Universidades, mulheres e homens que não saíram das ruas e praças nestes meses de mobilização cidadã.

Com vocês estamos, e com vocês queremos Mudar o PT.

O PT é o principal instrumento político de luta da classe trabalhadora e do povo brasileiro. Mas precisa mudar!

O PT precisa mudar para se colocar à altura dos desafios postos na luta de classes para este período. A classe trabalhadora e o povo brasileiro, que lutamos para representar, sofreram a mais dura derrota de nossa história recente, com a destituição violenta da Presidenta Dilma e com os ataques promovidos pelos golpistas contra os movimentos sociais e a esquerda em nosso país, afetando também países e povos irmãos que sofrem as consequências da alteração da correlação de forças no continente e no mundo.

O PT precisa mudar urgentemente! Precisamos nos reorganizar para barrar o golpe, defender Lula e a democracia, impedir a revogação de direitos e a redução das liberdades.

O PT precisa mudar para efetivar o #ForaTemer, que movimenta a generosidade de milhares de pessoas que ocupam as ruas na resistência democrática; para devolver ao povo brasileiro o direito de escolher livremente seu governo. O povo deve decidir. Queremos Diretas Já!

O PT precisa mudar para apresentar ao povo brasileiro um novo programa de esquerda para as transformações sociais necessárias em nosso país.

Um programa democrático, popular, socialista e libertário, que integre as demandas históricas por integração regional, soberania nacional, democracia e bem-estar social, com as demandas dos segmentos historicamente oprimidos por sua condição social, origem regional, sexo, identidade de gênero, orientação sexual, etnia ou geração.

O PT precisa mudar, para oferecer esse programa a todas as forças de esquerda que lutam conosco por democracia e um novo sistema político, não mais tutelado pelo poder econômico do capital, a ser feito por um processo constituinte exclusivo e soberano a ser construído como culminância de um novo acúmulo de forças, intensa participação popular e resposta à crise da democracia representativa.

O PT precisa mudar para se diferenciar radicalmente desse sistema político corrompido e corruptor, para derrotar toda forma de corrupção institucionalizada, de privatização do Estado, de financiamento empresarial de instituições públicas, Poderes do Estado e partidos políticos.

Assim fizemos na nossa origem, nas ações de nossos governos Lula e Dilma para enfrentar a corrupção e de nossas bancadas para prevenir e punir esse mecanismo de acumulação e reprodução do capital. Essa luta é inseparável da luta democrática, da participação popular e pela ética na política.

O PT precisa mudar para enfrentar a ofensiva que se desenvolve, no Brasil e no mundo, de uma alternativa de direita à crise prolongada do capitalismo, uma ofensiva reacionária que acirra a luta de classes e tira do armário todo tipo de retrocesso civilizatório: a misoginia, o machismo, a homofobia, a lesbofobia, a transfobia, a xenofobia, a discriminação contra imigrantes e emigrantes, o ódio contra o povo, contra a esquerda, seus partidos e movimentos.

Mais que nunca, a consigna "socialismo ou barbárie" nos conclama à unidade e à luta.

O PT precisa superar o burocratismo e a adaptação à institucionalidade. O PT precisa mudar porque descuidou de ser um espaço de participação para milhões de filiados e simpatizantes, chamados no mais das vezes apenas para fazer campanhas eleitorais ou em momentos de eleição das direções partidárias, através do processo viciado em que se transformou o PED, com núcleos, diretórios e setoriais frágeis e incapazes de ser o lugar de formação política e participação cidadã do petismo na condução dos rumos do Partido.

Em que o PT precisa mudar?

O PT precisa mudar para integrar suas estruturas originais e necessárias - direções, núcleos, setoriais - numa estratégia comum. Os mandatos parlamentares e os governos devem ser colocados sob controle e direção coletiva.

O PT precisa construir direções coletivas, colegialidade e corresponsabilidade nas decisões, eliminando o presidencialismo imperial em que muitos de nossos diretórios acabam sem funcionar regularmente.

Entre as instâncias e organismos que precisam funcionar de forma permanente, estão a Comissão de Assuntos Disciplinares e o Conselho de Ética partidária em todos os níveis, para assegurar que haja resposta eficiente a quaisquer atitudes coletivas ou individuais que atinjam a ética de nosso Partido e da sua base militante.

O PT precisa mudar sua construção partidária com a juventude. Precisamos ter uma Juventude do PT inserida nas lutas sociais da juventude brasileira, que influencie o partido com uma nova energia combativa, com novas pautas e criatividade para atualizar as formas de organização.

O PT precisa retomar a capacidade de organização e mobilização para disputar uma política anti-capitalista, anti-racista e anti-patriarcal.

Assim será o partido capaz de lutar por uma sociedade com igualdade entre mulheres e homens, que retome o esforço de construção de uma política feminista unitária capaz enfrentar os bloqueios que as mulheres feministas enfrentam quando se propõem a construir, como aqui nos propomos, um partido e um projeto político de esquerda.

O PT precisa mudar construindo novas formas de participação da militância nas decisões do partido. Queremos superar o PED, não apenas pelas mazelas que o acompanharam nos últimos anos, mas principalmente porque precisamos de uma democracia interna que vá muito além do voto individual.

É preciso multiplicar núcleos, setoriais, plataformas e oportunidades de participação por meios digitais, conferências livres, atividades culturais e mecanismos de diálogo permanente com filiados e militantes.

Precisamos de uma estrutura de comunicação, construindo uma rede de meios de comunicação – jornais, revistas, rádios, TVs e redes sociais -, articulados através das mídias digitais, vitaminando nossa relação com uma sociedade que a mídia oligopolizada ao mesmo tempo controla e fragmenta.

O PT deve instituir mecanismos de controle social interno sobre as finanças do partido em todos os níveis de direção, que dê transparência e democratize decisões sobre a aplicação dos recursos arrecadados.

O partido deve reafirmar sua posição contra o financiamento empresarial aos partidos e campanhas eleitorais. Precisa construir formas militantes de auto-sustentação e ampliar as formas públicas de financiamento da democracia e dos Partidos.

O PT deve dedicar energias para construir uma frente de esquerda, com partidos e movimentos sociais alinhados com um programa anti-neoliberal em defesa da democracia e dos direitos.

Deve jogar-se de peito aberto na construção da Frente Brasil Popular, espaço de aprendizado coletivo da esquerda na construção de um novo projeto para o país, e na busca de diálogo e unidade com a Frente Povo Sem Medo e outras organizações da resistência democrática.

A política de alianças do PT deve ser orientada pela construção dessa frente de esquerda e resistência democrática. Portanto deve retirar de nosso arco os partidos golpistas.

O PT vai mudar ao criar condições para organizar o petismo disseminado na sociedade para fazer frente ao crescimento do fascismo e do obscurantismo nesta conjuntura tão aguda.

Reafirmamos que essa plataforma de esquerda deve incorporar a defesa intransigente de um feminismo socialista, da igualdade entre mulheres e homens, de combate à opressão étnico-racial, as discriminações da sexualidade e da desigualdade social.

Muda PT quando? Já!

Vem aí o VI Congresso Nacional do PT, e lá estaremos disputando nossas propostas junto ao conjunto de filiados e filiadas.
É necessário mudar, e é possível mudar!

O Muda PT é um movimento amplo, para além das correntes organizadas do PT que o integram.

Convocamos todos os filiados e todas as filiadas, simpatizantes e militantes que querem continuar construindo o nosso Partido com coerência, ética, combatividade e compromisso socialista para nos encontrarmos nas próximas semanas em todo o país.

Vamos nos encontrar nas cidades, estados, frentes de atuação. Vamos debater o presente Manifesto e continuar sobre como organizar o novo PT que queremos.

Vamos disputar as bases do partido, fiscalizar as eleições diretas de dirigentes e delegados e delegadas ao Congresso em todas as suas etapas.

Só assim ele cumprirá, para as atuais e futuras gerações, o que ele representou para quem construiu essa que é a mais importante experiência de um partido socialista, de massas, democrático e libertário.

Brasília, 3 de dezembro de 2016.

MUDA PT”.

Criado em 2016-12-04 19:10:07

Dia D de Drummond na Livraria Sebinho

Pelo nono ano consecutivo, a Livraria Sebinho (406 Norte, Bloco C), em Brasília, organiza o Dia D, de Drummond, e será realizado amanhã, quinta-feira, dia 31 de outubro de 2019, a partir das 19h30.

O objetivo é celebrar a vida e difundir a obra de nosso maior poeta, ícone da brasilidade e monumento da língua portuguesa no Brasil.

Este ano o tema da comemoração será “Drummond Tradutor”. Vamos apresentar e discutir poemas em francês, espanhol, inglês e até alemão, finamente vertidos pelo poeta para a nossa língua.

Como aconteceu em edições anteriores do Dia D, o concurso literário - aberto para o público em geral - será o ponto alto da comemoração. Os ganhadores receberão troféus e prêmios de 500, 300 e 200 reais – o primeiro, o segundo e o terceiro lugar, respectivamente.

As inscrições deverão ser registradas na Livraria Sebinho ou com o preenchimento do formulário na página da livraria www.sebinho.com.br  até o dia 14 de outubro.  Leia lá o regulamento!

O júri do concurso é composto por três poetas da cidade: Marina Mara, comunicadora, atriz, mestre em arte e tecnologia pela UnB, responsável pelo projeto Declame para Drummond; Paula Ziegler, formada em Serviço Social, com pós-graduação em Estudos Africanos, coordenadora do projeto “Loucos por Letras”, que desenvolveu oficinas de haikai em parceria com a Universidade Federal da Paraíba, para incentivar a leitura, e, em Brasília, coordenadora, através da UnB, do projeto de extensão “Canto Haikai”; Luciana Barreto, jornalista, mestre e doutora em Teoria Literária, especialista em Hilda Hilst e Osman Lins, professora de Literatura na UnB.

No dia 31 de outubro, data do 117º aniversário de nascimento de Carlos Drummond de Andrade, o Café & Bistrô Sebinho servirá no almoço e no jantar cardápio de comida mineira com sobremesas, e claro, boas cachaças de Minas Gerais.

A programação do Dia D, ainda não fechada, incluirá palestras, récita de poemas por atores e atrizes e declamações pelo público do Varal Literário, além de apresentações musicais. Os poemas vencedores do Concurso Literário também serão recitados durante o evento.

