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A Forma da Água ou a inquietante estranheza

Maria Lúcia Verdi –

Parece-me bastante interessante a Academia ter premiado como o melhor filme de 2017 “A forma da água”. Num momento em que o mundo vive a espera do (há muito pouco fantasioso) encontro do Xerife Trump com o Presidente da Coréia do Norte; em que a realidade dos refugiados invade a mídia, assim como as provas concretas de que as reservas do Planeta precisam ser protegidas, os americanos entregam a estatueta a uma fábula romântica e irrealista.

Não sendo da área de cinema, posso apenas colocar observações leigas. Sim, o filme é bem dirigido; sim, a direção de arte é ótima e, sim, Sally Hawkins está magnífica como Elisa. Mas não sei se isto basta. Como não vi os outros filmes ainda, observo a premiação apenas como um sintoma.

Ambientado durante a Guerra Fria, nuns EUA em que as pesquisas científicas e os depoimentos sobre supostos encontros com ETs e abduções são guardadas a sete chaves pela NASA e pelo FBI, Guillermo del Toro escreve e dirige um filme que provoca estranheza.

Um ser anfíbio é recolhido pela inteligência norte americana, na América do Sul, na Amazônia. Nomeado como A Forma, ele é um suposto deus para os indígenas. Elisa, uma faxineira muda e romântica de um laboratório de pesquisas (habituada a masturbar-se na banheira todas as manhãs antes de iniciar seu dia de trabalho), descobre a Forma e estabelece com ela (com ele) uma ligação que vem a se desenvolver numa paixão inclusive erótica.

Ela é muda, mas escuta, é muito expressiva e adora dança. A Forma passa a compreender seus gestos e a responder a eles. O primeiro desses gestos é a entrega de um ovo, que Elisa come e oferece à Forma. O ovo é sempre uma pergunta. No silêncio dessa exótica relação, construída por gestos delicados e protetores, o aspecto da Forma, a própria diferença em relação ao corpo suave, virginal da moça, não impede o amor.

Conhecemos a lenda do Boto amazônico - embora não se veja o sexo da Forma, Elisa explica à amiga, por gestos com as mãos, que o membro sai de dentro de seu amante verde. O corpo da Forma, portanto, aparentemente assexuado, sem seios, sem pênis, mas revela um gênero na intimidade. Outra questão interessante.

Numa cerimônia de entrega de Oscar (que não assisti) em que o politicamente correto deu o tom desde o visual dos apresentadores aos discursos dos premiados, temos, neste Melhor Filme, uma protagonista muda com uma melhor amiga negra, um melhor amigo gay sênior e como amante um alienígena amazônico. Um curioso triângulo solidário que deseja salvar a Forma. E o hoje tão desprestigiado Brasil também está em uma das músicas da ótima coluna sonora, com a voz e imagem televisiva de Carmem Miranda.

Há um espião russo no filme que também quer proteger a Forma que o chefe da segurança do laboratório americano quer destruir. É ele quem ajuda Elisa e seu amigo a raptarem a Forma do laboratório.

Esse chefe de segurança, o protótipo do macho insensível, é ridicularizado pelo diretor, que o retrata como um Papai Sabe Tudo (série televisiva dos anos 50) numa família típica do modo de vida americano, centradas em torno da televisão, dos Cadillacs e de uma sexualidade de plástico.

Casado com uma Barbie ele deseja a faxineira Elisa, que não é nenhum tipo especial de beleza, por ela ser muda; ao fazer sexo com a mulher, cobre-lhe a boca. A amiga de Elisa, a faxineira negra, é casada com a versão negra do macho branco que é o chefe de segurança. Numa fala curiosa, ela diz à Elisa, que está comendo seus “cereals” (sucrilhos, cereais, flocos): “Dizem que inventaram os `cereals` para evitar a masturbação”.

Tudo é coerente com um tempo histórico e uma estética, com exceção da Forma. Ela irrompe como o estranho, mas um estranho-familiar (Freud, Das Unheimliche) que se mostra para Elisa, como a possibilidade do amor.  Coloca-se em questão um tema muito atual, além do da aceitação da diferença, que é o da impossibilidade amorosa. Por todo lado vemos e ouvimos as pessoas falarem que está impossível “encontrar alguém” num mundo em que todos se encontram nas mídias sociais.

No século do individualismo radical, do narcisismo absoluto, fazer um par é mesmo bastante irreal. Pois o filme traz o romantismo que faz falta, expõe belas cenas aquáticas do fantástico encontro entre a bela (não Bela) e a fera (não Fera) – a melhor sendo a do banheiro da protagonista. Algo muito atual: o tema da escassez da água, das formas de vida que não podem se perder.

O filme me divertiu, não o levei a sério, mas acredito que muitas jovens, mesmo as com tatuagens e piercings, devem ter suspirado nas cenas românticas entre o par de protagonistas.

Criado em 2018-03-12 21:01:35

Caixa Cultural mostra 23 obras de Fábio Magalhães

A exposição “Além do Visível, Aquém da Intangível” reúne trabalhos mais significativos da produção do artista, desenvolvidos entre 2007 e 2017. A mostra, na Caixa Cultural Brasília (Setor Bancário Sul), estará aberta à visitação de 14 de março a 27 de maio.

Distorções da realidade e contornos perturbadores. O artista plástico baiano Fábio Magalhães (Tanque Novo, BA) vale-se destes recursos para propor um olhar que vai além da imagem que se vê. O resultado: uma verdadeira imersão imaginária para outros planos.

Após temporada de sucesso em São Paulo, a Caixa Cultural Brasília (Setor Bancário Sul, Quadra 4) vai receber, de 14 de março a 27 de maio, trabalhos de óleo sobre tela em grandes formatos.

O evento de abertura na capital federal, dia 13 de março, conta com lançamento de um minicatálogo que reúne obras de Fábio produzidas ao longo destes 10 anos e uma visita guiada pelo próprio Magalhães. A mostra tem curadoria de Alejandra Muñoz e é patrocinada pela Caixa Econômica Federal. A entrada é franca.

“Além do Visível, Aquém do Intangível” é distribuída em cinco séries: O Grande Corpo, Retratos Íntimos, Superfícies do Intangível, Latências Atrozes e Limites do Introspecto da Dúvida, “Cofres para Instintos Primitivos”, “Em Tempos de Incertezas o Devaneio é a Via de Fuga”, “O Devaneio é a Via de Fuga”, “Derme do Ímpeto”, dentre outras.

Já na série Superfície do Intangível, “Afago” e “Encontro Impossível” são destaques do seu trabalho. Ainda, obras como “Dos Lugares Que me Prendem” questionam o que realmente nos prende nos dias de hoje.

O trabalho de Fábio Magalhães surge de metáforas criadas a partir de pulsões, das condições psíquicas e substratos de um imaginário pessoal, até chegar a um estado de imagem/corpo. Os resultados são obtidos por meio de artifícios que nascem de um modus operandi que parte de um ato fotográfico e materializa-se em pintura.

Pintura como questionamento - A opção é pela pintura. Para o artista, esta escolha se justifica por ser tratar de uma produção que questiona o ser e a condição do humano. Por isto, Magalhães optou por construir metáforas visuais que buscam discutir o Eu e o Outro. A alteridade é uma das premissas que se instaura em seu modo de fazer arte. Vivências e memórias funcionam como ativadores criativos, reunindo imaginário, fabulações e subjetividades. Usando a técnica de óleo sobre tela, ele estabelece relações e interações entre a tradição e a contemporaneidade, presentes no seu modo de fazer e pensar a arte hoje.

“A pintura de Fábio Magalhães se constitui nesse lugar inquietante entre o visível, reconhecível e familiar e o inefável e intangível”, comenta a curadora Alejandra Muñoz. Segundo ela, a importância dessa mostra é dar visibilidade à produção de um jovem artista baiano, que vem se destacando no cenário nacional com uma pintura contemporânea. O projeto tem valor significativo na carreira de Fábio Magalhães. Em 2017, ele completou 10 anos de intensa atividade, tendo a pintura como principal plataforma de atuação artística.

Além do Visível, Aquém do Intangível traz uma proposta de desterritorialização das diretrizes que definiam a produção artística do passado e coloca a pintura em outro lugar de potência, onde o artista estabelece suas próprias regras, construídas para dar visibilidade aos substratos de um imaginário pessoal, atravessados por procedimentos fotográficos, simulações de cenas e o próprio ato de pintar.

O deslocamento aqui é entendido em múltiplos aspectos, seja pela presença da pintura na atualidade, seja pela escolha de temas que se encontram transitando ente condições psíquicas, devaneios e relações humanas possíveis.

Sobre o artista

Fábio Magalhães (Tanque Novo, BA, 1982) vive e trabalha em Salvador. Ao longo da carreira, realizou exposições individuais, a primeira em 2008, na Galeria de Arte da Aliança Francesa, em Salvador.

Na sequência, Jogos de Significados (2009), na Galeria do Conselho, O Grande Corpo (2011), Prêmio Matilde Mattos/Funceb, na Galeria do Conselho, ambas em Salvador; e Retratos Íntimos (2013), na Galeria Laura Marsiaj, no Rio de Janeiro. Foi selecionado para o projeto Rumos Itaú Cultural 2011/2013. Entre as mostras coletivas estão: Convite à Viagem - Rumos Artes Visuais, com curadoria do Agnaldo Farias, no Itaú Cultural, em São Paulo; O Fio do Abismo – Rumos Artes Visuais, com curadoria de Gabriela Motta, em Belém/PA; Territórios, com curadoria do Bitu Cassundé, na Sala Funarte, em Recife/PE; Espelho Refletido, com curadoria do Marcus Lontra, no Centro Cultural Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro/RJ;

Entre os prêmios que recebeu destaque para Prêmio Funarte Arte Contemporânea - Sala Nordeste; Prêmio Aquisição e Prêmio Júri Popular no I Salão Semear de Arte Contemporânea em Aracaju/SE; Prêmio Fundação Cultural do Estado, em Vitória da Conquista/BA, e Menção Especial em Jequié/BA.

Sobre a curadora

Alejandra Hernández Muñoz (Montevideu/Uruguai, 1966), reside em Salvador, desde 1992. É arquiteta, mestre em Desenho Urbano e doutora em Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (FAU/UFBA).

Professora permanente de História da Arte da Escola de Belas Artes (EBA/UFBA), ela desenvolve trabalhos de crítica das Artes e Arquitetura e participa de júris e comitês de seleção artística.

