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Debate: “Um céu de estrelas” – do grotesco e do sublime

O evento será transmitido ao vivo no canal do YouTube da BCE/UnB nesta quarta-feira, dia 17/6, às 17h30. Este debate sobre o filme Um Céu de Estrelas, de Tata Amaral (1996), é promovido pelo Cineclube da Biblioteca Central da UnB e faz parte do Ciclo Cinema Brasileiro revisto em 5 décadas. O convidado é o professor de cinema João Lanari. O filme pode ser visto de graça no Spcine play.

Sinopse – Dalva, uma cabeleireira do bairro da Mooca, São Paulo, decide romper seu relacionamento de 10 anos com Vítor, um metalúrgico, também do bairro. Em seguida, ganha um concurso de cabelo e uma passagem para concorrer as finalíssimas em Miami. Vê nesta viagem a possibilidade de se livrar do universo opressivo em que vive e decide ficar por lá, afastando-se da mãe e do ex-noivo. O filme começa quando Dalva está arrumando sua mala, para viajar no dia seguinte. Ainda não teve coragem de contar para a mãe. Toca a campainha. É Vítor quem chega.

Um Céu De Estrelas, em seu lançamento, foi festejado pela imprensa como um dos melhores longas da nova safra de filmes brasileiros dos anos 90, a safra batizada de retomada do cinema nacional. Foi também um filme muito premiado (Trieste/97, Biarritz/96, Boston/97, Havana/97), tanto pelos méritos da diretora quanto pelos da atriz principal, Alleyona Cavalli (hoje, Leona Cavalli).

A história, retirada de um livro de Femando Bonassi, foi livremente adaptada por Jean-Claude Bernardet e Roberto Moreira com a colaboração de Márcio Ferrari. O longa de Tata Amaral é um filme de orçamento baixo – cerca de U$ 380 mil – e de ação claustrofóbica, cerrada no cenário único de uma casa da classe baixa paulistana.

O filme, na íntegra, pode ser visto no Spcine play - aproveite, é de graça.
______________
Serviço:
Evento: Debate sobre o filme Um Céu de Estrelas, de Tata Amaral (1996)
Convidado: Professor João Lanari
Dia
: 17/6
Hora: 17h30
Formato: Vídeo conferência com transmissão ao vivo pelo canal YouTube BCE/UnB

Criado em 2020-06-15 18:22:26

PT registra Lula candidato à Presidência da República. Campanha começa amanhã

O Partido dos Trabalhadores (PT) registrou na tarde de hoje (15/8), no Superior Tribunal Eleitoral (TSE), em Brasília, a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao cargo de Presidente da República numa coligação entre PT, PCdoB e Pros.

A chapa, denominada “O Povo Feliz de Novo”, começa sua campanha eleitoral a partir de amanhã (16/8), conforme o calendário divulgado pelo TSE.

Caberá ao Tribunal decidir se mantém a candidatura de Lula diante de eventuais pedidos de impugnação. Enquanto isso, Lula continua preso em Curitiba aguardando os resultados dos vários recursos que serão julgados. O que não se sabe é quando o TSE dará sua palavra final sobre o assunto, para que os recursos do PT sigam para o STJ e para o STF conforme prevê a Lei da Ficha Limpa.

Como era previsto, milhares de militantes e simpatizantes do partido e de Lula acompanharam Fernando Haddad, Manuela D´Avila, Gleise Hoffman, presidente do PT e Dilma Rousseff, candidata ao Senado por Minas Gerais. Os apoiadores participaram da Marcha Lula Livre.

Nas palavras de Fernando Haddad, “o registro da candidatura de Lula é um ato de obediência à vontade da população e à Constituição Federal”.

Uma carta assinada por 152 juristas foi entregue junto com o pedido de inscrição. Nela, os signatários defendem a Constituição Federal e a legalidade e a candidatura de Lula. O apoio nacional e internacional à candidatura de Lula vem crescendo, e os juristas são enfáticos em afirmar que Lula tem direito a ser candidato, participar de debates e ter seu nome nas urnas no próximo dia 7 de outubro.