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Serviço:

Evento: Dia D de Drummond

Dia: 31 de outubro, do meio-dia às 14h, e a partir das 19h.

Local: Livraria Sebinho - 406 Norte, Bloco C

 

 

Criado em 2019-10-03 01:16:08

A morte do líder revolucionário e seu legado

Romário Schettino -

Foi no final de novembro de 1956, há exatos 60 anos, que Fidel Castro, Che Guevara, Raul Castro e mais 80 companheiros embarcaram no Iate Gramma para dar início à Revolução que mudou os rumos de Cuba e da América Latina.

A marcha guerrilheira começou em Sierra Maestra e terminou em Havana no Natal de 1959 com a expulsão do ditador Fulgêncio Batista. A partir desse momento, a ilha deixaria de ser o prostíbulo norte-americano no Caribe para ser uma espécie de Gália na resistência ao imperialismo capitalista dos Estados Unidos. "A los imperialistas americanos, ni un tiquitito asi', costumava dizer Fidel enquanto gesticulava.

Nesses 57 anos a revolução cubana passou por muitas fases, desde a aliança prioritária com a antiga União Soviética, que comprava toda a produção de açúcar da ilha e dava sustentação política, até a queda do Muro de Berlim. A URSS nunca apostou na industrialização da ilha, mas garantia militarmente a sua proteção diante das ameaças de invasão dos EUA.

A crise dos mísseis em Cuba, de 1962, só terminou depois que um acordo foi assinado por Kennedy e Krushev em torno da retirada dos mísseis norte-americanos na Itália e na Turquia.

No período seguinte, houve várias tentativas de exportar a revolução cubana para a América Latina, mas o assassinato de Che Guevara na Bolívia alterou os planos. Cuba manteve seu apoio aos revolucionários da África, para onde mandou soldados e médicos.

A expulsão de Cuba da Organização dos Estados Americanos (OEA) isolou o governo castrista, mas não impediu que o governo de Fidel priorizasse a educação e a saúde pública para a população, que tinha todo tipo de privação alimentícia e habitacional, mas não morria de fome nem tinha moradores de rua. A reforma agrária foi fundamental para garantir o racionamento alimentar.

Eram pobres, mas não miseráveis. A situação econômica dos cubanos piorou com os embargos econômicos decretados pelos Estados Unidos. Nenhum país aliado dos EUA pode fazer comércio com Cuba. Muitas operações de comércio são triangulares, o que aumenta os custos de qualquer produto.

Essa situação imoral tem prejudicado o desenvolvimento de Cuba, apesar de muitos furos no bloqueio estarem em prática, inclusive por empresários norte-americanos. Raul Castro iniciou reformas políticas importantes, mas ainda faltam muitos passos. O fim do bloqueio pode apressar o ritmo das mudanças em Cuba.

Cinquenta anos depois, com a eleição de Barack Obama foi possível a reabertura diplomática entre Cuba e EUA. O embargo não foi retirado porque depende de aprovação no Congresso americano que ainda teme reação dos cubanos de Miami, também conhecidos como "gusanos (vermes) de Miami".

O Brasil, com a redemocratização, abriu as portas para Cuba e tem avançado nos negócios estratégicos para ambos os países. A construção do Porto de Mariel, com empréstimos do BNDES para empresas brasileiras é um exemplo vitorioso. A vinda de médicos cubanos para o programa Mais Médicos foi outro passo importante nas relações bilaterais.

DILMA E LULA - A presidenta Dilma Rousseff lamentou a morte do "comandante" Fidel Castro. Ela disse que é motivo de "luto e dor" a perda do líder da revolução cubana, uma das "mais influentes expressões políticas do século 20".

"Fidel foi um dos mais importantes políticos contemporâneos e um visionário que acreditou na construção de uma sociedade fraterna e justa, sem fome nem exploração, numa América Latina unida e forte", afirmou Dilma.

"Um homem que soube unir ação e pensamento, mobilizando forças populares contra a exploração de seu povo. Foi também um ícone para milhões de jovens em todo o mundo".

O ex-presidente Lula também lamentou a morte de Fidel Castro: “Para os povos de nosso continente e os trabalhadores dos países mais pobres, especialmente para os homens e mulheres de minha geração, Fidel foi sempre uma voz de luta e esperança”.

Lula emitiu nota afirmando que “seu espírito combativo e solidário animou sonhos de liberdade, soberania e igualdade. Nos piores momentos, quando ditaduras dominavam as principais nações de nossa região, a bravura de Fidel Castro e o exemplo da revolução cubana inspiravam os que resistiam à tirania”.

Lula conheceu Fidel em julho de 1980, em Manágua, durante as comemorações do primeiro aniversário da revolução sandinista. “Sinto sua morte como a perda de um irmão mais velho, de um companheiro insubstituível, do qual jamais me esquecerei”, lembra.

Criado em 2016-11-27 05:28:49

Como se inscrever no Brasilia International Film Festival - 7º BIFF

Regulamento e ficha de inscrição disponíveis no site www.biffestival.com até o dia 21/10/2019. Serão selecionados nove filmes para concorrer aos prêmios da Mostra Competitiva. A sétima edição do BIFF será realizada de 16 a 26 de janeiro de 2020.

Festival dedicado à produção de novos realizadores, o BIFF – Festival Internacional de Cinema de Brasília de 2020 terá onze dias de intensa programação, com exibições em espaços como o Cine Brasília, o Cine Cultura Liberty Mall e outros cinemas da cidade. Um encontro com alguns dos mais inventivos e recentes filmes do cinema mundial. Mostra competitiva, mostras paralelas e programação para jovens e crianças.

Sob a direção geral de Anna Karina de Carvalho - uma das idealizadoras do festival e diretora de programação desde 2012 -, em 2020, o BIFF apresentará uma mostra competitiva contando com nove filmes de longa-metragem, mostras paralelas e atividades formativas. Os filmes escolhidos para a mostra competitiva concorrerão aos prêmios de Melhor Filme do Júri Oficial, Melhor Filme do Júri Popular e o Prêmio da Crítica José Carlos Avellar.

O 7º BIFF também fará o lançamento do BIFF Júnior, contando com uma seleção de títulos infantis e juvenis, divididos em sessões adequadas a cada faixa etária. A iniciativa de oferecer uma programação especialmente voltada para o público jovem, o primeiro com curadoria infanto-juvenil que segue os passos do Stockholm Film Festival Junior, fundada por Anna Karina, em 2001, na Suécia.

Os filmes inscritos serão analisados por uma comissão curadora e o anúncio dos nove selecionados será feito através do site do festival - www.biffestival.com onde também estão disponíveis o regulamento e a ficha de inscrição - e nas redes sociais do festival.

PARA PARTICIPAR

O BIFF – Brasilia International Film Festival (Festival Internacional de Cinema de Brasília) é dedicado a obras que sejam o primeiro, segundo ou, no máximo o terceiro longa-metragem de cada realizador(a). Assim, o Festival valoriza os novos e jovens diretores e diretoras de todo o mundo, ao mesmo tempo em que garante novidades nas produções selecionadas. Nas últimas edições foram mais de 400 filmes inscritos de todas as partes do mundo.

Para participar, os filmes devem ter sido concluídos nos anos de 2018 ou 2019, não podem ter participado de processo seletivo anterior do festival nem terem sido lançados comercialmente no Brasil.

Criado em 2019-10-01 16:47:30

Deputados do PT repudiam anistia ao Caixa 2

Uma nota pública assinada por 26 dos 58 deputados do PT na Câmara dos Deputados informa que são contra a anistia à prática do Caixa 2 nas campanhas eleitorais.

O presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) diz que acertou com os principais líderes na Câmara para colocar o tema em votação ainda hoje, quarta (23/11).

O assunto é polêmico porque é uma forma de livrar muitos políticos da processos com base na lei eleitoral em vigor.

Leia os motivos dos petistas que fazem parte do grupo Mensagem ao Partido e que são contra a proposta:

"NOTA PÚBLICA - Contra a corrupção e contra a anistia ao caixa dois

Nós, abaixo-assinados, Deputados Federais pelo Partido dos Trabalhadores, na ocasião em que se debatem as chamadas "Dez Medidas contra a Corrupção", vimos de público manifestar as seguintes posições:

1. O Partido dos Trabalhadores acumula, na história brasileira, importante legado no combate à corrupção histórica e endêmica ao estado brasileiro. Foram os  governos do Partido dos Trabalhadores  que fortaleceram  e equiparam a Polícia Federal, fortaleceram  e reconheceram a autonomia do Ministério Público, estruturaram a Controladoria Geral da União, propuseram medidas legislativas que levaram ao presente enfrentamento de  práticas lesivas e corrosivas da vida pública brasileira.

2. Reconhecendo expressamente que, antes dos governos do Partido dos Trabalhadores, as iniciativas de combate à corrupção foram reprimidas e engavetadas, devemos agora  fortemente condenar a administração seletiva da justiça, que leva a uma criminalização preferencial da esquerda e do Partido dos Trabalhadores e de suas lideranças como responsáveis pelos malfeitos que assolam a vida pública brasileira. Isso quando, a cada dia, fica mais clara para a população a situação das lideranças golpista como líderes máximos da corrupção no Brasil.

3. Nesse contexto, reafirmamos o nosso compromisso de combate à corrupção e  queremos considerar que as " Dez Medidas" não podem, mesmo nos seus propósitos meritórios, contribuir para a redução do direito de defesa, o que irá penalizar, com certeza, a população mais pobre. A luta contra a corrupção não pode, sob nenhuma escusa, ocorrer a expensas da parcela mais desprotegida e menos privilegiada da população.

4. Por isso, votaremos nas Medidas, que, preservando os direitos constitucionais e de defesa, sejam efetivas no combate à corrupção.

5. Isso dito, queremos repudiar qualquer tentativa de anistia ao caixa dois, que se pretenda, como penduricalho, agregar a estas medidas contra a corrupção. Entendemos que seja este um dos objetivos do golpe: "estancar a sangria", nas palavras de um dos golpistas; proteger deputados que votaram pelo impeachment da presidenta Dilma e que podem ser envolvidos com este crime eleitoral nas investigações em curso.