Foi curadora de diversas mostras como Saccharum-BA (ICBA e MAM-BA, Salvador), Genaro de Carvalho (MAB, Salvador), Mestres da Tapeçaria Moderna (Galeria Passado Composto Século XX, São Paulo), Circuito das Artes (quatro edições, Salvador), Triangulações (três edições, Salvador, Recife, Brasília, Maceió e Belém) e Boju-Boju (Galeria Cañizares, Salvador). Integrou as equipes curatoriais do Programa Rumos Artes Visuais 2011-2013 do Instituto Itaú Cultural (São Paulo) e da 3ª Bienal da Bahia 2014 (Salvador).

Serviço
Exposição: Além do Visível, Aquém do Intangível
Abertura: Amanhã (13/3), às 19h, com visita guiada pelo artista Fábio Magalhães
De 14 de março a 27 de maio
Local: Galeria Vitrine da Caixa Cultural Brasília (Setor Bancário Sul)
Horário de visitação: terça-feira a domingo, das 9h às 21h
Informações: 3206-9448
Entrada franca
Não recomendado para menores de 14 anos

Criado em 2018-03-12 20:35:02

Cine Cleo no Dia Internacional da Mulher

Cineclube criado por brasilienses defende a valorização da mulher no mercado cinematográfico e apresenta sessão "Inspeções Midiáticas", na próxima quinta-feira (8/3), na Faculdade de Artes Dulcina de Moraes (SDS), 19h. Agende e confira.

Março chegou. Junto com o mês, chegou também o momento de homenagear o Dia Internacional da Mulher (8/3). E nada melhor do que elas para falar do gênero. Em Brasília, um grupo de 10 mulheres se reuniu e deu origem a um projeto cinematográfico original.  O cineclube Cine Cleo tem ocupado a Faculdade de Artes Dulcina de Moraes com produções realizadas por diretoras, roteiristas, produtoras, técnicas, pesquisadoras na área audiovisual. Todas, expoentes do mercado cinematográfico brasileiro.

Realizado desde outubro de 2017, o projeto acontece quinzenalmente, sempre às quintas-feiras, às 19h, na sala 307 da faculdade. Agora, no Dia da Mulher, elas voltam para clamar pelo direito das mulheres, seja dentro do mercado cinematográfico, seja em outros ramos profissionais. As mulheres do Cine Cleo promovem uma reflexão nesta próxima quinta-feira (8/3), também às 19h, na sessão Inspeções Midiáticas. Na programação especial serão exibidos os filmes "Cores e Botas", de Juliana Vicente; "Câmara de Espelhos", de Dea Ferraz; e "Autópsia", de Mariana Barreiros.

“Escolhemos, desta vez, uma sessão que revela como a mulher é retratada pela mídia. Temos, por exemplo, um filme que mostra uma criança negra vendo as Paquitas (da Xuxa) e querendo ser uma Paquita. Temos outra produção mais experimental que é uma colagem de vários filmes com cenas em que mulheres são destratadas. Nossa ideia é colocar a mulher em foco e conscientizar o público”, destaca uma das curadoras do Cine Cleo, Glênis Cardoso.

O Cine Cleo homenageia Cleo de Verberena (1909- 1972), a primeira mulher brasileira a dirigir um longa-metragem no país, O Mistério do Dominó Preto, em 1930.  O projeto é uma realização da Secretaria de Cultura do Distrito Federal com o patrocínio do FAC – Fundo de Apoio à Cultura. O cineclube faz ainda parceria com o projeto Verberenas, site colaborativo de críticas de cinema escritas por mulheres realizadoras audiovisuais. O projeto nasceu em 2015, dentro da Universidade de Brasília.

Dia delas, reflexão delas

O Cine Cleo chega a sua 8ª sessão com mais um tema reflexivo. Pela Faculdade Dulcina já foram debatidas as temáticas Tradições e Rupturas, Espelhamento, Velhice e Seus Afetos, Fronteiras de Mim, Ruídos no Deslocamento,  Maternidade  e Exílios. Agora, é a vez do tema Inspeções Midiáticas.

Para dar a largada no intensivão cinematográfico (são sempre exibidos dois curtas e um longa-metragem), o curta-metragem Cores e Botas, de Juliana Vicente, tem em foco Joana, uma menina que sonha ser Paquita. Sua família é bem-sucedida e a apoia em seu sonho. Porém, Joana é negra, e nunca se viu uma Paquita negra no programa da Xuxa.

Na sequência, temos um curta de inspeção. Autópsia, de Mariana Barreiros,  investiga como a cultura e a mídia são responsáveis pela objetificação e desumanização da mulher, ressaltando a violência contra a mesma. O filme já foi premiado em uma série de festivais como melhor produção experimental.

Para encerrar o dia, o longa-metragem Câmara de Espelhos, de Dea Ferraz,  se passa dentro de uma sala de estar construída em uma caixa preta. Nesta sala, vários homens se colocam diante de um espelho social. O que eles dizem da imagem feminina que se apresenta? E as mulheres? Onde estão? Dentro, fora ou no limite da caixa?

Ao final da sessão, as realizadoras do cineclube vão conduzir um debate e parabenizar as mulheres.

Ficha técnica:
Curadoria: Amanda Devulsky, Erika Bauer, Glênis Cardoso, Isabelle Araújo
Produção executiva: Natália Pires
Direção de produção: Natália Pires
Produção técnica: Mari Mira e Janaína Montalvão
Design e assessoria de comunicação: Flora Egécia (Estúdio Cajuína) Bianca Novais (Estúdio Cajuína)
 
Serviço:
Cine Cleo (Cineclube das mulheres)
Dia 8 de março (quinta-feira), às 19h.
Em cartaz até agosto de 2018, quinzenalmente, sempre às quintas-feiras, às 19h.
Local: Na sala 307 da Faculdade Dulcina de Moraes - Conic (SDS)
Entrada franca - Não recomendado para menores de 16 anos.

Criado em 2018-03-06 22:16:42

Nova lei do silêncio no DF só deve ser votada dia 20 de março

Romário Schettino -

A Mesa Diretora da Câmara Legislativa retirou de pauta a votação da nova Lei do Silêncio, prevista para o dia 6 de março. Para viabilizar negociação em torno do projeto, de autoria do deputado distrital Ricardo Vale (PT), o tema só voltará ao plenário no próximo dia 20.

O deputado petista já se reuniu com representantes do setor cultural e de bares e restaurantes no DF para discutir a votação do projeto que altera a Lei do Silêncio. Segundo Ricardo Vale, "já sabemos que como está a lei não pode mais ficar, pois ela prejudica a cultura local, a economia da cidade e desemprega trabalhadores”.

Se o projeto for aprovado, o atual limite de 65 decibéis, durante o dia, e 55 decibéis à noite, independentemente do endereço, passará para 70 decibéis, durante o dia, e 75dB à noite. Além disso, a norma também prevê mudanças na vistoria e na aplicação das penalidades.

A alteração divide moradores, comerciantes, artistas, especialistas e governo. Alguns cobram mais fiscalização e o endurecimento dos limites tolerados. Outros esperam a atualização da legislação para que bares, restaurantes e casas de shows tenham segurança jurídica para funcionar sem a perseguição do Instituto Brasília Ambiental (Ibram).

As queixas contra as multas duplicaram nos últimos anos. No ano passado foram mais 300 notificações, causando prejuízos aos comerciantes e diminuição das ofertas de renda para os artistas da noite.

A proposta de Vale, apresentada em 2015, encontrou resistência do relator da Comissão de Meio Ambiente na Câmara Legislativa, deputado Cristiano Araújo (PSD), alinhado com prefeitos de quadras do Plano Piloto.

A polêmica não será facilmente contornada. Apesar do desconforto de alguns moradores na região da 202 Norte, bares como o Balaio Café, que foi fechado em 2015, são mencionados como exemplo da intolerância que a atual lei estimula. Após receber multas pesadas, o Balaio foi obrigado a fechar as portas.

Moradora de um condomínio na estrada de Sobradinho, Lúcia de Moura, acha que o incômodo dos bares vem principalmente da música mecânica. "Esses bares e restaurantes não cumprem a lei no que diz respeito ao isolamento acústico. Impor música alta é autoritarismo. A modificação da lei não vai resolver esse tipo de problema, pelo contrário, só vai piorar o que já está ruim", disse ela.

Criado em 2018-03-06 21:56:05

Oficinas de elaboração e gestão de projetos culturais

A capacitação e profissionalização do setor cultural ainda é um grande desafio no Distrito Federal. Por isso, o “Ideia Prática” oferece oficinas gratuitas para ensinar artistas, produtores e gestores culturais a desenvolver e elaborar projetos culturais.

Desenvolvido pela jornalista e produtora cultural Carol Peres, o programa ensina, por meio de oficinas gratuitas, as principais técnicas, diretrizes e processos para elaboração e gerenciamento dos empreendimentos culturais, mostrando como as ferramentas de administração, comunicação e direito podem ser aplicadas na realidade regional.

Com a participação de profissionais qualificados, de reconhecimento local e nacional, os cursos são abertos a toda comunidade que queiram alinhar os conceitos à prática.

A primeira oficina já está sendo realizada com foco nas ações de comunicação, com a utilização das novas mídias e redes sociais e desenvolvimento de planos de divulgação.

O curso é ministrado pela jornalista e relações públicas Kátia Turra, profissional com mais de 17 anos de experiência na criação, planejamento, produção, divulgação e execução de projetos culturais e institucionais.

Os participantes das oficinas, que são realizadas em Vicente Pires, Taguatinga e Guará também aprendem sobre as leis de incentivo à cultura, elaboração de projetos e confecção de portfólio, além de orçamento e prestação de contas.

As inscrições, gratuitas, devem ser feitas no endereço:
http://www.photoagencia.com.br/ideiapratica

Serviço:
Ideia Prática – Oficinas para Práticas de Elaboração e Gestão de Projetos Culturais
Período: De fevereiro a abril de 2018 – As datas e horários estão disponíveis no site:

http://www.photoagencia.com.br/ideiapratica
Informações – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Telefone: (61) 98228-8023

Criado em 2018-03-03 04:59:47

Diálogos Contemporâneos no Museu Nacional

Para discutir a sociedade brasileira no contexto histórico, social, político e cultural. Entre os palestrantes estão a filósofa Márcia Tiburi, o sociólogo Jessé de Souza, Célia Xakriabá, Vladimir Safatle e a psicanalista Viviane Mosé. Os encontros serão realizados no Museu Nacional de Brasília e na UnB, entre 13/3 e 12/6. Entrada franca, sujeita à lotação.