Haddad leu uma carta escrita por Lula (leia a íntegra abaixo). No texto, Lula reafirma seu direito de se candidatar e denuncia que sua prisão é “ilegal, sem crime e sem provas”.

Íntegra da carta de Lula ao povo brasileiro:

“Registrei hoje a minha candidatura a Presidência da República, após meu nome ter sido aprovado na convenção do PT e com a certeza de que posso fazer muito para tirar o Brasil de uma das piores crises da história.

A partir dessa aprovação do meu nome pelas companheiras e companheiros do PT, do PCdoB e do Pros, passei a ter o direito de disputar as eleições.

Há um ano, um mês e três dias, Sérgio Moro usou do seu cargo de juiz para cometer um ato político: ele me condenou pela prática de “atos indeterminados” para tentar me tirar da eleição. Usou de uma “fake News” produzida pelo jornal O Globo sobre um apartamento no Guarujá.

Desde então o povo brasileiro aguarda, em vão, que Moro e os demais juízes que confirmaram a minha condenação em segunda instância apresentem alguma prova material de sou o proprietário daquele imóvel. Que digam qual foi o ato que eu cometi para justificar uma condenação. Mas o que vemos, dia após dia, é a revelação de fatos que apenas reforçam uma atuação ilegítima de agentes do Sistema de Justiça para me condenar e me manterem na prisão.

Chegou-se ao ponto em que uma decisão de um desembargador que restabelecia a minha liberdade não foi cumprida por orientação telefônica dada por Moro, pelo presidente do TRF4 e pela procuradora Geral da República ao Diretor-Geral da Polícia Federal.

Como defender a legitimidade de um processo em que conspiram contra a minha liberdade desde o juiz de primeira instância até a Procuradora-Geral da República?

Sou vítima de uma caçada judicial que já está registrada na história.

Tenho certeza de que se a Constituição Federal e as leis desse país ainda tiverem algum valor serei absolvido pelas Cortes Superiores.

A expectativa de que os recursos apresentados pelos meus advogados resultem na minha absolvição no STJ ou no STF é o que basta, segundo a legislação brasileira, para afastar qualquer impedimento para que eu possa concorrer.

Não estou pedindo nenhum favor. Quero apenas que os direitos que vem sendo reconhecidos pelos tribunais em favor de centenas de outros candidatos há anos também sejam reconhecidos para mim. Não posso admitir casuísmo e o juízo de exceção.

O Comitê de Direitos Humanos da ONU já emitiu uma decisão que impede o Estado brasileiro de causar danos irreversíveis aos meus direitos políticos – o que reforça a impossibilidade de impedirem que eu dispute as eleições de 2018.

Quero que o povo brasileiro possa decidir se me dará a oportunidade de, junto com ele, consertar este país.

A partir de amanhã, vamos nos espalhar pelo Brasil para nas ruas, no trabalho, nas redes sociais, mas principalmente olhando nos olhos das pessoas, lembrar que esse país um dia já foi feliz e que os mais pobres estavam contemplados no orçamento da União como investimento, e não como despesa.

Cada um de vocês terá que ser Lula fazendo campanha pelo Brasil, lembrando ao povo brasileiro que nos governos do PT o povo trabalhador teve mais emprego, maiores salários e melhores condições de vida.

Que um nordestino que mora no Sul podia visitar sua família de avião e não somente de ônibus.

Que um pobre, um negro, ou um índio podia ingressar na universidade.

Que o pobre podia ter casa própria e comer três vezes ao dia.

Que a luz elétrica era acessível a todos.

Que o salário mínimo foi aumentado sem causar inflação.

Que foi posto em prática aquele que a ONU considerou o melhor programa de transferência de renda do mundo, beneficiando 14 milhões de famílias e tirando o Brasil do mapa da fome.

Que foram criadas novas universidades e novos cursos técnicos.

Para recuperar o direito de fazer tudo isso e muito mais é que sou candidato a Presidente da República.