6. Por outro lado, reiteramos que é inaceitável criminalizar doações legais e devidamente contabilizadas.

7. Portanto, reafirmamos nosso compromisso com a construção de um estado democrático de direito no Brasil e denunciamos quaisquer iniciativas que possam ameaçar garantias constitucionais e, ao mesmo tempo, anistiar o caixa dois.

Assinam:
Adelmo Carneiro Leão (PT-MG)
Ana Perugini (PT-SP)
Chico Dângelo (PT-RJ)
Décio Lima (PT-SC)
Elvino Bohn Gass (PT-RS)
Érika Kokay (PT-DF)
Givaldo Vieira (PT-ES)
Helder Salomão (PT-ES)
Henrique Fontana (PT-RS)
João Daniel (PT-SE)
Jorge Solla (PT-BA)
Luizianne Lins (PT-CE)
Marcon (PT-RS)
Margarida Salomão (PT-MG)
Maria do Rosário (PT-RS)
Moema Gramacho (PT-BA)
Padre João (PT-MG)
Padre Luís Couto (PT-PB)
Paulo Pimenta (PT-RS)
Paulo Teixeira (PT-SP)
Pedro Uczai (PT-SC)
Pepe Vargas (PT-RS)
Raimundo Angelim (PT-AC)
Valmir Assunção (PT-BA)
Waldenor Pereira (PT-BA)
Zé Carlos (PT-MA)

Criado em 2016-11-23 22:44:58

Senado prepara novo volume da Coleção Escritoras do Brasil

Nilo Bairros –

Dois resgates históricos em menos de um ano marcam a Coleção Escritoras do Brasil, criada pelo Senado para dar visibilidade a mulheres que se destacaram nas letras e na intelectualidade nacional mas que acabaram esquecidas em alguma prateleira da memória do país. Em novembro deste ano, o Senado Federal prepara o terceiro volume da série: Opúsculo Humanitário, uma peça em defesa da emancipação feminina, escrita pela educadora, escritora e poeta potiguar Nísia Floresta (1810-1885), a ser lançado na Feira do Livro de Porto Alegre.

A primeira homenageada foi a jornalista, escritora e feminista Josefina Álvares de Azevedo (1851-1913 / foto abaixo). Dela, foi reeditada a obra Mulher Moderna, de 1891, uma coletânea de textos publicados originalmente na Revista “A Família”, que ela fundara três anos antes. Irmã do escritor – este sim, bastante conhecido - Álvares de Azevedo, Josefina defendia a educação da mulher como ferramenta essencial para a sua emancipação. Tanto em artigos publicados, quanto na comédia de costumes O Voto Feminino, presente no volume, Josefina pregava, por exemplo, o direito da mulher ao voto, algo conquistado apenas quatro décadas mais tarde.

Lançado na semana passada, durante a Bienal do Rio, Ânsia Eterna, de Júlia Lopes de Almeida (1862-1934), é o segundo volume da Coleção do Senado. E o lançamento teve direito à presença do neto da escritora, Cláudio Lopes, de 80 anos, acompanhado de sua esposa, a atriz Beth Araújo, que interpretou um dos contos de Júlia Lopes de Almeida, “As Rosas”, presente no livro.

E foi Cláudio Lopes que emocionou a plateia ao contar curiosidades da vida da avó, conhecida como uma das mães da Academia Brasileira de Letras e que, no entanto, não foi autorizada a ocupar uma das cadeiras da ABL, em 1897. O engenheiro Cláudio Lopes discorda, no entanto, da tese de que o marido de Júlia, Filinto de Almeida, ocupou a cadeira em nome da esposa. Para ele, o avô, intelectual e jornalista, mereceu aquela cadeira. A negativa à avó foi uma injustiça, e aconteceu porque a Academia não aceitava a inclusão de mulheres em suas fileiras. A primeira mulher a ser eleita para a ABL foi Rachel de Queiroz, em 1977.

Filinto e Júlia casaram-se em 1887, dez anos antes da criação da ABL, e ele a introduziu entre os clássicos franceses, incentivando-a a manter sua trajetória literária. Mas além de ser queridíssimo entre os primeiros dirigentes da ABL, Filinto, então redator-chefe do jornal “O Estado de São Paulo”, era notável intelectual e seria chamado a compor a turma de 30 primeiros acadêmicos independentemente da importância de Júlia para as letras do Brasil à época, assinalou Cláudio Lopes.

Também estiveram presentes no lançamento Sônia Lopes, representante do Mulheres do Brasil; Patrícia Coelho, coordenadora da Biblioteca do Senado; e TT Catalão, poeta e integrante do Conselho Editorial do Senado. Diretora-geral e mestre de cerimônia do evento, Ilana Trombka avaliou que a atuação do Senado na Bienal reforça uma linha que vem sendo adotada pela Casa:

“Foi um enorme prazer estar na Bienal do Rio e lançar o livro Ânsia Eterna, de Júlia Lopes de Almeida (foto abaixo). A obra é de uma qualidade impressionante e poder trazer à luz todo o talento dessa incrível escritora é uma alegria. Impressionante, também, pensar que Júlia Lopes de Almeida não foi aceita na ABL apenas por ser mulher”.

Ainda de acordo com Ilana, o relançamento desta obra mostra a responsabilidade social do Senado em recolocar em evidência intelectuais mulheres que acabaram esquecidas pela sociedade.

Por isso, o Senado prepara o próximo título da coleção: Opúsculo Humanitário, uma peça em defesa da emancipação feminina, escrita pela educadora, escritora e poeta potiguar Nísia Floresta (1810-1885). Nísia marcou sua vida de muitas formas, desde sua separação do marido, inédita no Rio Grande do Norte do Século 19, passando pela criação de escola para mulheres que tinha como base princípios de equidade, até sua relação intelectual com Augusto Comte, formulador da doutrina positivista, já na França, onde morreu.

O lançamento de Opúsculo Humanitário, terceiro volume da Coleção Escritoras do Brasil, será no dia 11 de novembro, durante a Feira do Livro de Porto Alegre, no Centro Cultural Érico Veríssimo.

O interessado por adquirir os livros pelo site https://livraria.senado.leg.br

Ou pode baixar de graça por aqui:

https://livraria.senado.leg.br/index.php?_route_=escritoras-do-brasil-ansia-eterna

Criado em 2019-09-14 05:31:27

Filho de Jango lança livro em Brasília

O livro "Jango e Eu: Memórias de um exílio sem volta", de João Vicente Goulart, com noite de autógrafos, será lançado na Livraria Cultura do Casa Park, em Brasília, dia 7/12, às 19h. Agende!

Leia o texto de Evandro Éboli, publicado no jornal O Globo

No exílio, em Montevidéu, o ex-presidente João Goulart recebeu um grupo de jogadores da seleção brasileira de futebol, em 1967, que estava no país para um jogo contra a seleção uruguaia. Jango sentiu a ausência de Pelé entre os atletas.

O volante Piazza, então, contou a Jango que o craque do time preferiu não ir para evitar arestas com o governo militar brasileiro. O episódio foi testemunhado por João Vicente Goulart, então com 10 anos, que relata agora num livro como era o dia a dia do pai nos doze anos de exílio, desde que foi deposto da Presidência, em 64, até sua morte, em dezembro de 1976.

João Vicente se lembra de trechos de conversas literais com o pai — como a premonição de que jamais retornaria vivo ao Brasil —, narra minúcias de encontros com políticos e com personalidades da cultura, como Glauber Rocha e a cantora Maysa — com quem acabou a noite dançando numa discoteca na capital uruguaia —, toca em assuntos particulares — como a quase separação de Jango e dona Maria Thereza Goulart e de uma relação extraconjugal do pai — e faz uma defesa do legado do ex-presidente.

O livro “Jango e eu, memórias de um exílio sem volta” — Editora Civilização Brasileira — tem 350 páginas e será lançado no início de dezembro, quando completa 40 anos da morte de João Goulart.

João Vicente compra algumas brigas no texto, como a acusação da esquerda que seu pai deveria ter resistido ao golpe de 64 e enfrentado os militares.

É um assunto que vai e volta no livro. “Não houve resistência porque Jango preferiu evitar derramamento de sangue entre seus conterrâneos. Esse é um de seus grandes méritos, pois, se tivesse resistido, haveria uma luta prolongada e muito provavelmente o país seria dividido em Norte e Sul”, escreve João Vicente, que cita nomes em outro trecho.

Mas o sumo dessas memórias são as passagens da pouca conhecida rotina de Jango no exílio. A maior parte do tempo passado no Uruguai, onde adquiriu mais terras, abriu outros negócios, e, além dos carros, tinha avião.

Chegou a arrendar um hotel junto com outro amigo, o Alhambra, na Ciudad Vieja de Montevidéu, para receber exilados brasileiros. Eram constantes suas viagens a Europa, em especial a França, onde também ia tratar de problema no coração, se encontrava com brasileiros, exilados como ele, como seu ex-ministro da Educação, Paulo Freire.

“Paulo, você é muito mais perseguido no Brasil do que eu”, disse Jango no encontro, com João Vicente a tiracolo.

Foi jantar com outro ministro seu, Celso Furtado, do Planejamento. A conta veio alta, salgada. O preço do vinho que tomaram era exorbitante.

“Com esse planejamento tínhamos que cair mesmo, não é Celso?”, brincou Jango, quem pagou a conta com travel chek.

Foram alguns encontros também com o ex-presidente Juan Domingos Perón, que estava exilado em Madri, na Espanha.

Viraram amigos e foi para Buenos Aires - com Perón de volta ao país, que Jango seguiu com a família quando a situação apertou no Uruguai. O brasileiro era tratado pelo argentino como “Janguito”.

João Vicente fala também de questões pessoais, como a quase separação dos pais.

“O exílio gera problemas de relação familiar. Muitas famílias se separaram por força dessas circunstâncias. Isso também aconteceu com minha família.

Em 1965, meus pais estavam prestes a se separar”. O filho soube por uma revista.

E revela alguns diálogos pessoais com Jango:

“Mas pai, tu tens algum filho antes do casamento? Tu eras tão namorador que isso é possível?”. Jango: “Olha, meu filho, acho que tenho uma filha moça que não conheço”. Falou sobre Noé, que foi brigar na Justiça gaúcha ser filho de Jango, após a morte do ex-presidente. “Isso é uma grande sacanagem. Ele não é meu filho, mas meu irmão”.