O que esperar do Brasil do futuro? Quais os obstáculos para se criar um país mais inclusivo, que respeite as diferenças e onde todos tenham acesso à educação de qualidade? Como lidar com a solidão nas grandes cidades e frear o avanço da depressão na população brasileira?

Por meio de uma série de dez conferências, os Diálogos Contemporâneos buscam debater essas e outras questões que envolvem a complexidade, os problemas e a diversidade do Brasil atual. O evento será realizado no Museu Nacional de Brasília, entre 13 de março e 12 de junho. Algumas das palestras serão realizadas, também, na Universidade de Brasília (UnB). A entrada é franca e sujeita à lotação.

Para levar o público a refletir sobre a situação atual brasileira, foram convidados intelectuais, artistas e especialistas em diversas áreas para palestras com uma hora de duração, seguidas de debates com o público presente.

"A cultura é o reflexo daquilo que nossa sociedade construiu, desde a violência que assola o país, até as nossas criações artísticas e cientificas. Os tempos de crise exigem diálogo para encontrarmos novos caminhos”, afirma Nilson Rodrigues, idealizador e diretor geral da iniciativa.

Diálogos Contemporâneos é uma realização da Associação dos Amigos do Cinema e da Cultura e viabilizado por intermédio de emenda parlamentar destacada pela deputada federal Érika Kokay (PT-DF).

A filósofa e escritora Márcia Tiburi, autora do livro “Como Conversar com um Fascista”, abre Diálogos Contemporâneos no dia 13 de março com o tema “Vozes dissonantes - ética, liberdade e autoritarismo na internet”. Serão abordadas questões como os tortuosos conceitos de moral e ética no ambiente virtual, os limites entre liberdade de expressão e crime e, também, a eficiência da legislação vigente para combater os abusos no mundo digital.

Os desafios da educação no Brasil de 2018 serão colocados em pauta na palestra do ex-ministro da educação Renato Janine. No dia 20 de março ele comanda a palestra “A educação no Brasil, a realidade contemporânea e os novos instrumentos para a formação de crianças e jovens”. A causa indígena é tema da palestra "Mulheres indígenas, resistência e protagonismo", proferida por Célia Xakriabá, professora e liderança indígena, no dia 27 de março.

Poeta, filósofa, psicanalista e especialista em elaboração e implementação de políticas públicas, Viviane Mosé é a convidada do dia 3 de abril com o tema “Mundo digital e sociedade em rede - o declínio das mídias tradicionais e os novos espaços de informação e comunicação”.

Djamila Ribeiro, pesquisadora e mestre em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo, debate o tema "Diversidade Cultural e de Gênero no Brasil: a construção de uma sociedade democrática e fraterna e o respeito às diferenças” no dia 10 de abril.

No dia 17 de abril, o sociólogo Jessé Souza, ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), discute o tema “A formação do Brasil: do descobrimento aos tempos atuais - a herança cartorial, o patrimonialismo e a cultura de privilégios”.

A programação de maio começa com o tema “Os esquecidos: Identidade, Território e afirmação das Nações Indígenas brasileiras”, no dia 8, por Fernanda Kaingáng, indígena especialista em biodiversidade. Questões sobre religiosidade o estado laico serão abordadas no dia 15 de maio pelo professor de filosofia Vladimir Safatle em “Estado, Igreja e Democracia - Novas Religiões, Teologia da Prosperidade e os desafios do secularismo”. Dia 29 de maio, o escritor Ignácio de Loyola Brandão apresenta “A cultura do descarte, a sociedade de consumo e a tragédia do meio ambiente”.

As dificuldades de ascensão social serão discutidas na palestra “Mobilidade social e empreendedorismo - o estado, o mercado e as possibilidades de superação das desigualdades e de ascensão social na sociedade brasileira”, proferida pelo economista Luiz Gonzaga Beluzzo no dia 5 de junho.

Diálogos Contemporâneos encerra suas atividades no dia 12 de junho lançando luzes sobre duas das condições humanas mais preocupantes do século XXI: a depressão e a solidão com a palestra “O Espaço do Amor e da Afetividade nas Grandes Cidades” pela antropóloga Mirian Goldemberger.

A programação completa e outras informações:
www.dialogoscontemporaneos.com

Quem é quem

Marcia Tiburi - Graduada em filosofia, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, e em artes plásticas, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; mestre e doutora em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul com ênfase em Filosofia Contemporânea. Seus principais temas são ética, estética, filosofia do conhecimento e feminismo. Seu livro Como Conversar com Um Fascista, publicado pela Editora Record, fala sobre temas como genocídio indígena, racismo e classismo, homofobia, feminicídio e manipulação de crianças É colunista da revista Cult.

Renato Janine – Professor titular de ética e filosofia política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, na qual se doutorou após defender mestrado na Sorbonne. Foi professor visitante em Columbia University (NY) e diretor de avaliação da Capes e Ministro da Educação. Tem se dedicado à análise de temas como o caráter teatral da representação política, a ideia de revolução, a democracia, a república, a cultura política brasileira.

Célia Xakriabá (foto) – Professora e ativista, formada em Ciências Sociais pela UFMG e a primeira indígena a representar os povos indígenas de Minas Gerais na Secretaria de Educação do Estado. Recentemente retornou à sua aldeia para implantar a disciplina "Cultura Xakriabá" nas escolas da reserva, voltada para a cultura étnica e para a preservação da memória e da identidade indígena local.



Viviane Mosé – Poetisa, filósofa, psicóloga, psicanalista e especialista em elaboração e implementação de políticas públicas. Mestre e doutora em filosofia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Escreveu e apresentou, em 2005 e 2006, o quadro Ser ou não ser, no Fantástico, onde trazia temas de filosofia para uma linguagem cotidiana. Tem diversos livros de poesia, filosofia e psicanálise publicados. É comentarista do programa Liberdade de Expressão, na Rádio CBN.

Djamila Ribeiro – Pesquisadora e mestre em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo. Feminista e ativista negra, foi secretária-adjunta da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. É colunista da revista Carta Capital.

Jessé Souza – Professor, sociólogo e pesquisador.  Formado em direito pela Universidade de Brasília (1981), Mestre em sociologia pela UNB, Doutor pela Karl Ruprecht Universität Heidelberg (Alemanha) e pós-doutorado em sociologia na New School for social research, Nova Iorque. Escreveu e organizou 22 livros, em português, inglês e alemão sobre sociologia política, teoria da modernização periférica e desigualdade no Brasil contemporâneo. Atualmente, é professor titular de ciência política na Universidade Federal Fluminense, em Niterói, Rio de Janeiro.

Fernanda Kaingáng – Escritora e advogada, é Mestre em Direito Público pela Universidade de Brasília (UNB) e diretora-executiva do Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual (INBRAPI).

Vladimir Safatle (foto) – Professor no Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo, além de professor convidado e pesquisador em outras universidades e instituições europeias e sul-americanas. Compositor de trilhas sonoras teatrais, como a peça Leite Derramado e Caesar, ambas de Roberto Alvim. É colunista semanal do jornal Folha de S. Paulo e atua constantemente em programas televisivos, tendo sido comentarista político do Jornal da Cultura por quatro anos.



Ignácio de Loyola Brandão – Escritor com diversos prêmios e vasta produção literária, entre romances, crônicas e biografias, foi traduzido em diversos países. Seu romance Zero foi publicado inicialmente em tradução italiana. Publicado no Brasil, em 1975, foi proibido pela censura, que só o liberou em 1979. Além do italiano a obra foi traduzida para o alemão, coreano, espanhol, húngaro e inglês. É cronista do jornal "O Estado de S. Paulo" e em 2016 foi agraciado pela Academia Brasileira de Letras com o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra.

Luiz Gonzaga Belluzzo – Economista, professor da Unicamp e escritor. Autor de "O Capital e suas metamorfoses" e "O tempo de Keynes nos tempos do capitalismo", entre outros. Consultor editorial da revista Carta Capital.

Mirian Goldemberger – Antropóloga, doutora em Antropologia Social, professora de pós-graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É colunista do Jornal Folha de São Paulo e autora e pesquisadora de diversas obras sobre temas, entre eles: de gênero, corpo, conhecimento, envelhecimento, sexualidade e novas conjugalidades na cultura.

Serviço:
Diálogos Contemporâneos
De: 6 de março e 12 de junho
Local: Museu Nacional de Brasília - algumas palestras serão realizadas também na Universidade de Brasília - confira no site: www.dialogoscontemporaneos.com
Horário: 19h
Entrada franca

Criado em 2018-03-01 23:11:50

Projeto Broadway Brasil estreia em Brasília

Projeto tem oficina de montagem e masterclasses que resultarão no musical “Cabaret Show”. As inscrições para a seleção de participantes ficarão abertas até o dia 10 de março no site www.broadwaybr.com – tudo isso sediado na Caixa Cultural Brasília (Setor Bancário Sul).

A quarta edição do Broadway Brasil ocorrerá de 26 de março a 1º de abril. O projeto oferece oficina de montagem e quatro masterclasses, coordenadas por profissionais do teatro musical do Brasil e dos Estados Unidos.

O “Broadway Brasil – Na Estrada”, traz como resultado das atividades a apresentação do espetáculo “Cabaret Show” nos dias 31 de março (sábado), às 20h; e 1º de abril (domingo), às 19h. Os ingressos são vendidos a R$ 10 (meia).

As masterclasses e oficina de montagem são gratuitas, assim como as inscrições, que se iniciaram no dia 26 de fevereiro e podem ser feitas até o dia 10 de março no site: www.broadwaybr.com

Os candidatos podem ser de qualquer estado do Brasil e deverão ter no mínimo 18 anos, preencher formulário, fazer upload de currículo e fotos (de rosto e de corpo) e inserir link de vídeo em que cante e interprete uma canção de musical na língua portuguesa.

Até o dia 12 de março será publicada no site a lista final de candidatos selecionados, que participarão de toda a semana de atividades, que também serão realizadas no teatro da Caixa Cultural Brasília.

Quem não quiser se inscrever, pode comparecer no local nos dias e participar de masterclasses como ouvinte. Elas são abertas ao público e são sujeitas à lotação do teatro.