Vamos dialogar com aqueles que viram que o Brasil saiu do rumo, estão sem esperança mas sabem que o país precisa resolver o seu destino nas urnas, não em golpes ou no tapetão.

Lembrar que com democracia, com nosso trabalho, o Brasil vai voltar a ser feliz.

Enquanto eu estiver preso, cada um de vocês será a minha perna e a minha voz. Vamos retomar a esperança, a soberania e a alegria desse nosso grande país.

Companheiras e companheiros, o Moro tinha até hoje para mostrar uma prova contra mim. Não apresentou nenhuma! Fato indeterminado não é prova! Por isso sou candidato.

Repito: com meu nome aprovado na convenção, a Lei Eleitoral garante que só não serei candidato se eu morrer, renunciar ou for arrancado pela Justiça Eleitoral. Não pretendo morrer, não cogito renunciar e vou brigar pelo meu registro até o final.

Não quero favor, quero Justiça. Não troco minha dignidade por minha liberdade.

Um forte abraço”,

Lula

Criado em 2018-08-15 22:27:25

Meu caro amigo Roger Waters

Cristiano Torres (*) –

Permita que eu fale assim, ainda que pessoalmente não tenha me apresentado antes. Conheço você e seu trabalho desde pequeno e escrevo agora para agradecer a você.

Para te agradecer por ser este grande amigo do Brasil, por não ter medo de dizer a verdade, nem de apontar a perda de rumos do País. Obrigado por defender a vida e por homenagear nossos mortos. Por não ter medo de expor a ferida e mostrar os desafios e dores que teremos pelo caminho.

Muitos brasileiros hão de concordar comigo e dizer: “Obrigado por tudo!” Principalmente por não ter medo. Esse mesmo medo que hoje nos conduz a uma trilha obscura e cheia de perigos.

Quero lhe agradecer também por me acompanhar desde muito novo e ensinar — com a sua arte e a do Pink Floyd — a ser antifascista. Você foi mais um dos importantes guias.

Permita-me te contar uma estória e me apresentar. Uma estória sobre reencontros. E sobre emoção e esperança.

Meu nome é Cristiano, sou jornalista e tenho 43 anos. Nasci algumas semanas antes do lançamento do LP "Wish you were here" e, desde criança, me acostumei a escutar, com meus pais, as clássicas canções do rock inglês — Beatles, Rolling Stones e Pink Floyd, principalmente.

Há alguns dias, depois de toda a intensidade provocada pela sua apresentação da turnê "Us+Them" aqui em Brasília, e principalmente por causa de todo amor e respeito que você demonstra pelas pessoas (por todas as pessoas!), redescobri dentro de mim algo que há muito estava esquecido e que, de tão importante, carrego comigo até hoje, graças a você também!

Permita que eu conte a você um pouco da minha vida, para que entenda.

Entre os 13 e 14 anos, tomado por aquela tão comum coragem adolescente, de quem quer fazer seu próprio caminho, comecei a decidir eu mesmo que músicas ouvir, que livros ler… enfim, procurei formar o meu próprio gosto do mundo. Escolhi alguns LPs e fitas cassete que estavam por ali, em casa, e escutei, escutei, escutei avidamente durante meses, e com toda a atenção. Entre elas, umas das minhas preferidas era o cassete do álbum "Animals", do Pink Floyd, que eu contrabandeei para o meu quarto e consumi profundamente durante todo aquele ano. Foi minha primeira paixão "pink floydiana".

Gostava bastante de ouvir esse disco ao deitar, muitas vezes adormecendo antes mesmo da música terminar. Naquela época, o "Animals" era para mim quase como uma canção de ninar.

Percebo hoje, porém, que esse disco foi, também, a minha trilha sonora pessoal de uma época de mudanças radicais no Brasil.