O início dos anos 70 foi de radicalização nos regimes políticos do Cone Sul. Jango passou a ser perseguido e vigiado no país, um tipo de ação que atingiu também o filho.

Em 73, uma Kombi para em frente sua fazenda El Milagro, em Maldonado, e simula um problema qualquer. Depois de um dia inteiro ali, Jango se aproxima dos dois homens do carro e os convida para tomar um café. Na despedida, mostrou-se sabedor de que se tratava de dois informantes do governo.

“Acham que sou bobo?! Que não sei quem vocês são?! Acham que cheguei a presidente sendo idiota?”, disse Jango.

Sua fazenda chegou a ser cercada de soldados com fuzis, agachados com as armas e mirando para a sede.

“Mas o que esses filhos da puta querem aqui? Querem me incriminar por pressão dos milicos brasileiros? Não me submeti aos gorilas brasileiros, acham que vou me submeter a esses miliquinhos do Uruguai?”.

João Vicente, com 16 anos, foi preso na escola com outros colegas e levados para uma unidade militar em Montevidéu. Rasparam seu cabelo, o submeteram a tortura, o chamavam de “Janguinho” e o interrogaram com capuz. Foram três dias de prisão. Jango reagiu assim quando o filho foi solto:

“Fizeram essa violência para me atingir. Não vão mais te humilhar. Não vai voltar a escola com a cabeça raspada. Querem que todos os vejam assim para mostrar o que podem fazer”.

Quando o general Ernesto Geisel assumiu a Presidência, em 1974, dando curso ao ciclo de militares, Jango revelou ao filho e amigos que foi ele quem promoveu o militar a general, mesmo contra a opinião dos oficiais de seu governo.

"Fui eu quem promovi o Geisel a general quatro estrelas durante meu governo, contra a opinião de toda a minha Casa Militar. Tinha três promoções a fazer, mas uma eu quis fazer por mérito. E quando olhamos a ficha funcional, ele (Geisel) era o melhor em tudo. E por isso foi promovido. Mas digo a vocês: esse alemão não é um democrata".

Jango gostava de uísque, frequentava cassino e shows de brasileiros. Era tratado como “El doctor Goulart”. Num desses, levou duas garrafas de Old Parr - uma marca de uísque - para se encontrar com Vinicius de Moraes, que fazia uma apresentação ao lado de Toquinho num desses cassinos.

Mas a conversa não foi boa. Ele perguntou a Vinicius, lá pelas tantas, qual a razão de não compor letras de protesto. Vinicius não gostou da pergunta.

— Sou um poeta do amor, Jango.

A amizade azedou. E ainda sobrou meia garrafa de uísque.
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Visite o site: http://institutojoaogoulart.org.br/noticia.php?id=17469&back=&pagina=&msg=Not%C3%ADcia+enviada+com+sucesso%21#opcoes

Criado em 2016-11-20 20:19:14

15 anos de “Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro”

O Grupo Seu Estrelo, criador do Mito do Calango Voador e do Samba Pisado, completa 15 anos em setembro. As comemorações começam no dia 19 e terminam no dia 21, no Centro Tradicional de Invenção Cultural, que fica na Quadra 813 Sul, em Brasília. Entrada gratuita.

Na programação, aula-espetáculo ministrada por Manoelzinho Salú, às 19h. No dia 20/9, às 17h30, aula-espetáculo para crianças com Família Salú e no dia 21/9, a partir das 19h, festa de 15 anos do grupo Seu Estrelo.

Há 15 anos nascia o grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro, responsável pela criação do Mito do Calango Voador e tantos outros personagens cerratenses inspirados nesse bioma tão diverso que abriga a capital do país: o cerrado.

Através de uma mistura de sotaques e culturas populares, o Mito desvenda o surgimento do mundo, do cerrado, de Brasília e das figuras míticas que aqui habitam. O tradicional toque dos tambores, batizado de samba pisado, é invenção do grupo, criado para dar o tom à brincadeira. Figurinos coloridos, cheios de detalhes e bonecos gigantes também fazem parte das apresentações do Seu Estrelo. Não é à toa que em 2007, o grupo recebeu do Ministério da Cultura, o prêmio de Culturas Populares pela importância de seu trabalho. Façanha que se repetiu em 2018.

É por tudo isso que esse aniversário merece uma comemoração à altura, com direito a participações mais que especiais da Família Salú e grupo Guarda de Moçambique de Santa Efigênia, expressões culturais fundamentais para a formação do Seu Estrelo e Orquestra Alada Trovão da Mata. Além da festa que acontece no sábado 21/09, a partir das 19h, o Centro Tradicional de Invenção Cultural, sede do Seu Estrelo, oferece oficinas gratuitas para adultos e crianças como parte das comemorações.

“A Cultura Popular é muito esse lugar de estar junto, festejar junto e é isso que estamos propondo: o brincar pelo brincar. Vamos trazer grupos que fazem parte da nossa formação e identidade. A invenção é uma característica do Seu Estrelo, mas também da cultura popular, e se tratando de uma cidade nova como Brasília, eu vejo isso quase como uma obrigação para quem faz a cultura, a gente tem que assumir a cidade e o Seu Estrelo se propõe a isso” afirma Tico Magalhães, Capitão do grupo.

Para quem já conhece o Centro Tradicional de Invenção Cultural e participou das festas que acontecem por lá, Tico revela que a comemoração dos 15 anos trará novidades. “Essa festa é a celebração dos 15 anos de Seu Estrelo, uma data muito importante, por isso estamos preparando uma comemoração com um formato diferente, que vai surpreender o público”.

As atividades de aniversário integram o Circuito de Culturas Populares e Afro-brasileiras, projeto idealizado pelo Instituto Candango de Culturas Populares, que conta com o fomento da Fundação Palmares e produção da Rosa dos Ventos Produções.

“As oficinas e a festa em comemoração aos 15 anos do Seu Estrelo vão muito além do festejo, o objetivo também é proporcionar a vivência com as culturas populares, que fizeram parte da construção deste grande patrimônio, por meio de apresentações e ações formativas. Seu Estrelo presenteou o Distrito Federal com um centro cultural, uma escola e um mito que conta muito sobre nós candangos e brasilienses. Que venham muitos anos e mais presentes para essa cidade com tanto potencial cultural”, afirma Stéffanie Oliveira, diretora do Instituto Candango de Culturas Populares.

Oficinas e festa

Para dar início às comemorações, no dia 19/9, às 19h, o Centro Tradicional de Invenção Cultural oferece uma aula-espetáculo, voltada para adultos, que vai ensinar a manipular o Mamulengo, fantoche típico do nordeste brasileiro e trará um pouco das vivências e maracatu do brincante, Manoelzinho Salú, filho do Mestre Salú.

No dia 20/09, a partir das 17h30, é a vez das crianças, aprenderem sobre o ritmo e cultura pernambucana com a Família Salú.

Para a grande festa de aniversário, encerramento das comemorações que acontece no sábado (21/9), na sede do Seu Estrelo, a Família Salú, composta pelos filhos e netos do Mestre, trará o show inédito em homenagem ao patriarca. A noite também vai contar com as participações da Orquestra Alada Trovão da Mata e do grupo Guarda de Moçambique de Santa Efigênia, além é claro, da apresentação do grupo aniversariante da noite.

Participações especiais

A escolha dos convidados a participar da comemoração de aniversário não se deu por acaso, a parceria com a Família Salú e com o grupo Guarda de Moçambique de Santa Efigênia vem de longa data e foi essencial para a criação do Seu Estrelo.

Uma homenagem ao padrinho do grupo, Mestre Salustiano, carinhosamente chamado de Mestre Salú, falecido em 2008, promete marcar com emoção os festejos. Figura icônica da cultura popular brasileira, um dos melhores rabequeiros do país, foi considerado patrimônio da cultura popular de Pernambuco.

Mestre Salú foi um dos grandes responsáveis pela preservação e divulgação do Cavalo Marinho, Forró Pé-de-serra, Maracatu Rural, Ciranda, Coco de Roda, entre outras expressões da cultura popular pernambucana.

“O grupo Seu Estrelo sempre respeitou a cultura do terreiro. Tico, o capitão do grupo, esteve presente em nossa casa por diversas vezes, conversando e aprendendo com meu pai, Mestre Salú. Sempre respeitou muito a nossa cultura e os mestres das culturas populares e festas. São 15 anos de uma história muito bonita. Criaram o ritmo deles que é parecido com alguma coisa nossa, Cavalo Marinho, Baque Solto, Baque Virado, mas não é nenhum deles, é o Samba Pisado, o qual eu respeito e admiro muito”, ressalta Manoelzinho (Foto abaixo, de Daniel Valverde).

A Guarda de Moçambique de Santa Efigênia (foto abaixo) divulga sua devoção por Nossa Senhora do Rosário através da congada, expressão cultural e religiosa de matriz africana que mistura dança, canto, teatro e fé cristã. Apesar de já ter participado de outras festas de Seu Estrelo, a comemoração dos 15 anos tem um toque especial: será uma das primeiras apresentações após o falecimento, em 2015, do Mestre Eli, fundador do grupo e importante liderança da irmandade.

“O nosso grupo tem uma relação muito próxima com o Seu Estrelo, que começou por meio do meu pai, Mestre Eli. É um grupo de cultura popular que sempre nos acolheu e respeitou essa força que vem de nossa ancestralidade. Isso favoreceu muito a troca de experiência e conhecimento”, ressalta Wagner Alves, capitão da Guarda de Moçambique de Santa Efigênia.

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Serviço:

Evento: 15 anos de Seu Estrelo

Data: 19/9, às 19h - aula-espetáculo para adultos com Manoelzinho Salú

Data: 20/9, às 17h30 - aula-espetáculo para crianças com Família Salú

Data: 21/9, a partir das 19h - festa de 15 anos do Grupo Seu Estrelo

Local: Centro Tradicional de Invenção Cultural/Quadra 813 Sul – Brasília.

Entrada: gratuita.