Imagine poder interpretar, cantar e dançar canções famosas e, ainda, aprender com alguns dos melhores profissionais do gênero. Projeto que existe desde 2013, o “Broadway Brasil” desembarca pela primeira vez na capital federal e traz uma oportunidade inédita para os artistas brasilienses e de todo o Brasil mostrarem seus talentos.

O grande desafio é que os 50 participantes selecionados consigam montar, em cinco dias, os números musicais que irão compor o espetáculo “Cabaret Show”. Os participantes não precisam falar inglês, já que haverá tradução simultânea. As canções serão definidas pelo corpo docente de acordo com o perfil dos alunos.

O “Broadway Brasil” surgiu a partir da parceria entre o cineasta e produtor cearense Allan Deberton o diretor teatral André Gress (CE). Em suas três primeiras edições, o evento aconteceu na cidade de Fortaleza e contou com as versões “Broadway Brasil: Teatro Musical no Ceará”,  “Broadway Brasil – O Show Vai Começar” e “Broadway Brasil  – O Show Não Pode Parar”.

Brasília será a próxima cidade a receber o evento com o nome de “Broadway Brasil – Na Estrada”. Da capital federal, o projeto segue para Recife (PE).

“Buscamos incentivar o crescimento profissional de diversos artistas e, assim, estarem aptos para trilhar o gênero de musicais”, afirma Deberton sobre a iniciativa. “Queremos continuar o desenvolvimento de talentos locais e nacionais proporcionando de forma gratuita capacitação com profissionais de ponta do entretenimento nacional e internacional”, completa Gress.

Além de Gress, Annette Tanner, Dan Knechtges, Nick Adams, Luciano Andrey e Soraya Ravenle estarão em Brasília para promover uma troca de experiência com os alunos. O evento tem parceria com a organização norte-americana Broadway Dreams Foundation (BDF), que estará também em Brasília com toda a sua expertise em treinamento de jovens artistas.

Quem é quem no Broadway Brasil 2018

Soraya Ravenle - Atriz e cantora, Soraya já participou de filmes e diversas novelas e minisséries globais, entre elas “Dalva e Herivelto” (2010), “Malhação” (2011), “I Love Paraisópolis” (2015) e “Sob Pressão” (2017). Sua carreira no teatro musical tem destaque com atuações nos espetáculos “Ópera do Malandro” (2003/2005), “Sassaricando” (2007/2008), “Um Violinista no Telhado” (2011), "Todos Os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos" (2014/2015), “Puro Ney” (2017) entre outros.

Luciano Andrey - Ator, cantor, diretor, produtor e versionista. Andrey atua na cena teatral paulistana desde 2003 e no mercado de teatro musical desde 2007. Participou do espetáculo “Vamp, o Musical”, com direção de Diego Moraes e supervisão de Jorge Fernando, além dos espetáculos “Gabriela, Um Musical de João Falcão”, "Priscilla, Rainha do Deserto" (2012), "A Madrinha Embriagada" (de Miguel Falabella), “Miranda por Miranda” (de Stella Miranda e Tim Rescala) e “Vingança” (de André Dias). Sob a direção de Jorge Takla e Tania Nardini, atuou em "O Rei e Eu", "West Side Story" e "My Fair Lady".  

Dan Knechtges (Diretor e coreógrafo) - Na Broadway se destaca com títulos como “Lysistrata Jones” (Direção e Coreografia), “Xanadu” (Dirigido por Chris Ashley, Indicação ao Tony e Drama Desk), “Sondheim on Sondheim” (Dirigido por James Lapine), “110 in The Shade” (Estrelando Audra McDonald) e “The 25th Annual Putnum County Spelling Bee” (Dirigido por James Lapine).

Nick Adams (Ator/cantor e coreógrafo) - Possui diversos créditos entre os musicais da Broadway, tais como: “Guys and Dolls” (2009), “The Pirate Queen” (2007), bem como os revivals “A Chorus Line” (2006) e “Chicago” (1996). Além disso, integrou o elenco principal do musical “Wicked” (2005) no papel de Fiyero, na tour nacional dos Estados Unidos. Ganhou destaque nos musicais “La Cage aux Folles” (Broadway Revival, 2010), ao interpretar a drag Angelique, e também em “Priscilla, Queen of the Desert: The Musical” (Broadway, 2011), com a personagem Felicia, pelo qual foi vencedor nas categorias ‘Favorite Breakthrough Performance’ e ‘Favorite Diva Performance’ na premiação Broadway.com Audience Choice Awards no mesmo ano.

Annette Tenner - Cofundadora e diretora executiva da Broadway Dreams Foundation. Junto com outros produtores, diretores, diretores de elenco e performers da indústria do entretenimento musical, Annette beneficia estudantes nacionais e internacionais, criando laços e oportunidades de trabalho em workshops da Broadway, concertos ao vivo e demais projetos. Como associada, trabalha em projetos em NY, com destaque para "Altar Boyz", "Mary Poppins" e "Annie". Em 2016, trabalhou como diretora de elenco no show “Mariah Carey: “All I Want for Christmas is You”, da cantora Mariah Carey, realizado no Bacon Theatre (NY).

André Gress (Diretor Artístico) - Estudou Teatro Musical na New York Film Academy (NY) e participou de workshops e masterclasses com profissionais de grandes musicais, entre eles: Andy Blankenbuehler (Hamilton), Tony Meola (Wicked), Chris Buck (Frozen), Jeremy Dobrish (Curious George), John Basil (Passages), Grady Barker (Papier Maché Monkey) e Judi Lewis Ockler (Stage Combat). Em 2016, trabalhou na equipe Rio 2016 na realização das Cerimônias de Abertura e Encerramento das Olimpíadas e Paraolimpíadas.

Allan Deberton - Produtor, diretor e roteirista, formado em Cinema na Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Dirigiu os premiados “Doce de Coco” (CE, 2010), “O Melhor Amigo” (2013), “Os Olhos de Arthur” (2016), que juntos participaram de mais de 100 festivais nacionais e internacionais e conquistaram 45 prêmios. Em 2015, produziu o primeiro musical da Broadway no Ceará, “Avenida Q” (Avenue Q), patrocinado pelos Correios. Em 2015, produziu o longa documentário “Do Outro Lado do Atlântico”, de Márcio Câmara e Daniele Ellery. Em 2017, produziu para a EBC a série de TV “Lana & Carol”, de Samuel Brasileiro e Natalia Maia (PRODAV 9/15); o longa “Se Arrependimento Matasse”, de Lília Moema (PRODECINE 1/15); produziu e escreveu as letras do espetáculo “A Hora da Estrela – O Musical”, baseado na obra de Clarice Lispector, patrocinado pela Caixa.

Sobre o Broadway Brasil

O projeto “Broadway Brasil” é uma realização da Deberton Entretenimento, sob a produção executiva de Allan Deberton e direção geral e artística de André Gress. Criado em 2013, o projeto começou na cidade de Fortaleza com o propósito de incentivar o crescimento profissional de artistas e estudantes das artes de todo o Brasil por meio de capacitação gratuita.

Sobre a Broadway Dreams Foundation

Fundada há 10 anos nos Estados Unidos, a BDF é um programa de treinamento premium responsável por oferecer oportunidades aos jovens artistas. Seu corpo docente é composto por nomes da indústria do entretenimento – como diretores de elenco, coreógrafos e diretores – dedicados a desenvolver a comunidade artística e teatral. Atualmente, atua também no mercado internacional com workshops realizados no Canadá (2015), Rússia (2016/2017), Brasil (2016/2017/2018) e Nova Zelândia (2018).

Serviço
Broadway Brasil – Na Estrada
Inscrições: Até o dia 10/3, pelo site www.broadwaybr.com
Programação: de 26/3 a 1/4
Local: Caixa Cultural Brasília
Informações: (61) 3206-9448 | 3206-9449
Informações: www.broadwaybr.com

Espetáculo: Cabaret Show
Dias 31/3 (sábado), às 20h; e 1/4 (domingo), às 19h.
Local: Teatro da Caixa Cultural Brasília
Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Informações: (61) 3206-6456
Classificação Indicativa: não recomendado para menores de 12 anos

Criado em 2018-03-01 03:37:19

Documentário sobre o impeachment de Dilma é premiado em Berlim

O filme "O Processo", documentário de Maria Augusta Ramos sobre o impeachment de Dilma Rousseff, foi premiado no início da tarde de hoje (sábado, 24/2) no Festival de Berlim. O longa ganhou o prêmio de melhor documentário escolhido pelo público na mostra Panorama, a segunda mais importante do evento.

"Quando a gente escolhe um tema pra investigar e fazer um filme, existe um desejo de dividir esse mergulho com o público. E depois, quando o filme fica pronto e recebe um prêmio do júri popular, eu arrisco dizer que talvez seja uma das maiores realizações como diretora. E é muito relevante também pelo filme ser sobre um episódio histórico do Brasil e estar sendo compreendido por audiências de outras latitudes", disse a diretora ao jornalista Bruno Ghetti, do site UOL.

O filme se dedica a esmiuçar o processo político e jurídico que culminou com o afastamento de Dilma do poder, em agosto de 2016. Com imagens de bastidores e trechos de discursos da acusação e da defesa, "O Processo" defende que o impeachment teve motivação sobretudo política, e não apenas jurídica.

"O Processo", que estreou em Berlim na última quarta-feira sob muitos aplausos ao final e gritos de "Fora, Temer!", deve estrear no Brasil em junho. A cerimônia de entrega dos prêmios será amanhã, domingo, à tarde e Maria Augusta estará presente.

Criado em 2018-02-25 01:29:06

Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional homenageia música indiana

A abertura da temporada de 2018, com homenagem ao compositor L. Subramaniam e participação da solista Kavita Subramaniam, será dia 6/2, terça-feira, às 20h, no Cine Brasília (106 Sul). Regência do maestro Claudio Cohen. Entrada franca por ordem de chegada.

A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro vai apresentar composições de L. Subramaniam: Hino da Terra, Eri Me To, Shanti Priya, e Bharath Symphony. As duas últimas com a participação da solista Kavita Krishnamurti Subramaniam, esposa do compositor indiano.

O concerto terá ainda a participação do Coro Ad Infinitum e Maestro Eldom Soares na obra Shanti Priya.

Sobre o compositor Subramaniam e sua esposa Kavita:

L. Subramaniam é considerado o Paganini da música clássica indiana. Segundo o New York Times, ele é uma mistura “serena” de um músico indiano com o magnetismo de uma “estrela” ocidental.