Era 1989, época em que o Brasil estava, como hoje, tomado pelo espírito cívico e pelo desejo de mudança. Naquele ano estávamos em festa. Toda a população poderia novamente tomar nas mãos os destinos do país: haveria uma eleição, finalmente, 25 anos depois do Golpe de 1964, que marcou o Brasil com uma cruel ditadura de longos 21 anos.

Todos queriam participar, inclusive nós, meninos e meninas que ainda não podiam votar. Por isso, escolhi um candidato, fiz campanha e decidi ler, ver o ouvir tudo o que eu podia. Conversava com amigos, lia os jornais, assistia aos debates, participava dos comícios e manifestações… E lia livros, muitos, principalmente os de política. Desses, dois me impressionaram sobremaneira: ambos de George Orwell, grande crítico dos totalitarismos.

Foi escutando Pink Floyd — "Animals", principalmente — que eu conheci "A Revolução dos bichos" e "1984", dois dos mais importantes libelos antifascistas já escritos. Na época não compreendia as letras de suas músicas, pois não dominava nada em inglês. E qual não foi minha surpresa ao descobrir, anos depois, que o meu tão adorado cassete era inspirado nesses livros e, da mesma forma, um libelo antifascista!

Só depois da sua apresentação, dias atrás, percebi a feliz coincidência que reuniu George Orwell, seus discos e a democracia no Brasil. Por isso, gostaria de te agradecer — como fã, claro, mas principalmente como brasileiro — por participar hoje de um dos momentos mais difíceis de nosso País, em que a democracia se encontra novamente ameaçada.

Para mim é um reencontro: 29 anos depois, sua música e os anseios do Brasil estão reunidos, com todos os medos e esperanças que as grandes mudanças provocam. Naquela época, era o sonho democrático e o desejo de reunião, de pacificação entre nós; hoje, o perigo do regresso, uma nova divisão — a ameaça, novamente, da ditadura.

Mas reunião também deste homem de 43 anos com aquele menino de 14, que ainda acreditava que podia mudar o mundo de uma vez, para melhor.

Ouvindo suas canções de novo, e ao vivo, reencontrando os animais de sua música — "Dogs" e "Pigs" —, animais que, no entanto, falam mais do que tudo dos homens e mulheres que vivem, desejam, se perdem e sonham, que têm medo e raiva. Redescobri também uma renovada esperança. Por mais sombrio que seja o caminho, não tenho mais medo. Tenho renovada a fé e a esperança daquele menino de 14 anos, tão perto dos destinos da nação.

Resistir: sem dúvida, o que nos resta é resistir! Como muitos gostam de dizer, luto, para mim, é verbo. Com Marielle Franco, com Mestre Moa do Katendê. Com todos os nossos ancestrais.

Obedecendo à Lei e à Vida.

Um forte abraço, do tamanho do nosso Cristo Redentor, que há de nos proteger, junto com todos os Orixás.

Como disse o Pelé, certa vez: “Love, Love, Love!”. É tudo de que nós precisamos.

____________________

(*) Cristiano Torres é jornalista.

Criado em 2018-11-01 14:08:21

Para manter acesa a memória do Che

Pedro Tierra (*) -

Quando o Tempo regressar dos seus labirintos
para inquirir a pedra dos séculos
– armado com a artilharia dos relâmpagos –,
este século de cinza e rebeldia
oferecerá a face fugidia deste homem
que escapa aos desígnios do mercado
e sempre recusará o altar dos deuses.
Ernesto Che Guevara: apenas um homem,
talhado em ternura e valentia.
Comandante, companheiro,
que meu verso possa te devolver ao Continente:
dou por terminada a temerária tarefa da ressurreição.
_______________
(*) Pedro Tierra, neste 14 de junho de 2020, para manter acesa a memória do Che. Ernesto Guevara nasceu no dia 14/6/1928, em Rosário, Santa Fé, Argentina. E foi assassinado em 9/10/1967, aos 39 anos, em La Higuera, Santa Cruz, Bolívia.