Criado em 2019-09-14 04:44:16

Coração de estudante: Ocupar, um ato político

Geniberto Paiva Campos -

O jogo da antipolítica foi iniciado há tempos. Há pelo menos 12 anos, um trabalho diuturno de desqualificação da classe política: “Todos os políticos são sujos e corruptos; só pensam em levar vantagem em tudo; não defendem os interesses do povo, nem do país”.

Consequentemente, ”a prática política é algo também sórdido, condenável em todos os sentidos. Nós estaríamos bem melhor sem a política”.
 
Como se pode perceber, a lógica consiste simplesmente em desqualificar os políticos e o jogo da política. Trata-se a política como algo sujo, prejudicial ao Brasil. “Eles” vêm roubando sistematicamente a Petrobrás. As licitações somente servem para atender seus interesses escusos. Portanto, há que ser desencadeada uma operação de salvação – essa a palavra mágica – para livrar o país, para sempre, dessa corrupção desenfreada, incontrolável, que nos arruína.

Repetido como um mantra e de forma sistemática pelos órgãos de comunicação, esse discurso tolo, primário, tem, no entanto, a capacidade de penetrar na alma e na consciência de indivíduos sensíveis, sobretudo das camadas médias da população brasileira.

Crédula e crente, por absoluta necessidade (- eles pensam por nós...).

Assim, com sua ótica simplista, simplória, passa a ver o mundo – cada vez mais complexo, belo e cheio de desafios – como algo a ser enquadrado nos rígidos moldes da ideologia neoliberal. Ultrapassada, estúpida e sem nenhum futuro. E repetem, sem sequer ruborizar, os mais tolos chavões criados por “jornalistas” (a voz do dono), sempre obedientes ao comando dos seus patrões.

Criando uma cidadania de tolos obedientes, induzidos a assumir atitudes e crenças neofascistas, convenientemente esquecidos do estrago que os regimes totalitários fizeram nos países que acreditaram em suas “verdades”.

Tornou-se, então, permitido e de bom tom repetir estultices nas marchas de domingo, coloridas de amarelo: “escola sem partido/basta de Paulo Freire/vão para Cuba” e outras sandices criadas nos laboratórios midiáticos. Preparando, para um futuro bem próximo, uma nação de bobinhos, facilmente manipuláveis.

Mas há um detalhe sórdido nessa campanha: o seu direcionamento prioritário para o campo progressista, buscando criminalizar, seletivamente, seus integrantes.

Com isso, pretendem “neutralizar” sua militância, afastando-a de qualquer veleidade de Poder, garantindo o espaço para o exercício inconteste da elite, num jogo que, como se sabe, não foi feito para amadores.

Dessa forma sorrateira, conseguiram “cassar” o voto de mais de 50 milhões de brasileiros, ao afastar do alto comando do país, de forma ilegítima, fraudulenta a presidente reeleita, em 2014, por decisão soberana da maioria inconteste dos eleitores, para mais um mandato.

Isso foi feito de tal forma que gerou um estado de permanente perplexidade no campo democrático. Por longas semanas incapaz de organizar reações consistentes ao esbulho político eleitoral da Elite.

As portas do Congresso Nacional e do Poder Executivo se fecharam, tornando-os insensíveis a qualquer tipo de negociação política.

Estava, assim, instalado um novo período autoritário no Brasil. A ditadura dos medíocres. Da antipolítica. Uma ditadura envergonhada. Apoiada em maiorias obtidas de forma discutível no Congresso Nacional. Porém autoritária, como todos os regimes de exceção. E pior, disposta a entregar sem nenhum pudor as riquezas e a soberania do país aos seus patrões alienígenas.

“Eis senão quando” um inesperado grupo de atores políticos assume a vanguarda, ainda que transitória, da luta pelo retorno à democracia e à legítima participação do povo nas decisões que afetam os seus verdadeiros interesses.

UMA GERAÇÃO ESPONTÂNEA - (- Nossa  ocupação não é apenas pela reforma do ensino. Queremos mudar, sim, esse governo usurpador e fraudulento!).

Os estudantes (sempre eles! em atitude de repúdio às decisões do governo espúrio que tomou de assalto o poder), para demonstrar seu inconformismo e sua revolta, assumindo todos os riscos, decidiram, iniciar num movimento de legítima rebeldia, ocupar suas escolas.  

Entendendo que são espaços públicos destinados à formação de cidadãos livres e conscientes. Não apenas de robôs obedientes aos ditames da Elite e da ideologia neoliberal.

Num movimento pacífico de ocupação, estão a mostrar aos adultos, ainda atônitos e perplexos, uma forma alternativa de fazer política e dessa forma, colocando o governo Temer contra a parede.

Ampliando seu legítimo espaço de atuação consciente e cidadania, a juventude estudantil decidiu contestar um governo que reconhece como frágil e ilegítimo. Obrigando-o a travar o necessário diálogo político. Ensinando aos novos donos do poder que não se faz reformas de tal profundidade, tão somente com a suspeitíssima votação em bloco do Congresso Nacional.

É fundamental o debate que envolva a maioria, senão a totalidade da população, em plebiscitos e referendos.

Incapaz de estabelecer um diálogo franco e honesto com os jovens estudantes, como seria natural, até mesmo essencial nas circunstâncias, o governo Temer apela para algo que a cartilha neofascista recomenda fazer em momentos de confronto político: criminalizar o movimento estudantil; atribuir intenções ilegítimas e criminosas; ameaçar com processos judiciais os pais e/ou responsáveis pelos alunos.

Enfim, pronto a usar as velhas técnicas totalitárias de intimidação dos jovens. Absolutamente incapaz de reconhecer a coerência e a legitimidade das ações de uma juventude, que se sentindo ameaçada em seu presente e em seu futuro pelas estranhas decisões de um governo sem voto e sem apoio popular, demonstra claramente o seu inconformismo com tais decisões, ilegítimas e espúrias em sua origem e em suas intenções.

Talvez seja difícil aos integrantes do atual governo, neófitos na implantação de regimes ditatoriais, agora esquecidos da prática política, perceber a real natureza do movimento de rebeldia estudantil.

Vale, então adiantar alguns esclarecimentos, para reflexão:

a) O que o Movimento não é:
- coisa de estudantes baderneiros e desocupados;
- caso de polícia;
- algo a ser reprimido pela força, pela coação e pelo amedrontamento;
- protesto orientado por partidos políticos;
- uma nova forma de introduzir o tempo integral nas escolas.

b) O que é e o que pretende o Movimento:
- é uma ação tática, de natureza política, legítima e justa;
-  objetivo: mostrar a discordância dos estudantes com o atual governo;
- alertar a população sobre a atual situação das escolas públicas;
- trazer ao livre debate a urgente necessidade de repensar/reinventar a Educação;
- exercer a Cidadania, um direito inerente à juventude;
- praticar a desobediência civil (“que sera tamem”).

 

Criado em 2016-11-14 16:32:20

Cineasta brasiliense adapta Monteiro Lobato em longa-metragem

O cineasta Péterson Paim se prepara para rodar o filme Réquiem Para Dona Benta, obra baseada no Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato. No elenco, atores brasilienses e globais. Uma versão adulta, futurista e fantasiosa da obra de Lobato e é também um libelo contra a degradação ambiental.

Paim, artista multimídia de Brasília, se prepara para rodar o filme no primeiro semestre de 2020. No roteiro, já adultos, Pedrinho e Narizinho precisam salvar o Sítio do Picapau Amarelo da especulação imobiliária e da degradação ambiental que despertou a fúria de seres folclóricos. Para isto, eles vão precisar retornar à crença nas aventuras da infância.

Cláudio Heinrich dará vida a Pedrinho. Neuza Borges interpretará Tia Anastácia, a responsável pela criação da boneca Emília. Robert Rowntree será o príncipe Escamado. “E vamos ainda contar com atores reconhecidos de Brasília. Será uma ficção de suspense, com pegada similar à do filme O Labirinto do Fauno, de Guillermo del Toro. É um filme de fantasia, subgênero raro no Brasil”, destaca Péterson.

A ideia de reviver Monteiro Lobato no cinema surgiu em 2011. Agora, o cineasta vê o sonho se concretizar na sua nova adaptação que promete ser “um filme futurista, isolado do universo infantil, mas sem perder a essência de Lobato”, explica.

Na película, que chega para destacar a força da produção brasiliense no mercado, Pedro e Lúcia, a Narizinho, cresceram. Dona Benta faleceu e o famoso sítio foi arrendado pela especulação imobiliária, colocando em risco o meio ambiente e o abastecimento hídrico da região. A crença nas fábulas também se tornou coisa do passado, já que na produção, Emília e Visconde são bonecos sem vida. Separados por atritos, Pedro é divorciado e Lúcia (Narizinho) se casou com um advogado do alto escalão político, cujo principal cliente é o deputado J. Trevo, o novo dono das terras do Picapau Amarelo.

“A antiga amizade entre os primos precisará ser resgatada quando Lúcia é raptada pela bruxa conhecida como Cuca, o que obrigará Pedro a enfrentar seres folclóricos e mitológicos na tentativa de salvá-la”, adianta Paim.

Mas, ao contrário do que acontecia na infância, os seres fantásticos serão cruéis. Eles possuem aparência monstruosa e não aceitam mais o diálogo com Pedro, já que o culpam pelas catástrofes ambientais.

“A produção será bem crítica e atual para o momento em que vivemos. Vamos rodar em Brasília e em cavernas de Goiás”, detalha. A produção será assinada por Núbia Santana e Cláudia Bermann.

Sobre Paim

Péterson Paim é músico, cineasta e fundador da banda brasiliense O Pirata do Espaço, na qual interpreta o pirata. Na carreira cinematográfica é ainda famoso por prêmios no Brasil e no exterior. O brasiliense Péterson foi semifinalista em Los Angeles no Cine Fest, de 2017, com Quixote, a Lei do Mais Forte.

Paim recebeu, também, o Troféu Câmara Legislativa de melhor longa-metragem por júri popular no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com Cidadão Brazza, em 2013. Diretor, produtor, roteirista, fotógrafo e montador de mais de 40 trabalhos (dentre curtas, longas e vídeos didáticos), Paim se destaca no cenário cinematográfico brasileiro. O artista é formado em Audiovisual pelo ICESP e, ainda, em Química pela Universidade de Brasília. Péterson tem mestrado em Ensino com Pesquisa em Análise e Produção de Vídeo Didático e Educativo. Réquiem Para Dona Benta será o quinto longa-metragem do artista.