A carreira de Subramaniam baseia-se na adoção de técnica aprendida com seu guru e pai professor V. Lakshminarayana, responsável por criar novas maneiras de tocar com curvatura da mão esquerda e da mão direita para tornar o violino indiano um instrumento solo.

A solista Kavita Subramaniam tem voz requintada e suave e é considerada a "rainha da melodia" pelos principais críticos especializados.

Kavita já participou de gravações com a Sinfônica de Londres e com as lendas do jazz como Al Jarreau, Hubert Laws, Stanley Clarke e George Duke.

Criado em 2018-02-04 01:44:50

Sucesso no YouTube, músico lança seu primeiro álbum

O brasiliense Pedro Quevedo vai se apresentar no Sebinho, Livraria, Cafeteria e Bistrô (406 Norte), dia 1º de fevereiro, às 19h. Agende.

O músico, que também é ator, tem 23 anos e participa do projeto “Cais – Coletivo Audiovisual Itinerante de Séries”, uma iniciativa que produz webséries e que tem mais de 100 mil seguidores no canal no YouTube.

O artista dedica-se a temas como diversidade sexual e preconceito. A mais recente websérie “Nossos Dias no Céu”, foi totalmente rodada em Brasília e conta com talentos locais no elenco.

Pedro começou a tocar piano aos sete anos. Hoje é responsável por compor as trilhas sonoras das webséries. Seu primeiro álbum “Colorir Você” estará em seu canal e site www.pedroquevedo.com.br a partir do dia 1º de fevereiro.

“Temos músicas que passam pelo sertanejo, pelo pop, MPB, reggae. Não temos rótulo e nossas webséries criticam e são contra qualquer tipo de preconceito. Eu adoraria abrir um CD, por exemplo, e escutar de tudo. Um pouco de todos os vieses que influenciam a música brasileira”, explica Quevedo.

O repertório trará também covers: “O Mundo é um Moinho”, clássico de Cartola, faz parte da apresentação, que conta ainda com os violonistas André 14Voltas e Felippe Rodrigues, além de participações especiais da parceira Célia Porto e Luiza Lapa. A produção do álbum, feita em Brasília e no Rio de Janeiro, é assinada por Rodrigo Campello (RJ) e Alan Pinho (DF).

Pedro disse no YouTube que “Eu queria ter uma bomba”, de Cazuza, é sua música favorita. “A letra me inspira, principalmente quando você tem um sentimento parecido, de alguém que não crê em você nem nos seus sonhos...”. Veja e ouça aqui: https://www.youtube.com/watch?v=ieUPIaxW3e0

Serviço:
Lançamento do álbum: “Colorir Você”, de Pedro Quevedo
Dia: 1º de fevereiro (quinta-feira), às 19h
Local: Sebinho, Livraria, Cafeteria e Bistrô (406 Norte)
Couvert: R$ 20
Classificação: Livre

Criado em 2018-01-31 01:46:33

Thrive: intrigante, interessante, necessário assistir

Angélica Torres -

Filme expõe ciência e ideias para um novo mundo contra o sistema financeiro. Thrive (“Prosperar: o que será necessário?”) é daqueles documentários que todos deveriam assistir.

Feito em 2011 – nada novo, portanto –, não é de admirar que sua boa fama se limite a correr praticamente de boca em boca, já que discute os esforços progressistas da ciência e do ativismo contra a falsidade e a perversidade do sistema financeiro, que domina e manipula o mundo todo e ao qual não interessam opositores. Dublado em nove idiomas, encontra-se legendando em português e disponível no Youtube.

Concebido, produzido e dirigido pelo casal norte-americano Foster e Kimberly Gamble, Thrive intriga o espectador ao revelar “Torus”, a energia livre que há em todo o universo, e ao denunciar a perseguição e o boicote a cientistas que buscaram reproduzi-la em benefício da humanidade, no século passado e no atual.

Expõe ainda pesquisadores que atestam contatos de extraterrestres e do uso que fazem dessa mesma energia, que a Nasa insiste em ocultar.

Instiga sobretudo por expor a mentira sobre a qual o sistema financeiro se edificou, e pelos esforços de muitos no planeta em criar um novo mundo, sem a elite dos banqueiros e corporações, sempre as mesmas, que controlam petróleo, comida, saúde, educação etc., contra a liberdade e a vida de todos.

Império - O documentário mostra o histórico do império montado por poucos espertalhões, como os das famílias Rothschild, Rockfeller, Morgan e Carnegie; como funciona o esquema da “corporatocracia”, que rege o dinheiro do mundo; como são forjadas tragédias, apelidadas de “Operações de Falsa Bandeira”, para se aproveitarem como abutres da destruição que provocam (cita no caso a guerra do Iraque e o ataque ao World Trade Center, entre outras).

Com isso tudo posto, expõe como estão reorganizando o planeta, pulando fronteiras para reduzi-lo aos “Super Estados”: União Europeia, União Americana, União Africana e União do Pacífico, ao seu bel prazer. Claro que pode haver quem alegue, dando de ombros, que o filme é apenas mais um produto das “teorias da conspiração”. E pode-se mesmo até duvidar da eficácia das propostas que, ao final, o casal propõe como antídoto a tal realidade.

No entanto, com roteiro, design e condução inteligentes e perturbadores, assinados pelo bem-nascido empresário Foster Gamble, herdeiro da multinacional Procter & Gamble, ex-professor da Universidade de Princeton e uma espécie de humanista neoliberal, fica difícil que pairem muitas dúvidas, a quem ainda as nutre, sobre os métodos usados pelos tais chamados “assassinos econômicos”, com vistas à escravidão e não à evolução ou prosperidade pacífica da humanidade. Os produtores, aliás, atestam que todos os fatos exibidos no filme são confirmados.

Thrive (“Prosperar: o que será necessário?”) – Direção, produção, roteiro de Foster Gamble e Kimberly Carter Gamble. Entrevistas com Vandana Shiva, Deepak Chopra, Catherine Austin Fitts, G. Edward Griffin e muitos outros. Acesse em https://youtu.be/.IMHG4HgopcY

Criado em 2018-01-16 12:05:47

100 anos de Athos Bulcão no CCBB Brasília

De amanhã, 16 de janeiro, a 1º de abril. De terça a domingo, das 9h às 21h, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB - SCES Trecho 2, Lote 22 - Brasília). Curadoria de Marília Panitz e André Severo. Entrada franca.

Em comemoração à trajetória de Athos Bulcão o CCBB começa 2018 homenageando o artista com uma exposição que reúne  mais de 300 obras, incluindo material inédito.

Será mostrada a  conexão entre suas obras e sua poética. Será possível visualizar  seu caminho no Brasil e exterior, desde sua inspiração inicial  pela azulejaria portuguesa, seu aprendizado sobre utilização das  cores, quando foi assistente de Portinari, até as duradouras e  geniais parcerias com Niemeyer e João Filgueiras Lima.

Essa homenagem a Athos resgata o valor individual dessa arte única, que foi produzida no Brasil; sua importância no panorama  da visualidade moderna, além da valorização e reconhecimento à  manutenção da memória nacional. (Abaixo, foto da montagem da exposição)



Com curadoria de Marília Panitz e André Severo, a exposição “100  anos de Athos Bulcão”, realizada pela Fundação Athos Bulcão e produzida pela 4 Art, vai percorrer as unidades do CCBB Brasília,  Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

No dia 17 de janeiro, às 17h, no Hall do Museu BB, haverá um bate-papo com os curadores.

Biografia

Athos Bulcão é carioca do bairro do Catete e nasceu no dia 2 de julho de 1918. Desistiu do curso de medicina em 1939 para se dedicar às artes visuais. Sua primeira exposição individual veio em 1944, na inauguração da sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil, no Rio de Janeiro.

Em 1945 trabalhou como assistente de Cândido Portinari no painel de São Francisco de Assis da Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte. Em seguida, mudou-se para Paris, onde viveu até 1949.

Foi funcionário do Serviço de Documentação do Ministério da Educação e Cultura, onde trabalhou com ilustração de publicações. Também realizou trabalhos como artista gráfico e desenhista.

Como artista plástico colaborou com Oscar Niemeyer em 1955. Integrando o esforço de construção de Brasília a partir de 1957. Em 1958, mudou-se definitivamente para a capital brasileira. Nos anos 1960, estabeleceu parceria com o arquiteto João Filgueiras Lima, cujas obras eventualmente apresentam painéis criados por Athos.

Pelo conjunto da obra, recebeu vários prêmios e condecorações, como a Ordem do Mérito Cultural, recebida em 1995 do Ministério da Cultura.

Faleceu aos 90 anos de idade no Hospital Sarah Kubitschek da Asa Sul em Brasília, devido a complicações de Parkinson, no dia 31 de julho de 2008.

Criado em 2018-01-15 13:18:56

Tomie Ohtake: Cor e Corpo

São 48 obras da artista: gravuras, pinturas e esculturas. Em cartaz até o dia 4 de março, na Galeria Principal da Caixa Cultura Brasília (Setor Bancário Sul). De terça a domingo, das 9h às 21h. Entrada franca.

A mostra traça a história de Tomie, que produziu continuamente por mais de 60 anos e viveu 101 anos. A artista japonesa naturalizada brasileira chegou ao país aos 23 anos e iniciou sua carreira aos 40.

Tomie Ohtake (1913-2015) recebeu 28 prêmios, participou de 20 bienais internacionais e mais 120 exposições individuais ao redor do mundo.

De acordo com os curadores Carolina De Angelis e Paulo Miyada, os interesses pictóricos de Tomie Ohtake foram constantemente renovados ao longo de sua trajetória profissional. “A artista construiu um vocabulário plástico amplo e complexo. Forma, matéria e cor nunca foram pensadas por ela de modo dissociado, mas alternaram suas ênfases para se potencializar mutuamente”, afirmam.

Embora suas obras sejam associadas ao informalismo por alguns, suas formas destacam-se por remeterem a elementos da natureza e a volumes que se assemelham a movimentos vivos. Desde as primeiras décadas, na sua produção abstrata, Tomie Ohtake impõe tremores, desvios e abaulamentos às formas geométricas, traçando contornos e silhuetas, evitando a rigidez.

Outra característica é o uso das cores. “Desde meados da década de 1980, a artista imerge na intensidade de uma paleta cromática profunda, cheia de pretos, brancos e vermelhos saturados, intercalados com azuis, verdes e amarelos densos”, explicam os curadores.