Criado em 2020-06-14 17:58:04

PT-DF lança Júlio Miragaya ao Buriti. Wasny de Roure e Marcelo Neves ao Senado

O Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou o nome de Júlio Miragaya (61 anos) para concorrer ao Palácio do Buriti nas eleições de outubro. A escolha ocorreu no encontro democrático regional, neste sábado (28/7), no auditório da Câmara Legislativa do DF. Para compor a chapa majoritária, disputando vaga para o Senado, foram escolhidos Marcelo Neves e Wasny de Roure.

Ficou definida como candidata ao cargo de vice-governadora a agricultora familiar e bacharel em direito, Claudia Farinha, a única mulher na chapa majoritária.

Júlio Miragaya e Afonso Magalhães disputaram a indicação para o GDF, enquanto o deputado distrital Wasny de Roure, o jurista Marcelo Neves e o sindicalista Chico Machado compuseram a lista de postulantes ao Senado. Em uma carta escrita de próprio punho, o ex-presidente Lula referendou o nome de Neves na disputa.

Miragaya faz parte de um coletivo interno do PT chamado Diálogo e Ação Petista. Ele presidiu a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) durante a gestão de Agnelo Queiroz.

No encontro dos petistas ficou definido que o partido terá 26 candidatos a deputado distrital, 16 para federal. A divulgação dos nomes para a competição proporcional ficou para depois. Mas o PT antecipou que, dos 16 postulantes à Câmara Federal, oito são mulheres – acima do percentual estabelecido de 30%. O nome mais forte é o da deputada Erika Kokay, atual presidente do PT-DF.

Entre os 26 petistas que irão disputar cadeiras na Câmara Legislativa do DF (CLDF), estão o deputado distrital Chico Vigilante, o ex-deputado federal Geraldo Magela, a ex-vice governadora do DF Arlete Sampaio, o ex-deputado federal e ex-presidente do PT-DF Roberto Policarpo e o distrital Ricardo Vale.

As decisões de sábado (28/7) serão ratificadas na convenção nacional do partido, em 3 de agosto. A formalização dos candidatos ao governo e ao Senado será em 5 de agosto, e o registro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no dia seguinte, portanto antes do prazo final fixado pela Justiça Eleitoral, que é 15 de agosto.

A indicação do economista Júlio Miragaya foi aprovada por 134 votos dos cerca de 300 delegados ao encontro, em disputa com o também economista Afonso Magalhães, que recebeu 109 votos.

Miragaia é doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável e ex-presidente do Conselho Federal de Economia e da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) durante o governo de Agnelo Queiroz.

“O mais importante desse Encontro Democrático do PT-DF foi a demonstração de unidade, tínhamos 2 candidaturas para o governo e 3 para o Senado, mas todas elas afirmando a importância da defesa de Lula e do PT como grande instrumento de combate aos golpistas e a direita no Brasil e no DF”, diz Miragaya.

Na mesma linha, manifestou-se a deputada federal e presidenta do PT-DF, Erika Kokay. “O partido está pronto para as disputas no DF e no Brasil. O partido vem para defender o legado dos governos democráticos e populares de Lula e Dilma, para defender a democracia, a liberdade e os direitos. O partido vem com unidade e força para disputar o governo federal e o Palácio do Buriti”, disse a parlamentar.

Ao confiar a Júlio Miragaia a tarefa de disputar o GDF, os representantes do partido o incumbiram também de liderar a mobilização da militância petista, dos movimentos sociais e dos ativistas do movimento suprapartidário de resgate da democracia no país.

O PT-DF está encarregado de mobilizar para o ato político que ocorrerá no dia 15 de agosto, em Brasília, para inscrição de Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como candidato à Presidência da República.

Diretrizes para o programa de governo

Foram aprovados os três eixos das diretrizes do programa de governo: 1) Combate à desigualdade e à extrema pobreza; 2) Constituição um projeto de desenvolvimento econômico ambientalmente sustentável; e 3) Promoção da integração regional e metropolitana.