Criado em 2019-09-10 21:22:31

"Pelo direito de não ter direitos"?

Maria Lúcia de Moura -

Essa frase exibida nas passeatas dos golpistas, aos olhos de quem tem um pingo de discernimento, era uma mostra do desvario dos participantes daquele movimento.

Hoje, mostra que, mais do que um sintoma de demência, era o anúncio do projeto de país que viria pelas mãos de corruptos, racistas, misóginos, de vendilhões da pátria que tomaram o Brasil de assalto.

Assim é que pessoas entram na universidade pública pelo sistema de cotas, mas apoiam o golpe de Estado que a vida inteligente mundial repudia e denuncia. Os medíocres, por sua vez, aceitam explicitamente ou ficam calados.

Os golpistas estão promovendo uma grande farra com o dinheiro público, destruindo direitos conquistados em mais de 50 anos de lutas, conspirando para vender todo o patrimônio coletivo do povo, até a água, mas há os que não querem enxergar que estão no mesmo barco agora chamado Brazil das grandes corporações internacionais.

Pensam esses incautos, do fundo de suas mentes egoístas, de sua insensibilidade, de sua falta de conhecimento de História, que as medidas de destruição da cultura, do patrimônio, de princípios, da saúde, da educação, de conquistas de um povo não os afetarão ou às suas famílias.

Não satisfeitas com o papel lamentável de sua atuação, a classe média brasileira vem agora falar do "direito de não ter os estudos interrompidos" com os cortes do governo ilegítimo de Michel Temer.

São indivíduos que a cada dia se entorpecem lendo revistas como Veja e assistindo à TV Globo.

Prestem atenção, projetinhos mal acabados de fascistas: os estudantes brasileiros são o segmento social mais importante a defender uma escola cidadã, crítica e competente para os filhos da classe trabalhadora.

São eles que estão tentando impedir que as escolas públicas voltem a funcionar para apenas formar mão de obra barata para obedecer, ser submissa e inculta.

São os estudantes que estão tentando impedir que se acabe com o ensino público no Brasil, transformando as escolas em currais de adestramento, sem pensamento crítico.

Os estudantes estão ocupando escolas, justamente, para terem aulas e magistério de qualidade.

Burrice tem limite, falta de caráter, também!!!

Criado em 2016-11-14 16:26:28

Poesia do Mundo VI – Resistência e diferença

Amanhã, quarta-feira (11/9), às 20h, na Casa Thomas Jefferson (Quadra 906 Sul), em Brasília, apresentação do projeto Poesia do Mundo VI – Resistência e diferença, organizado por Maria Lúcia Verdi.

“Poesia do Mundo” é um projeto pensado para proporcionar ao público o prazer da escuta de poemas em suas línguas nativas, assim como nas recriações proporcionadas por traduções ao português.

Em 2019, Poesia do Mundo VI – Poesia da Resistência contempla a poesia estadunidense do século XX por meio de poetas que representam a resistência e a diferença, questões centrais da contemporaneidade.

Os textos de Walt Whitman (1819-1892), William Carlos Williams (1883-1963), Silvia Plath (1932-1963), Elizabeth Bishop ((1911-1979), Raymond Carver (1938-1988), Allen Ginsberg (1926-1997), Adrienne Rich (1929-2012), Harold Norse (1916-2009), Simon Ortiz (1941), Rita Dove (1952) e Miguel Piñero (1948-1988) serão lidos por onze vozes.

As cinco edições anteriores de Poesia do Mundo foram dedicadas à poesia argentina, chinesa, em língua alemã e francesa. Uma edição especial foi dedicada ao poeta Francisco Alvim por seus oitenta anos. Poesia do Mundo é um projeto idealizado e realizado por Maria Lúcia Verdi, poeta, Mestre em Literatura Brasileira e articulista do site www.brasiliarios.com

Seguem dois poemas da programação, um de Harold Norse e outro de Walt Whitman.

Harold Norse

Primeiro, um poema de Harold Norse, ativista gay, uma das grandes figuras da geração beat, autor do romance Beat Hotel. Seu livro de poemas homoeróticos Carnivorous Saint (1977) marcou época e é elogiado por Camille Paglia.

A seguir, trecho de uma primeira versão da tradução da Maria Lúcia Verdi do poema Let go and feel your nakedness  – Deixe estar e sinta sua nudez:

[…]

Deixa o corpo todo ir, deixe o amor atravessar, deixe a liberdade soar

Deixe sair com gemidos e zonas erógenas, deixe sair com coração e alma

Deixe sair a carne morta das convenções, acorde a carne viva do amor

Deixe sair com os sentidos, levante os proibidos, esqueça falsos ensinamentos e mentiras

Deixe sair as crenças herdadas, deixe sair vergonha e culpa rapidamente

Deixe sair energias esquecidas, entaladas nos músculos e nervos

Deixe sair rígidas regras e papéis, deixe pra lá poses feitas

Deixe pra lá seu ego, deixe sair e se renove e seja livre

Deixe sair a carne morta das convenções, acorde a carne viva do amor

 

Deixe ir neste momento, nesta hora, neste dia, amanhã pode ser tarde

Deixe pra lá culpa e frustração, deixe fluir liberação e tolerância

Deixe sair medos e preocupações fantasmáticas, horas e dias e anos

Deixe pra lá raiva ódio e dor, deixe as paredes contra o êxtase caírem aliviadas

Deixe pra lá orgulho e ganância, mísseis e possibilidades e crenças

Deixe sair a carne morta das convenções, acorde a carne viva do amor

Walt Whitman

Aqui, poema de Walt Whitman, um menino tipógrafo, jornalista, poeta e ensaísta. Em 1855, com Leaves of grass (Folhas de relva) revoluciona a poesia americana e mundial inaugurando o verso livre, utilizando a fala solta e corriqueira do inglês comum. Sua obra é um hino à vida.

Poeta da América, foi um propagador do ideal democrático lutando contra as ideias escravagistas e a discriminação contra as mulheres, pelos direitos humanos, liberdade afetiva e defesa do meio ambiente. Pacifista, foi enfermeiro em um hospital durante a Guerra Civil.

A um ser estranho (Tradução de Geir Campos):

Estranho ser que passas! não sabes com que ansiedade ponho

meus olhos em ti,

bem podes ser aquele que eu andava buscando ou aquela que

eu andava buscando

(isso me ocorre como num sonho),

algures certamente eu já vivi contigo uma vida de alegrias,

tudo é lembrado ao passarmos um pelo outro, fluidos,

afeiçoados, castos, amadurecidos,

cresceste junto comigo, foste menino comigo ou menina comigo,

comi contigo e dormi contigo, teu corpo não se fez exclusivo

nem meu corpo ficou meu exclusivo,

tu dás a mim o prazer de teus olhos, rosto, carne, ao cruzarmos,

tomas-me a barba, o peito, as mãos, em troca,

eu não estou para falar contigo, mas para pensar em ti quando

me sento sozinho ou quando à noite desperto sozinho,

estou à espera, não duvido de que estou para encontrar-te outra vez,

com isso estou por ver que não te perco.

___________________

Serviço:

Projeto Poesia do Mundo

Data: 11 de setembro

Horário: 20h

Local: CTJ HALL – Casa Thomas Jefferson, SEP-Sul 706/906 – Brasília.

Classificação livre.

Entrada franca.

Criado em 2019-09-10 15:13:05

PT convoca 6º Congresso para sair da crise

Em meio a uma de suas piores crises, o Diretório Nacional do PT, reunido nos dias 10 e 11 de novembro, em São Paulo, aprovou resolução que convoca o 6º Congresso do partido de 8 a 10 de abril de 2017, que “deverá eleger as novas direções partidárias, a partir da base”. 

Para atender, em parte, a reivindicação das tendências de esquerda do partido, uma decisão conciliatória foi tomada. Mantém-se o Processo de Eleição Direta (PED) para eleger direções municipais e delegados aos congressos estaduais. Estes elegerão, excepcionalmente, suas direções e delegados ao 6º Congresso.

Por fim, os delegados ao 6º Congresso, também excepcionalmente, elegerão a nova direção nacional do partido. Esse acerto, provavelmente intermediado por Lula, apenas adia os embates entre anti e pró PED.

A pauta aprovada não prevê discussão sobre o PED no Congresso, o que vem causando desconforto entre os que querem a sua extinção por completo. No entanto, a depender da correlação de forças construída até lá, o tema pode ser incluído na abertura do encontro nacional.

Em função da eleição de Donald Trump nos Estados Unidos e do crescimento da direita na Europa e no continente americano (Argentina, Brasil e Venezuela) o PT vê necessidade de unidade dos setores de esquerda na organização da luta em escala internacional.

O partido também se solidarizou com a mobilização dos trabalhadores brasileiros contra a redução de direitos pretendida e promovida pelo governo Michel Temer por meio da PEC 241/55 e da Medida Provisória que reforma o ensino médio e de outras iniciativas consideradas perniciosas aos interesses da população.

A seguir, a íntegra da Resolução:

“Ao convocar, na data de hoje (11/11), nosso 6º Congresso Nacional, o PT saúda e se soma às mobilizações e greves da classe trabalhadora, em defesa da democracia e por nenhum direito a menos. É só na luta, na denúncia e na oposição implacável que será possível derrotar o governo usurpador e barrar os retrocessos de seu projeto antipopular, antinacional e antidemocrático.

O PT denuncia a escalada, sobretudo nas últimas semanas, de atos de repressão e perseguição aos movimentos sociais, aos estudantes e aos partidos de esquerda que se manifestam contra inúmeras decisões do governo golpista.

Medidas como a PEC 241 (PEC 55 no Senado), a MP do Ensino Médio, escola sem partido, a anunciada reforma da Previdência, além da revogação da CLT – cujos direitos vêm sendo derrogados injustamente por decisões do STF – afetam diretamente a vida de milhões de brasileiros e brasileiras, que contra tudo isso se organizam, se mobilizam e protestam.