Dentre as 40 gravuras – serigrafias, litografias e gravura em metal – é possível perceber mudanças sucessivas com o passar das décadas de produção de Tomie Ohtake. Há desde as mais antigas, em que o gesto da artista transparece nos contornos irregulares que traduzem os atos de rasgar papeis deixando rebarbas (como ela fazia em seus esboços); passando por aquelas que testam a combinação de cores ousadas, como se Tomie utilizasse tudo o que está à mão para reproduzir em série texturas antes possíveis apenas nas pinturas; chegando até aquelas em que há uma delicadeza programada do ato, linhas finas que se cruzam, que se sobrepõem e que se encontram sob (ou sobre) uma superfície aquosa.

Nas três imensas esculturas, delicadeza, manualidade e fluidez. Isso porque a forma como elas se equilibram no solo causam a sensação de estarem suspensas. Além disso, elas se movimentam quando alguém as toca. As estruturas metálicas são frutos de torções, dobras e voltas realizadas previamente pela mão da artista em pequena escala, depois transplantadas da maneira mais fiel possível em dimensão escultural.

As cinco pinturas enfatizam as analogias corpóreas e orgânicas. Feitas com procedimentos, cores e gestualidades diferentes, elas compartilham um apelo sensual ao olhar. Como conjunto, podem remeter a diferentes estágios de fecundação, multiplicação, nascimento e crescimento.

Tomie Ohtake nasceu em Kyoto, no Japão, dia 21 de novembro de 1913, onde fez seus estudos. Em 1936 chegou ao Brasil para visitar um de seus cinco irmãos. Impedida de voltar, devido ao início da Guerra do Pacífico, acabou ficando no país. Casou-se, criou seus dois filhos, e com quase 40 anos começou a pintar incentivada pelo artista japonês Keiya Sugano.

A carreira atingiu plena efervescência a partir dos seus 50 anos, quando realizou mostras individuais e conquistou prêmios na maioria dos salões brasileiros.

Além da pintura, da gravura e da escultura, marcam sua produção as mais de 30 obras públicas desenhadas na paisagem de várias cidades brasileiras.

Sobre o seu trabalho foram publicados dois livros, 20 catálogos e oito filmes/vídeos, entre os quais o realizado pelo cineasta Walter Salles Jr. Em São Paulo, dá nome a um centro cultural, o Instituto Tomie Ohtake.

Criado em 2018-01-14 15:38:09

Dois livros, presentes que recomendo

Romário Schettino –
 
Neste Natal ganhei dois livros que mereceram ser lidos rapidamente. Foram tão boas leituras que, acho, devem ser recomendados: “A Noite da Espera”, de Milton Hatoum, e “Lima Barreto – Cronista do Rio”, organizado por Beatriz Resende.

O primeiro - A Noite da Espera (Companhia das Letras) - retrata a tenebrosa e angustiante Brasília do final dos anos 60 e início dos anos 70, conta a história vivida por um ex-morador da cidade. Hatoum é autor de um enredo emocionante, ao mesmo tempo triste e bem humorado. Eu me vi ali no meio, ainda que indiretamente. Senti o medo que ele sentiu e também fugi quando muitos tiveram que fugir. Quem viveu nesse período reconhece os personagens, cujos nomes são fictícios no livro. Alguns já morreram, mas todos são inesquecíveis. Esse é o primeiro de uma trilogia denominada "O Lugar Mais Sombrio".

Obrigado, Margarete, que me deu o livro! Obrigado, Milton Hatoum, por ter me transportado para uma Brasília que eu amava, apesar do terrorismo de Estado representado por Médici, e que ainda amo, apesar da degradação urbanística dos dias atuais. A cidade vem perdendo seus encantos, mas ainda é bom tê-la na memória afetiva.

O segundo - Lima Barreto – Cronista do Rio (Editora Autêntica) - é uma coleção de artigos do escritor/jornalista negro que viveu apenas 41 anos na Cidade Maravilhosa e que publicou seus textos em vários jornais cariocas (foto).

Lima Barreto é o cronista que toda cidade gostaria de ter. Segundo Beatriz Resende, ler este livro é “uma bela maneira de conhecer o Rio de Janeiro do início do Século 20, de 1910 a 1920”. Barreto andava, literalmente, a pé pela cidade e olhava de perto todas as mazelas da sociedade.

Suas críticas ácidas às elites econômicas e políticas estão cheias de humanismo e solidariedade com os pobres, sobretudo os negros, que saíram da escravidão oficial para uma liberdade sem a mínima proteção social.

Lima Barreto conheceu de perto a trágica transição da Monarquia para a República, comandada por uma oligarquia civil-militar de dar arrepios. O nascimento da Velha República, que até hoje respira em nosso cenário político, era detestado por Barreto pelo seu caráter autoritário e elitista.

Ler Lima Barreto é um prazer para quem admira as belezas do Rio de Janeiro e tem as mesmas preocupações com as injustiças e as desigualdades sociais.

Obrigado, Sylvio Peixoto e Cesar Fernandes, por este presente!

Para quem gosta do Rio e de Brasília, são duas sugestões de leitura fascinantes. Aproveitem.

Criado em 2018-01-02 01:01:30

Cine Cleo abre temporada 2018 na Sala Conchita

Projeto cinematográfico realizado por mulheres inicia o ano nesta quinta-feira (4/1), 19h, na Faculdade de Artes Dulcina de Moraes (Setor de Diversões Sul - Conic). Sessão gratuita com debate sobre o tema "Ruídos no Deslocamento".

São três produções de diretoras consagradas no cenário nacional: os curtas-metragens “Sobre Aquilo Que Nos Diz Respeito” (8’), da carioca Cristina Miranda; o experimental “Time Gap”, do duo catarinense Strangoloscope (formado por Cláudia Cárdenas e Rafael Schilchting), e o premiado longa-metragem “Muito Romântico”, de Melissa Dullius e Gustavo Jahn (Brasil/ Alemanha).

O projeto é uma realização de mulheres envolvidas com a divulgação de filmes produzidos, roteirizados e dirigidos por elas. A ideia é mostrar a produção brasileira de realizadoras e pesquisadoras do cinema.

Até agosto de 2018, os cinéfilos serão prestigiados com sessões quinzenais, sempre às quintas-feiras, no Dulcina. Em cada sessão, o Cine Cleo exibe, de graça, três produções selecionadas pela equipe de curadoras. Os filmes abordam e discutem um tema em comum. Ao final, acontece um debate mediado por pesquisadoras.  

No ano passado, quem passou pela sala Conchita da Faculdade de Artes pode conferir sessões que envolveram as temáticas Tradições e Rupturas, Espelhamento, Velhice e Seus Afetos e Fronteiras de Mim.

Desta vez, elas trazem para a telona o tema Ruídos no Deslocamento e três produções que exploram uma forma cinematográfica vanguardista, experimental.

O Cine Cleo homenageia Cleo de Verberena (1909- 1972), a primeira mulher brasileira a dirigir um longa-metragem no país, “O Mistério do Dominó Preto”, em 1930. O projeto tem o patrocínio do FAC – Fundo de Apoio à Cultura. O cineclube faz ainda parceria com o projeto Verberenas, site colaborativo de críticas de cinema escritas por mulheres realizadoras audiovisuais. O projeto nasceu em 2015, dentro da Universidade de Brasília.

A 5ª sessão do Cine Cleo chega para colocar ruídos no deslocamento, assim como propõe o tema. A começar pela exibição de “Sobre Aquilo Que Nos Diz Respeito”. Curta de oito minutos da carioca Cristina Miranda rememora antigas histórias de espíritos e escravos em um jardim de rostos cobertos.

O Duo Strangloscope, formado pelos catarinenses Cláudia Cárdenas e Rafael Schilchting, será representado pela produção experimental “Time Gap”. A dupla trabalha com a pesquisa do movimento, do ritmo e da composição da imagem com sons. Seu trabalho está vinculado na vídeo-arte, forma de expressão artística que utiliza a tecnologia dos vídeos em artes visuais.

Para encerrar, “Muito Romântico” retrata memórias e fantasias que transcendem o tempo e o espaço. Na condução da história estão Melissa e Gustavo. Ambos atravessam o oceano Atlântico em busca de uma nova vida em Berlim.

Essa dupla faz filmes, amizades e música, mas acaba se perdendo ao descobrir um segredo que trará o medo à tona. “Muito Romântico” foi exibido em várias partes do mundo e ganhou um troféu na Mostra do Filme Livre, no Rio de Janeiro. A direção é assinada por Melissa Dullius e Gustavo Jahn (Brasil/Alemanha).

Serviço
Cine Cleo (Cineclube das mulheres)
Dia: 4 de janeiro (quinta-feira), às 19h. Projeto segue em cartaz até agosto de 2018, quinzenalmente, sempre às quintas-feiras, às 19h.
Local: Sala Conchita da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes – Conic (SDS)
Entrada franca - não recomendado para menores de 16 anos

Ficha Técnica
Projeto: Cine Clube Cleo
Curadoria: Amanda Devulsky, Erika Bauer, Glênis Cardoso, Isabelle Araújo
Produção executiva: Natália Pires
Produção técnica: Mari Mira e Janaína Montalvão
Design e assessoria de comunicação: Flora Egécia e Bianca Novais (Estúdio Cajuína)

Criado em 2018-01-01 18:46:09

Ainda sobre o FAC e seus “ilustres” pareceristas

Romário Schettino -

Há muitos protestos contra os pareceres emitidos pelos pareceristas contratados pela Secretaria de Cultura do DF para avaliar os projetos inscritos no Fundo de Apoio à Cultura (FAC). O Conselho de Cultura, que é composto por representantes dos artistas, ainda não se manifestou sobre essas graves distorções e suas consequências.

Há alguns meses o fotógrafo Luiz Humberto teve seu projeto de exposição recusado “por falta de relevância cultural”. Foi tão grande a repercussão negativa que o próprio secretário de Cultura Guilherme Reis foi obrigado a autorizar a realização da exposição apesar do FAC.

Agora, o ator, autor e diretor de teatro Alexandre Ribondi publicou sua indignação em sua página no Facebook.

“Há dois anos que os meus projetos vêm sendo barrados pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) do GDF, com notas muitas baixas. Por isso, gostaria de discutir (no Facebook) alguns pontos que foram dados pelos pareceristas”, diz Ribondi.

E acrescenta: “Para a peça “Luz Intrusa”, foi dito que dar uma boa nota aconteceria em detrimento de um novo espetáculo, que abriria portas para novos artistas que dependem mais de fomento do que uma equipe com reputação”.