Ao estabelecer o combate à desigualdade social e à extrema pobreza como um dos nortes do seu programa, o PT-DF parte da constatação de que o Distrito Federal é uma das unidades da federação mais desiguais e com uma das maiores taxas de migração, o que acentua a desigualdade. Essa desigualdade se expressa em três dimensões no DF: econômica (grande diferença de renda), espacial (grande diferença de bens e serviços entre o centro, as Regiões Administrativas e os municípios do entorno) e simbólica (grande diferença entre servidores públicos e demais ocupações).

Já a segunda diretriz, cujo foco é desenvolvimento econômico ambientalmente sustentável, está relacionada ao fato de que parte da desigualdade predominante no Distrito Federal é resultado de uma economia muito dependente do setor público e pouco diversificada. O entendimento é de que o DF precisa se industrializar como forma de desenvolver sua economia e ampliar a oportunidade de emprego e a arrecadação do Estado para promover políticas públicas.

O programa petista está estruturado também na ideia de que só é possível combater a desigualdade e gerar desenvolvimento do DF se for considerada a integração do plano piloto com as demais Regiões Administrativas e destas com as cidades do entorno que formam a região metropolitana do Distrito Federal.

Articulados entre si, os três eixos do programa de governo resultam nas seguintes prioridades:

– Desenvolver políticas de industrialização no DF e na Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entrono (RIDE) como forma de diversificar a economia, ampliar a arrecadação e gerar empregos – o DF e região metropolitana registram taxa de desemprego de 21%, uma das mais altas do país.

– Ampliar investimentos e melhorar a gestão das políticas públicas de mobilidade urbana, saúde e educação, iniciativas que se constituem em alavancas de combate à desigualdade, na medida em que criam robusta rede de proteção social integrada com a RIDE, e de criação de ambiente favorável ao desenvolvimento econômico na medida em que permite condições de capacitação e salário indireto que barateia o custo de vida e o custo da empregabilidade.

Perfil do candidato Júlio Miragaya (foto de Ricardo Botelho)



Júlio Flávio Gameiro Miragaya é carioca do bairro de Bangu, nascido em 1957, filho de pai padeiro e mãe dona de casa. Reside em Brasília desde 1992, atualmente na 413 Sul.

Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável pelo CDS da UnB. Foi assessor na Câmara dos Deputados e Senado e Coordenador no Ministério de Integração Nacional. Foi presidente da Codeplan no governo Agnelo.

Integrou a executiva da CUT-RJ e diversas entidades de classe além de presidir o Conselho Federal de Economia. Militou no movimento estudantil da UFRJ desde 1975. Fundador do núcleo pró-PT da UFRJ e presidente da Zonal do PT-RJ (Inhaúma) em 1980.

Foi dirigente executivo Estadual do PT-RJ. É membro da coordenação do Diálogo e Ação Petista no DF (DAP) e foi delegado ao Congresso do PT/DF de 2017 participando da chapa unitária como um dos delegados da tese Unidade pela Reconstrução do PT.

Perfil do candidato ao Senado pelo PT-DF: Marcelo Neves

Marcelo Neves é Professor Titular de Direito Público da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (FD-UnB), tendo lecionado anteriormente na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco e Faculdade de Direito do Largo do São Francisco da USP, além de passagens pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e pelo Instituto Brasiliense de Direito Público.

No exterior, Marcelo Neves lecionou na Universidade de Fribourg da Suíça, Universidade de Frankfurt am Main e Universidade de Flensburg, ambas na Alemanha. Também é professor visitante do Instituto Max Planck de História do Direito Europeu.

Obteve o título de Doutor em Direito no ano de 1991 pela Universidade de Bremen na Alemanha, fez pós-doutorado na London School of Economics and Political Science na Inglaterra e Universidade Johann Wolfgang Goethe na Alemanha.

Fora da área acadêmica, Marcelo Neves ocupou uma vaga no Conselho Nacional de Justiça entre 2009 e 2011 e foi Procurador Judicial do Recife de 1981 até 1996. Tem extensa produção científica na área da Sociologia Jurídica e Direito Constitucional, sendo considerado um dos expoentes do pensamento jurídico brasileiro.