As recentes chacinas no Rio de Janeiro e em São Paulo, supostamente praticadas por policiais; estudantes algemados no Tocantins; artistas reprimidos durante a encenação de uma peça em Santos e a decisão do juiz Alex Costa de Oliveira, que autorizou a aplicação de técnicas de tortura para obrigar estudantes a desocuparem escolas em Brasília, indicam que ingressamos no limiar de um estado de exceção.

A todos nós causa também indignação e repúdio a ação truculenta da polícia contra o MST e a invasão da Escola Nacional Florestan Fernandes, no último dia 4/11, que inclusive colocou em risco a integridade física e a vida de trabalhadores e estudantes de vários países em atividades de formação política.

A repressão à livre manifestação de ideias, à organização e mobilização populares foram e são práticas de todas as ditaduras. Por isso, devem ser duramente combatidas sem trégua.

Neste sentido, o PT congratula-se com o ato em defesa da democracia, dos movimentos sociais e do ex-presidente Lula, realizado na última quinta-feira (10/11), em São Paulo.

Na ocasião, foi divulgado um manifesto (cujo teor integra a presente Resolução) com centenas de assinaturas e sob os auspícios de um Comitê.

É nossa tarefa divulgar o Manifesto e instalar comitês estaduais e municipais com o mesmo caráter do Comitê nacional.

O PT também reafirma seu compromisso e envolvimento com o dia nacional de greve e paralisação convocado para esta sexta-feira, 11 de novembro, na perspectiva de que fortaleça mobilizações cada vez mais amplas e potentes no país.

A recente eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, o crescimento da direita na Europa e no continente americano – particularmente na Argentina, Brasil e na Venezuela, exigem do PT e da esquerda uma reorganização da luta em escala internacional.

É neste cenário de lutas e retomada do combate ao governo golpista que se realiza o nosso 6º Congresso. Instrumento de reorganização, renovação, revitalização e retificação de nossas práticas internas, mas também de nossas relações com a sociedade, o 6º Congresso, previsto para os dias 7, 8 e 9 de abril de 2017, deverá eleger as novas direções partidárias, a partir da base.

Mas, para além disso, em um amplo debate — aberto à participação de movimentos, estudantes, intelectuais, simpatizantes, jovens, militantes da esquerda, democratas –- pretendemos atualizar nosso programa, nossa estratégia e nossas formas de organização, a fim de reafirmar nosso compromisso histórico de construir uma nova sociedade.

É para cumprirmos esta missão que convocamos toda a nossa militância!

São Paulo, 11 de novembro de 2016”.


Calendário e pauta do 6º Congresso

“O Diretório Nacional decide:
1. Convocar o VI Congresso Nacional do PT para os dias 7, 8 e 9 de abril de 2017.
2. A eleição das direções municipais, via PED, e a eleição dos delegados e delegadas para os Congressos Estaduais será realizada no dia 12 de março de 2017.
3. A etapa municipal do Congresso renovará as direções municipais e escolherá os delegados e delegadas estaduais, cujas eleições serão realizadas através de chapas, por cédulas e voto secreto, durante todo o período de realização da etapa.
4. A eleição do próximo Diretório Nacional será feita, excepcionalmente, no Congresso Nacional pelos delegados e delegadas eleitos nos Congressos Estaduais.
5. As Direções Estaduais serão eleitas em Congressos Estaduais, excepcionalmente, pelos delegados e delegadas eleitos nos municípios, em chapas conforme o item 3.
6. O mandato das próximas direções partidárias será, excepcionalmente, de dois anos.
7. Os Congressos Estaduais serão realizados simultaneamente nos dias 24 a 26 de março de 2.017.
8. As chapas estaduais de delegados e delegadas para o Congresso Estadual deverão ser inscritas até o dia 30 de janeiro de 2.017 junto às Secretarias Estaduais de Organização.
9. A inscrição para as chapas para a eleição dos diretórios municipais deverão ser feitas até o dia 30 de janeiro de 2.017.
10. Para votarem e serem votados para delegados e delegadas os filiados deverão estar com suas obrigações estatutárias.
11. Na composição dos Congressos Municipais, Estaduais e Nacional deverá ser assegurada a participação de Convidados e Observadores na proporção mínima de 10% da composição de delegados e delegadas.
12. A composição das listas de Convidados e Observadores será feita pelas Comissões Executivas em cada nível.
13. Todas as deliberações deste Diretório que tenham qualquer conflito com as previsões estatutárias deverão ser referendadas pelo Congresso Nacional.
14. Fica estabelecida que a composição da delegação nacional terá 600 delegados e delegadas.
15. A pauta do Congresso Nacional será:
a) Cenário internacional
b) Cenário nacional
c) Balanço dos Governos Nacionais Petistas
d) Estratégia Política e Programa
e) Funcionamento do PT e organização partidária, com exceção do tema PED.
16. Será obrigatória a realização de debate interno com os filiados e filiadas e também de Etapas Livres antecipadamente ao congresso municipal partidário.
17. As direções partidárias em todos os níveis deverão promover reuniões e debates com o movimento social, intelectuais, partidos aliados, dentre outros, sobre o temário do Congresso.
18. Para estas atividades, as direções partidárias poderão contar com o apoio da Fundação Perseu Abramo.
19. A CEN deverá instalar página digital especifica para debates e contribuições ao Congresso Partidário.
20. A CEN organizará o lançamento do VI Congresso Nacional do PT no dia 8 de dezembro.
21. A CEN normatizará os detalhes desta decisão.
22. Os Encontros Setoriais Estaduais serão realizados nos dias 6, 7 e 8 de maio de 2017.
23. Os Encontros Setoriais Nacionais serão realizados nos dias 2, 3 e 4 de junho de 2017 e 9 a 11 de junho de 2017.
______________________

A seguir, íntegra do manifesto em defesa do ex-presidente Lula:

“O estado de direito democrático, consagrado na Constituição de 1988, é a mais importante conquista histórica da sociedade brasileira.

Na democracia, o Brasil conheceu um período de estabilidade institucional e de avanços econômicos e sociais, tornando-se um país melhor e menos desigual, mas essa grande conquista coletiva encontra-se ameaçada por sucessivos ataques aos direitos e garantias, sob pretexto de combater a corrupção.

A sociedade brasileira exige sim que a corrupção seja permanentemente combatida e severamente punida, respeitados o processo legal, o direito de defesa e a presunção de inocência, pois só assim o combate será eficaz e a punição, pedagógica.

Por isso, na última década, o Brasil criou instrumentos de transparência pública e aprovou leis mais eficientes contra a corrupção, provendo os agentes do estado dos meios legais e materiais para cumprirem sua missão constitucional.

Hoje, no entanto, o que vemos é a manipulação arbitrária da lei e o desrespeito às garantias por parte de quem deveria defendê-las.

Tornaram-se perigosamente banais as prisões por mera suspeita; as conduções coercitivas sem base legal; os vazamentos criminosos de dados e a exposição da intimidade dos investigados; a invasão desregrada das comunicações pessoais, inclusive com os advogados; o cerceamento da defesa em procedimentos ocultos; as denúncias e sentenças calcadas em acusações negociadas com réus, e não na produção lícita de provas.

A perversão do processo legal não permite distinguir culpados de inocentes, mas é avassaladora para destruir reputações e tem sido utilizada com indisfarçáveis objetivos político-eleitorais.
A caçada judicial e midiática ao ex-presidente Lula é a face mais visível desse processo de criminalização da política, que não conhece limites éticos nem legais e opera de forma seletiva, visando essencialmente o campo político que Lula representa.

Nos últimos 40 anos, Lula teve sua vida pessoal permanentemente escrutinada, sem que lhe apontassem nenhum ato ilegal.

Presidiu por oito anos uma das maiores economias do mundo, que cresceu quatro vezes em seu governo, e nada acrescentou a seu patrimônio pessoal.

Tornou o Brasil respeitado no mundo; conviveu com presidentes poderosos e líderes globais, conheceu reis e rainhas, e continua morando no mesmo apartamento de classe média em que morava 20 anos atrás.

Como qualquer cidadão, Lula pode e deve ser investigado, desde que haja razões plausíveis, no devido processo legal. Mas não pode ser submetido, junto com sua família, ao vale-tudo acusatório que há dois anos é alardeado dentro e fora dos autos.

Acusam-no de ocultar imóveis, que não são dele, apenas por ouvir dizer. Criminalizam sua atividade de palestrante internacional, ignorando que Lula é uma personalidade conhecida e respeitada ao redor do mundo. A leviandade dessas denúncias ofende a consciência jurídica e desrespeita a inteligência do público.

A caçada implacável e injusta ocorre em meio a crescente processo de cerceamento da cidadania e das liberdades políticas, que abre caminho para a reversão dos direitos sociais.

Líderes de movimentos sociais são perseguidos e até presos, manifestações de rua e ocupações de escolas são reprimidas com violência, jornalistas independentes são condenados por delito de opinião.
Ao mesmo tempo, o sistema judiciário recua ao passado, restringindo o recurso ao habeas corpus e relativizando a presunção de inocência, garantias inalienáveis no estado de direito.

Esse conjunto de ameaças e retrocessos exige uma resposta firme por parte de todos os democratas, acima de posições partidárias.

Quando um cidadão é injustiçado – seja ele um ex-presidente ou um trabalhador braçal – cada um de nós é vítima da injustiça, pois somos todos iguais perante a lei.

Hoje no Brasil, defender o direito de Lula à presunção da inocência, à ampla defesa e a um juízo imparcial é defender a democracia e o estado de direito. É defender a liberdade, os direitos e a cidadania de todos os brasileiros.

São Paulo, 10 de novembro de 2016”.

Criado em 2016-11-13 03:33:57

Bienal do Livro-Rio relança “Ânsia Eterna”, 116 anos depois

Nilo Bairros –

Depois de 116 anos de sua publicação original, o livro "Ânsia Eterna", de Júlia Lopes de Almeida (1862-1934), será relançado amanhã, sexta (6/9), às 19h, na XIX Bienal Internacional do Livro – Rio, Auditório Lapa, no Pavilhão Verde – Riocentro. E contará com a presença do neto da escritora, o arquiteto Cláudio Lopes.