E não para por ai, relata o ator: “Em um outro projeto, que não é meu, e que também recebeu pontuação fraca, foi dito que, apesar das qualidades, já é hora de privilegiarem novos nomes”.

Em seguida, Ribondi argumenta: “Em primeiro lugar, gostaria que esses pareceristas me dissessem de onde tiraram a ideia de que uma "equipe com reputação", em Brasília não precisa de fomentos. Estarão dizendo que eu não preciso de dinheiro para montar peças? Além disso, esse discurso de dizer que é preciso dar espaço aos mais novos é linguagem moderninha para escamotear um preconceito esfarrapado contra a maturidade. É bom lembrar que o FAC deve se basear na qualidade dos projetos e não na idade da equipe, o que é patético”.

Sobre uma outra peça de Ribondi, “O Paraíso de Caim”, que também recebeu nota baixa, o diretor disse que no parecer está escrito que “se é uma peça sobre racismo, como pode haver apenas dois atores brancos em cena? Ora, porque o autor quis mostrar pessoas brancas expondo os seus preconceitos”. Argumento de um parecerista, que se diz apto a julgar peças de teatro, mais ridículo, impossível.

De sua parte, Ribondi, rebate: “Mas se avaliar a qualidade de um texto é opinião pessoal e subjetiva, me dá direito de resposta. Tenho? Não me parece, porque já me foi dito, cara a cara, que apresentar recurso ao Conselho de Cultura é perda de tempo, já que não se darão ao trabalho de ler. Isso é monstruoso”.

A falta de noção continua com o "ilustre" parecerista, para quem um projeto que se destina a apresentar peça para 50 pessoas por sessão é muito modesto.

É Ribondi quem responde: “Ora, sou um dos donos da Casa dos 4, espaço que tem justamente 50 lugares e que é mantido de maneira independente, numa cidade onde grandes salas estão fechadas. Portanto, me pareceu que resistir ao fechamento de salas e ter a coragem de criar um espaço mantido por nós mesmos é desmerecedor. Isso é ridículo e eu dou nota 1 sobre 10 ao parecerista”.

A postagem de Ribondi gerou grande polêmica no Facebook. Até o fechamento desta matéria, já haviam 160 curtidas e 39 comentários.

Veja alguns deles:

Luis Jungmann Girafa: “Luiz Humberto teve sua proposta de exposição retrospectiva recusada porque recebeu nota baixa no quesito, "Relevância Cultural"...ai meu sac!”.

Jose Carlos Saenger: “Brasília, descaso com a cultura, patrimônio, arquitetura etc. Triste. Desconheço esta cidade há tempos...”
Isabel Labouriau: “Já me foi dito, cara a cara, que apresentar recurso ao Conselho de Cultura é perda de tempo, já que não se darão ao trabalho de ler. Não vá nessa. Depois vão dizer "ninguém reclamou..." com aquela cara de pastel. Apresente o recurso, se eles não lerem a idiotice é deles”.

Maria Lúcia de Moura: “Isso me pareceu coisa que as equipes de censura da ditadura militar faziam. Mas, afinal, estamos em tempos de ditadura novamente, não é? Ou gente tão desqualificada não estaria sendo paga(?) para emitir opinião sobre o que não entende”.

Tina Salimon:  “Está mesmo na hora de discutir critérios claros na seleção de projetos a receberem recursos públicos. Em nível federal e local. Quanto mais claros os critérios, mais transparência e mais justiça na distribuição. E tem sempre que caber recurso sim”.

Roberto Muniz Dias: “Desde quando estas justificativas foram critérios para avaliação de projetos, e se são, por que projetos ditos novos não entram? Muita subjetividade envolvida”.

Mario Salimon: “Parabéns pelo posicionamento, Ribondi!”

Ana Cristina Campos: “O Projeto de Segunda Temporada da minha página de literatura no Facebook, “Verbo Solto”, também foi recusado. Com carta de anuência de Murilo Grossi, Carmem Moretzsohn e Fernanda Cabral. Será que somos velhos e devemos abrir espaço para os mais novos porque são mais novos? Como é que a gente fica sabendo por que um Projeto é recusado no FAC? É a primeira vez que pleiteio recursos”.

Luyne Machado: “Alexandre Ribondi, sou uma admiradora de toda dramaturgia produzida por você. E certa vez me perguntei o motivo de trabalhos tão belos não estarem na Cena Contemporânea ou em outras semanas culturais da cidade. Até hoje não encontrei justificativa plausível para tamanho despeito...”

Rênio Quintas: “As suas reclamações são altamente pertinentes, mas você deveria ter feito os recursos desde a primeira ocorrência, única possibilidade de reverem aqueles absurdos que o parecerista colocou! Apresenta o recurso para esse edital, sem isso não tem como reverter! Amanhã (hoje, 19/12) terá reunião do pleno do Conselho de Cultura, às 10h da manhã! Vai lá! Parabéns! Abração”.

James Fensterseifer: "Passei seis meses estudando o mito do amor romântico e escrevi a minha versão dessa estória (que, aliás, ficou ótima). Nos últimos anos, trabalhei muito com adaptações de lendas e mitos medievais e estou bem afinado com a linguagem.

No parecer está: "Em relação ao texto, trata-se da reprodução do clássico Tristão e Isolda. O texto utilizado será a versão criada por Willian Shakespeare. O projeto não demonstrou, pelo roteiro apresentado, qualquer adaptação, inovação cênica para o clássico incontáveis vezes já encenado no Brasil" Na minha pesquisa, nunca encontrei um texto de Shakespeare sobre o mito.

Além disso, sobre minha trajetória: "O proponente é também o coordenador geral e responsável pela prestação de contas do projeto, mas apesar de sua extensa trajetória no teatro seu currículo não apresenta afinidade com a gestão de projetos." Ã?

Pelo visto, a luta contra os maus pareceres continua! Agora, a questão é saber se esses pareceristas estão realmente habilitados para avaliar projetos em Brasília. E por que não podem ser questionados no Conselho de Cultura em todos os quesitos? Há muitas dúvidas a serem esclarecidas pelo dirigente do FAC. Quem sabe até mesmo anular pareceres absurdamente ignorantes como os relatos aqui nesta matéria.

Com a palavra, o Conselho de Cultura do DF, com seus representantes da classe artística.

Criado em 2017-12-19 17:29:38

Poesia e cinema brasiliense têm presença no 1º Fórum BRICS

Angélica Torres -

Evento literário é realizado na China, de 15 a 19 de dezembro, na Universidade Normal de Pequim, na cidade de Zhuhaj.

Se poesia não vale o que pesa, no mercado de consumo geral, é sintomático que os chineses a tenham incluído no 1º Fórum BRICS de Literatura, em realização, desde o dia 15 até 19/12, na Universidade Normal de Pequim, na cidade de Zhuhai. Poetas brasileiros, de Gregório de Mattos aos atuais, que se comprometeram com a resistência política, foram o foco de uma das palestras do debate bilateral, que incluiu a poesia brasiliense.

Da delegação brasileira, a poeta Maria Lúcia Verdi, convidada para essa tarefa pela atuação que teve na interface cultural Brasil-China durante os cinco anos que viveu em Pequim, contou do sucesso de sua apresentação, nos dois primeiros dias do encontro.

“Meus dois papers foram muito bem recebidos, porque considerados oportunos e úteis. No primeiro dia, das três perguntas vindas do público, duas foram para escritores chineses e uma para mim, a única dos estrangeiros que pode voltar a dizer algo, o que me alegrou muito”, contou.

Malu Verdi levou livros de poetas de Brasília e a coleção de documentários da cineasta Maria Maia sobre personagens da cultura brasileira, para presentear as bibliotecas da Universidade Normal e da Federal de Pequim. “Quem sabe disso resulta uma publicação bilingue de poesia brasiliense e chinesa?”, anima-se.

Organizadora em Brasília do projeto Poesia do Mundo, Malu Verdi já levou ao palco as poesias chinesa, alemã e argentina.

O último homenageado pelo projeto foi o mineiro-brasiliense Francisco Alvim, às vésperas de completar 80 anos de vida e com mais de 50 de exercício como poeta. Alguns dos livros do poeta estão agora integrando as estantes das universidades chinesas.

Na delegação brasileira estão também os professores João Cesar de Castro Rocha (UERJ) e Francisco Foot Hardman (Unicamp).

O tributo a Chico Alvim em Poesia do Mundo

A homenagem a Francisco Alvim, no contexto do projeto Poesia do Mundo, promovido por Maria Lúcia Verdi, foi feita em fins de novembro no OVNI de Oscar Niemeyer pousado na Esplanada dos Ministérios -- o Museu da República Honestino Guimarães.

Mais do que um tributo ao poeta, a sessão acabou se caracterizando como um manifesto, ou um ato de resistência, ou uma catarse à mineira, porque a poesia de Alvim em seu substrato é, por si, um retrato das idiossincrasias humanas e das instituições do país. Que dirá se lidas e ouvidas tendo como pano de fundo o aviltante atual estado de coisas políticas.

A escolha e leituras dos poemas por João Lanari, Nicolas Behr e Malu Verdi -- com o próprio poeta também à mesa fazendo comentários e contrapontos -- pegaram a plateia de jeito. Embora autor de mais de uma dezena de livros, laureado duas vezes com o Jabuti (em 1981 e 1988) e acarinhado pela mídia nacional, naturalmente que nem todos conhecem de fato a poesia de Chico Alvim e nem captam, à queima-roupa, o efeito da intrigante e crua arquitetura do seu verso-chiste, sutilmente cáustico, cínico, seco, incômodo.

Tomando emprestado de Guimarães Rosa em Sagarana, “raspe-se um pouco o mineiro; por baixo, encontrar-se-á o político”, pode-se traduzir a sorrateira, crua, irônica perspicácia de Alvim nos “causos” que ele ouve em diferentes ambientes, ou que cria, e verte para a esquálida estrutura do seu poema. Como neste intitulado “Velhos”: --Tudo bem, patrão? / (O dedo de leve na pala do boné / o corpo franzino e baixo/ ruindo para um lado) / -- Tudo bem, obrigado. / -- Obrigado.

Também em “Passamentos”: -- Coragem, Presidente! / -- Coragem não me falta. / O que me falta é ar.

Ou ainda neste brevíssimo, onde o óbvio é quase imperceptível, cujo título é “Quer ver?”: Escuta.