 

Criado em 2018-07-29 15:30:07

Demonização do PT, banalização do mal e coisificação do país

José Carlos Peliano (*) –

Estudos científicos comprovam que escutar música tem efeitos benéficos para o organismo humano e por extensão aos demais organismos das plantas e animais e a música de Mozart, por exemplo, faz bem para o coração em especial e a redução do stress em geral. Já “As Rosas não Falam” do grande sambista Cartola simplesmente exalam o perfume do amor e da sagração feminina.

No mesmo sentido, martelar diuturnamente nos ouvidos notícias de uma nota só, perdão Tom Jobim e Newton Mendonça pelo uso indevido do tema, não só afunilam as expectativas diárias como também reduzem ou dificultam as possibilidades de encontrar alternativas melhores.

Desde a instalação no STF, em 2005, do processo conhecido por mensalão que se deu início ao martelar diário nos jornais, revistas, rádios e TVs de um ataque sem tréguas, sem precedentes, parcial, seletivo e direcionado, ao Partido dos Trabalhadores e seus membros.

Independentemente da opinião de um lado e outro, pois há argumentos contra e a favor, a elite tupiniquim conseguiu ajudar e galvanizar a demonização do partido e sua administração federal.

São muitas as razões de terem colocado na fogueira da inquisição bananeira o demônio caricaturado. Desde não engolirem um metalúrgico, nordestino, sem curso superior, com menos um dedo numa das mãos, falando do jeito do povo, até verem políticas públicas serem direcionadas para os mais pobres e não para projetos e vantagens fiscais em benefício dos grandes empresários do campo e da cidade, especuladores, financistas e rentistas. Os mais ricos sentiram-se preteridos pelos mais pobres.

A aplicação equivocada, ou até mesmo proposital, da teoria do domínio do fato**, sem o respaldo jurídico correto, imparcial, entendido, conforme opinião do criador da teoria, Claus Roxin***, acabou gerando condenações injustas e irreversíveis. Daí parte do ódio ao PT e seus representantes.

A demonização, então, teve raízes ideológicas e oportunistas, em poucas palavras, o comando do país não deveria estar nas mãos de Lula nem o comando do Congresso sob a influência representativa do PT. A elite conservadora, reacionária e hipócrita rejeitava essa arrumação político-partidária, embora tenha sido a maioria dos eleitores que a consagrou nas urnas. Era o início do golpe branco contra o PT.

No desenrolar desse processo, as camadas das classes alta e média alta, igualmente de formação conservadora, passaram a apoiar o movimento, de início midiático e jurídico, mais tarde também parlamentar, de afastamento do PT e seguidores do poder. Parte das camadas populares, diante do bombardeamento diário da mídia de um lado e da falta de formação política de outro, acabou por sucumbir às denúncias e condenações, mesmo que muitas delas inverídicas, fantasiosas, inventadas.

Se o massacre midiático pressionou e encurralou o governo Lula, que tirou o país do buraco e o levou a 6a economia do planeta, o pior veio com Dilma que não conseguiu reeditar Lula, especialmente em seu segundo mandato, não terminado.

Ao invés de continuar a aplicar políticas de crescimento com investimentos em infraestrutura, não apenas com redução localizada de alguns tributos, Dilma resolve aplicar uma política contracionista com forte ajuste fiscal, da cartilha da austeridade de Joaquim Levy. Isso acaba por aprofundar a crise, levando-a ao impeachment. Ironicamente, o espaço por ela aberto à direita em seu segundo mandato é por onde o golpe entra e toma o seu lugar.

De todas as maneiras, há que ser lembrado, pois sempre “esquecido” pela maioria de seus críticos de plantão, que ela não tinha apoio no Congresso Nacional, entre os de oposição declarada e os da base podre de apoio. Nessas circunstâncias, não havia como levar qualquer proposta melhor para o país pois já ia para lá fadada ao fracasso, caso de tantas engavetadas pela presidência da Câmara.