Este é o segundo volume da Coleção Escritoras do Brasil editada pelo Senado Federal. A coleção é uma homenagem a mulheres marcantes na literatura nacional, mas que não tiveram, à época, o reconhecimento merecido. É o caso de Júlia Lopes, romancista, contista, teatróloga, que, por ser mulher, não conseguiu entrar para a ABL. Em seu lugar, assumiu a cadeira n° 3 seu marido, o jornalista Filinto de Almeida, que ficou conhecido como acadêmico consorte, ele próprio um reconhecedor de que o assento era em homenagem à esposa.

Júlia Lopes de Almeida (foto abaixo) integrava o grupo de escritores e intelectuais que planejou a criação da ABL. Seu nome constava da primeira lista dos 40 "imortais" que fundariam a entidade, elaborada por Lúcio de Mendonça. Na primeira reunião, porém, seu nome foi excluído. Os fundadores optaram por manter a Academia exclusivamente masculina, da mesma forma que a Academia Francesa, que lhes servia de modelo. O veto à participação de mulheres só terminou em 1977, com a eleição de Rachel de Queiroz para a cadeira nº 5.

Com maestria na descrição da ambiência de cada conto, Julia Lopes de Almeida nos conduz entre salões, paços e praças até nos surpreender com desfechos que empurram o leitor para o próximo e o próximo título.

Assim é Ânsia Eterna, livro originalmente lançado em 1903 por essa que é considerada uma das criadoras da Academia Brasileira de Letras (ABL), mesmo tendo que ceder sua cadeira ao marido.

Com suas 195 páginas e 30 contos reunidos, Ânsia Eterna não é republicada apenas – e isto já seria suficiente – por seu valor para as letras de nosso país. Ao reeditar a obra, o Senado Federal faz justiça à romancista. Um necessário reconhecimento, com atraso de 116 anos, que reforça a importância da promoção de políticas voltadas à equidade de gênero no Brasil.

Criado em 2019-09-05 23:19:25

Para Venício Lima, EBC foi tomada por "espírito neoliberal"

Fonte: Portal Vermelho -

Ex-membro do extinto Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o jornalista Venício Artur de Lima recomenda, para se entender o que está acontecendo com a empresa, a análise da Medida Provisória 744/2016, que desconstrói seus fundamentos, e um parecer técnico da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal, que aponta as várias inconstitucionalidades e arbitrariedades da MP e, por extensão, do governo Michel Temer.
 
Além da MP 744, a EBC, agora sob comando de Laerte Rimoli, anunciou que vai voltar a comprar conteúdo produzido pela TV Globo, política que foi posta de lado durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

"Com relação à compra de conteúdo, não me surpreende. Se uma empresa pública compra conteúdo do sistema privado, ela nega a necessidade de sua existência e contraria tudo o que justifica sua existência. Mas é isso o que pensa esse governo, esse é o espírito", diz Venício.
 
Para ele, as declarações do ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) também mostram "o espírito neoliberal" que predomina no governo federal e que vale para as comunicações, contrariando explicitamente o artigo 223 da Constituição.

"Mas a Constituição Federal deixou de ser referência para esse governo", afirma o jornalista. Em junho, quando Temer ainda era interino, Geddel já afirmava que a EBC se transformou num "cabide de emprego" e "foco de militância".
 
Há um mês, em sua nota técnica encaminhada ao Congresso Nacional, a PFDC lembrou que a MP 744 (de 1º de setembro) promoveu mudanças "estruturais" na EBC, a partir da extinção do Conselho Curador, da anulação do mandato do diretor-presidente (Ricardo Melo) e do controle do Conselho de Administração.
 
Venício Lima lembra que o relator da MP 744 é o senador Lasier Martins (PDT-RS). "Esse cidadão, durante 30 anos, foi funcionário da RBS (afiliada da Rede Globo) no Rio Grande do Sul. Ele se elegeu e se transformou em político porque era uma personalidade pública. Durante décadas teve programas tanto na TV aberta quanto na fechada e emissoras de rádio. Construiu essa candidatura ao Senado durante anos usando espaço da concessão pública para uma empresa privada. Duvido que ele contrarie o espírito neoliberal desse governo", diz Venício.
 
A nota do MPF diz, em defesa da EBC, que "a existência de um sistema de comunicação pública, não-governamental, no seio do Estado tem por objetivo central assegurar a efetiva realização da liberdade de manifestação do pensamento, notadamente pela possibilidade de serem ouvidas outras vozes, além daquelas emitidas pelo Poder e pelo mercado.

Com isso, busca-se realizar materialmente o disposto no artigo 220 da Constituição Federal".
 
"Eficiência para quem?"
 
O parecer critica a extinção do Conselho Curador pela medida provisória, sob "o único fundamento de agilizar as decisões no âmbito da EBC, em observância do princípio da eficiência". "Não há, ao longo da referida Exposição de Motivos, uma única palavra sobre a necessidade das reformulações para eventual melhoria da comunicação pública exercida pela empresa. Tudo indica que a intenção foi afastar qualquer possibilidade de resistência à utilização da emissora nos interesses governamentais", diz o Ministério Público.
 
Segundo ele, o Conselho Curador "foi tratado como simples obstáculo à obtenção da eficiência administrativa". O órgão questiona: "Eficiência para quem? Eficiência para quê?"
 
A nota técnica acrescenta que "a estrutura existente na EBC reunia um feixe de órgãos que, com suas competências concertadas, impunham limites ao exercício do personalismo de seu diretor-presidente, de seus órgãos de cúpula e traziam em si, sobretudo através do Conselho Curador, uma requintada forma de controle social que era exercido em nome do cumprimento dos princípios e objetivos, bem assim dos valores constitucionais a que deve atender o serviço público de comunicação".

Criado em 2016-11-09 02:08:42

Ai de ti, Brasília!

Antônio Carlos Queiroz –

Língua de trapo,

de víbora e engano

¿Por qué no te callas?

Garganta - tumba aberta

¿Por qué no te callas?

Dentes de sabre,

lanças e flechas

¿Por qué no os calláis?

Dentes que rangem

baba e sangue

¿Por qué no os calláis?

Que esses beiços se travem

de lisonja, farsa e cilada

¿Por qué no os calláis?

Boca de dragão, da besta,

de falso profeta

¿Por qué no te callas?

Língua tesa que nem arco

com setas de peçonha

¿Por qué no te callas?

Faca afiada, tesoura de ponta

¿Por qué no te callas?

Estrepe, bala perdida

¿Por qué no te callas?

Que se dome ou seque

essa língua, sino que tine

¿Por qué no te callas?

Língua iníqua e fingida

¿Por qué no te callas?

Língua que impreca

difama, blasfema

¿Por qué no te callas?

Boca cheia de maldição,

amargor e tortura

¿Por qué no te callas?

Extingam dessa boca as tochas

e faíscas que dela saltam

¿Por qué no te callas?

Boca de contenda e cizânia

¿Por qué no te callas?

Dobrem essa língua que deprava

e “come a carne dos irmãos

e morde o corpo dos próximos”

¿Por qué no te callas?

Língua de tropeço e transvio

¿Por qué no te callas?

Boquirroto, pedra no caminho

¿Por qué no te callas?

Rota de burla e lorota

¿Por qué no te callas?

Língua que será nó de forca

¿Por qué no te callas?

Criado em 2019-09-06 19:10:01

Muda PT, de cabo a rabo

Romário Schettino -

Encontro nacional de militantes que querem mudar o PT nos dias 2 e 3 de dezembro, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados. Dia 21 de novembro, na CLDF, será a vez dos brasilienses se encontrarem.

O golpe neoliberal avança em todos os setores da vida brasileira. Além de acabar com as políticas sociais dos governos petistas, os golpistas querem reduzir o Partido dos Trabalhadores, e os partidos de esquerda por tabela, a algo que beire o insignificante no cenário nacional.

A criminalização dos movimentos sociais também faz parte do golpe. Não é por acaso que os estudantes secundaristas estão sendo tratados como marginais e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra como bandidos e criminosos.

O avanço eleitoral da direita e da centro-direita é prova de que o estado de bem-estar social preconizado por Lula e Dilma pode desaparecer antes mesmo de se instalar. A novidade é o retrocesso.

Com a ajuda inestimável da grande imprensa comercial e do Poder Judiciário partidarizado advoga-se a destruição do PT e de seus assemelhados. Talvez não esteja no horizonte dos conservadores a cassação da sigla nem a prisão de Lula, bastará o seu sangramento lento e gradual até 2018.

Mas nem tudo será tão simples. Há uma reação a essa beligerância em curso que poderá reanimar o PT e estimular a união das esquerdas. Trata-se da convocação de um encontro nacional de militantes que querem mudar o partido, a ser realizado nos dias 2 e 3 de dezembro, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados.

Lideranças das mais diversas tendências – Mensagem ao Partido, Articulação de Esquerda, Avante S21, Esquerda Popular Socialista, Militância Socialista –, sindicalistas, vários deputados da atual bancada juntam-se a grupos regionais e independentes para promover uma profunda reflexão sobre os destinos do PT.

Esse encontro em Brasília é preparatório para a reunião do Diretório Nacional do partido, que ocorrerá nos dias 9 e 10 de dezembro, em São Paulo, para discutir a convocação e a pauta do VI Congresso Nacional do PT, que deve ocorrer em 2017.

Uma reunião dos petistas de Brasília que apoiam o Muda PT está agendada para o dia 21 de novembro, na Câmara Legislativa do DF.

Mas, o que querem os defensores do Muda PT? Primeiro, a convocação do VI Congresso; segundo, mudança em todas as direções partidárias – nacional, estaduais e municipais e, por fim, enfrentar o debate sobre o combate à corrupção.

No lugar do Processo de Eleições Diretas (PED), vários militantes defendem um Congresso que tenha plenos poderes para ouvir a base do partido, mudar seus rumos e sua direção. Esses, precisarão convencer o grupo majoritário Construindo um Novo Brasil (CNB), que pensa diferente.

Quanto ao debate sobre o combate à corrupção, há quem ache que a única maneira de retirar do imaginário popular a ideia de que o PT é o “o partido mais corrupto da história” é dar transparência total às finanças, publicando mensalmente as receitas e as despesas. Além disso, expulsar quem tiver que expulsar depois de criteriosa avaliação política.

Há quem diga que só um Muda PT pra valer, de cabo a rabo, pode salvar a sigla para as próximas eleições ou para as próximas décadas.

Criado em 2016-11-04 20:45:58

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