Neste outro, “Vida de artista”, a chave da mineiridade é posta na mão do leitor – aqui, no caso, da plateia ouvinte, que riu aliviada: Meu tio/ levou a vida que sempre quis -- / era funcionário público / e nem a mulher sabia.

Claro que a porção lírica do poeta atenua esse lado perturbador de sua poesia para os menos afeitos ao gênero, mas reconhecidamente revolucionário para os mais habituados e para os críticos. Entre esses, que foram lidos por Malu Verdi, está o imagético “Castália”.

Nunca mais / o encontro da água com o vento / nos pelos verdes da terra / A morte será o avesso do vale/ o galope silenciado dos antigos cavalos / o avesso do templo / e do homem que nele amanhecia -- / água que tudo secasse.

Diplomata de carreira, Chico Alvim não de intimidou em cutucar, com vara curta e elegância blasé, os da vez no poder. Entre outros, citou a desfaçatez de Geddel (Vieira) e disse de (Sérgio) Moro: “Este, então, acha-se o todo-poderoso, acima de todas as verdades”.

Ao final, saiu-se com outro puxão de orelhas: “Devíamos trocar os dizeres da bandeira brasileira por ‘desculpa qualquer coisa’, expressão que todos temos que adotar também e passar a nos dizer uns aos outros”.

Criado em 2017-12-17 17:54:49

Natal o ano inteiro

José Carlos Peliano -

uma data qualquer é o Natal
qualquer semana, mês ou dia
o ano também é opcional
na tal família, seita, confraria

faz sentido mas é convencional
dezembro vinte e cinco há alquimia
de compartilhar o pão do trigal
entre os que podem ter essa alegria

os que não podem não estão na mesa
por falta de vez, voz e compaixão
essa a desigualdade com certeza

Natal é qualquer trilha da missão
de colocar lugares à pobreza
para dividir na mesa um bom pão

Criado em 2017-12-17 00:29:55

Concerto da Paz com O Quebra Nozes e O Pássaro de Fogo

A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro apresenta amanhã, terça (12/12). o Concerto da Paz, com destaque para as obras "O Quebra Nozes", de Piotr Tchaikovsky, e "O Pássaro de Fogo", de Igor Stravinsky. Regência do maestro Claudio Cohen. No Cine Brasília (106/107 sul), às 20h. Entrada franca.

O programa apresenta ainda as obras Vals Intermezzo Leda, de Julio Fonseca; Concerto Barroco, de Benjamin Gutiérrez; e Passeio de Trenó e Christmas Festival, de Leroy Anderson.

O Quebra Nozes

Em 1892 Tchaikovsky lançou a Suíte do Ballet O Quebra Nozes dividido em dois atos, três cenas e quinze números. A obra estreou sob críticas no Mariinsky Imperial Theatre em São Petersburgo na Rússia e somente no século XX tornou-se popular nos Estados Unidos e em diversos países, sendo exibido sempre na época do Natal por várias companhias de Ballet.

A história se inicia na Véspera de Natal, no momento em que toda a família e amigos estão reunidos para festejar este dia. Clara ganha de presente um boneco (Quebra-Nozes) esculpido na madeira, mas Fritz, muito ciumento, acaba quebrando o seu boneco, o seu avô conserta e ela com o passar do tempo acaba pegando no sono ao lado da árvore.

A segunda parte ocorre em seu sonho: Ela começa a diminuir de tamanho e de repente surgem vários ratos liderados pelo Rei dos Ratos em sua sala. O Quebra-Nozes acorda e começa uma batalha contra os ratos, mas acaba perdendo e sendo capturado.

Desesperada, Clara joga seu sapato no Rei Rato, que cai inconsciente e é levado pelo seu exército de ratos. O Quebra-Nozes se transforma em um Príncipe, e leva Clara para uma floresta encantada, e logo em seguida para a Terra dos Doces. O Príncipe encontra a Sugar Plum Fairy, diz como ele foi salvo pela Clara do Rei Rato e como se tornou Príncipe novamente. Ela comemora com diversas danças emocionantes e mágicas.

Uma Valsa Final é realizada por todos, depois que Clara e o Príncipe foram coroados os governantes da Terra de Doces. Após a Valsa Final os habitantes da Terra dos Doces começam a desaparecer um a um, até que o Príncipe Quebra-Nozes desaparece e Clara é encontrada dormindo na sala. Clara acorda, pensando que era tudo um sonho, mas depois descobre a coroa ao seu lado, levando a se pergunta, realmente foi um sonho?

O Pássaro de Fogo

Em 1910, aos 28 anos de idade, Igor Stravinsky escreveu a obra que o tornaria instantaneamente famoso em toda a Europa: o balé O Pássaro de Fogo. Os Balés Russos, liderados por Sergei Diaghilev, tinham feito seu début em Paris no ano de 1909. Paris vivia seu apogeu cultural e atraía artistas de todas as partes do mundo. Diaghilev mantinha em sua Companhia um grande número de artistas excepcionais. Conseguira reunir nomes que se tornariam lendários na cultura russa, tais como os bailarinos Vaslav Nijinsky, Ida Rubinstein e Anna Pavlova. E, para a temporada de 1910, propôs ao jovem Stravinsky escrever um balé baseado na fábula russa do Pássaro de Fogo.

Segundo a lenda, Ivan Czarevitch, futuro czar, ao perseguir um pássaro maravilhoso, coberto de ouro e fogo, chega aos jardins do terrível Kachtcheï, o Imortal. Sob a árvore das maçãs de ouro, Ivan captura o Pássaro de Fogo, mas decide libertá-lo.

O Pássaro lhe dá então uma de suas penas mágicas, com que Ivan poderia chamá-lo quando estivesse em perigo. O Pássaro de Fogo vai embora, a porta do castelo se abre e as treze princesas que viviam cativas saem para brincar. Ivan se esconde e observa.

Uma delas, a Princesa da Beleza Sublime, tropeça e cai no arbusto onde Ivan se escondia, e os dois, ao se verem, se apaixonam. As princesas retornam e Ivan, não mais conseguindo viver sem sua amada, tenta entrar no castelo e é capturado pelos guardas. Kachtcheï surge e se prepara para transformar Ivan em pedra. Ele se lembra da pena mágica e a agita. O Pássaro de Fogo surge e faz os guardas caírem em sono profundo.

Enquanto dormem, o pássaro conta a Ivan o segredo da imortalidade de Kachtcheï: o enorme ovo onde vive sua alma. Ivan destrói o ovo e, com a morte de Kachtcheï, as princesas são libertadas. Ivan e a Princesa Sublime se casam e são coroados czar e czarina.

Com O pássaro de fogo Stravinsky se tornou célebre da noite para o dia. Porém, julgou que a coreografia não fazia justiça à sua música.

Desejoso de mostrar ao mundo a universalidade de sua obra, Stravinsky cria, em 1911, uma suíte orquestral praticamente idêntica à partitura original. Mas, percebendo que, ao transformar um balé em uma obra de concerto, mais modificações deveriam ser feitas, ele recria a partitura e, em 1919, estreia aquela que seria a mais conhecida versão de concerto de O Pássaro de Fogo. Em 1945 ainda compôs uma terceira versão para concerto, dessa vez bastante fiel à partitura original do balé, a fim de assegurar seus direitos autorais, já que as leis americanas não reconheciam os tratados europeus.

Embora fortemente influenciada pelas obras de Rimsky-Korsakov e pela tradição folclórica russa, a música de O Pássaro de Fogo prima por uma originalidade sem precedentes na história. Música extremamente imaginativa, com atmosferas inusitadas, ritmos complexos, melodias sugestivas e efeitos orquestrais espetaculares.

SERVIÇO:
Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro
Concerto da Paz
Dia: 12 de dezembro (terça)
Local: Cine Brasília (106/107 sul)
Horário: 20h
Entrada gratuita por ordem de chegada.

Criado em 2017-12-11 16:25:41

Rollemberg sanciona a LOC sob protestos

Romário Schettino -

Em cerimônia realizada na manhã desta quinta-feira (7/12), no Foyer da Sala Villa Lobos, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) sancionou a Lei Orgânica da Cultura (LOC). O movimento cultural de Brasília protestou contra a inclusão do artigo 81 na lei, levantou faixas e gritou palavras de ordem: "Artigo 81 é traição"; "Governador, pague o FAC".

Inserido de última hora na LOC, esse artigo isenta o GDF de repor cerca de R$ 100 milhões retirados do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) ao longo dos últimos anos para pagamento de outras despesas.

O Fórum estuda entrar com ação na Justiça contra esse "calote". Ao contrário do que afirmou o governador, os artistas dizem que grande parte dos projetos de 2016, aprovados no FAC, ainda não foi paga.

E março de 2015, Rollemberg reuniu-se com o Fórum de Cultura para explicar que a lei que conseguiu aprovar na CLDF só autorizava "um empréstimo", que seria devolvido até o final daquele ano.

Em dezembro, o governador fez outra reunião prorrogando o "empréstimo" para dezembro de 2016.

Nesse mesmo ano, Rollemberg mandou outro projeto para a Câmara Legislativa, que foi aprovado, eliminando o prazo para devolver o dinheiro retirado do FAC. Assim, o "empréstimo" ficou para sempre, tipo: "Deus lhe pague!".

Durante o ato de assinatura da LOC, Rollemberg desconheceu os protestos, elogiou o Fórum de Cultura, mas não mencionou o artigo 81 em nenhum momento de seu discurso.

Rollemberg e o secretário de Cultura Guilherme Reis repetiram a lista de obras por serem feitas (508 Sul, MAB, Centro de Dança, reformas do Teatro Nacional e os centros culturais de Samambaia (está para ser inaugurado, falta o mobiliário), Planaltina e Ceilândia. Todas as promessas ficaram para ser cumpridas no ano eleitoral de 2018.

Guilherme Reis destacou a entrega do Foyer da Villa Lobos como um fato relevante, embora o teatro continue fechado e sem data para ser reaberto. O secretário ainda elogiou os "grilos falantes" do Fórum de Cultura, como se o que os militantes falam fossem "excelentes" contribuições à sua pasta. Pelas faixas exibidas e pelas palavras de ordem, a situação é um pouco diferente.

Rollemberg destacou dois legados de seu governo: o fechamento do Lixão da Estrutural e a desocupação da orla do Lago Paranoá. Sobre essa última promessas ele disse que fará a entrega completa do Lago Norte e do Lago Sul na próxima semana.

Criado em 2017-12-07 15:27:55

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