A atuação de Joaquim Barbosa, então presidente do STF, ainda no governo Lula, condenando só com denúncias, surtiu efeito, e as instâncias judiciais inferiores seguiram em muitos casos o enredo. O demônio vermelho, então, vai tomando conta aos poucos da vida política do país. O maior reduto de resistência dessa campanha fraudulenta de enganação foi o Nordeste, cuja votação a favor do PT se manteve em níveis altos, em geral maiores do que nas demais regiões do país. Enfrentaram os nordestinos incólumes a sanha contrária vinda das demais regiões.

Por quê? Porque, apesar de desacertos, reconheceram os feitos dos governos petistas, entre outros, a redução da pobreza, a inclusão de mais de 30 milhões de pessoas no mercado de consumo, o controle da inflação, o aumento de estudantes pobres na universidade e nas escolas técnicas recém-criadas, entre outros. A maior conquista, porém, reconhecida mundialmente, inclusive pela ONU, foi a diminuição da desigualdade secular de renda entre os habitantes. O bolo com cobertura vermelha foi, enfim, saudavelmente melhor repartido nesse período, particularmente nos três primeiros mandatos do PT, e menos diferenciado entre ricos e pobres.

Tachado, então, de corrupto pela máquina midiática, jurídica e parlamentar, assim como seus membros ou simpatizantes, o PT vai perdendo espaço político. O mal banaliza-se. Petista não presta, o partido engana o povo, o presidente petista deve sair rápido do poder e não ser mais eleito, “toda essa raça tem de ser excluída da política nacional”. Lá e acolá começa a pipocar violência localizada contra grupos petistas. O diabo teria que ser banido da vida brasileira. Os arautos do incentivo à banalização foram os jornalões, os canais de televisão, os parlamentares da oposição e membros do judiciário.

O golpe sai do Congresso e chega e se espalha nas ruas. A banalização do mal chega às mídias sociais e aí o leite derrama de vez.

Insuflados por grupos minoritários, tipo MBL e que tais, os integrantes das redes começam a destruir a imagem do PT, seus representantes, membros e simpatizantes. A destruição é de todo tipo, desde partidária, até pessoal.

Ninguém e nada escapa. Enquanto isto, as chamadas autoridades públicas não agiam, mudas, surdas, cegas, deixavam correr a sanha vingativa e surreal.

Sem ter a quem recorrer internamente, o PT foi sendo pouco a pouco massacrado, os tribunais parciais ou recebiam, mas não acolhiam ações, ou simplesmente as descartavam de pronto. Restou ao partido recorrer a tribunais internacionais, onde teve apoio e repercussão. No meio da demonização chega-se ao cúmulo de prender Lula em um processo comandado por Moro, onde não há prova de nenhuma denúncia apresentada, segundo opiniões de juristas de renome nacional e internacional. A indústria da delação premiada ganha status no foro de Curitiba, mesmo sem qualquer prova concreta, objetiva, convencional, apenas indícios, suposições e convicções. A caça às bruxas chega ao ápice no país.

Demonizado o PT, banalizado o mal, tudo sem controle, pois sem bom senso, respeito, cidadania, solidariedade e justiça, ocorre a coisificação do país. Solta às ruas há tempos a radicalização entre petistas e anti-petistas, entre corruptos e puros, entre o mal e o bem, os adjetivos surgem de imediato, coisas ruins e coisas boas. Ou isso é coisa de demônio, coisa de corrupto, coisa de mentiroso. Ou isso é coisa do Senhor, coisa de Cristo, coisa da verdade. Entra em ação na mixórdia política e ideológica a religião, notadamente pela disseminação de condenações estapafúrdias de alguns pastores evangélicos.

Faz parte da corrente de coisificação esconder os males da corrupção assignados não à esquerda, representada pelo PT, mas aos outros partidos e representantes da direita. Estes com provas, áudios, vídeos e testemunhas.

Mas o diabo é ainda vermelho. Foi assim, por exemplo, com a sala carregada de milhões em nome de Geddel Vieira Lima e nada aconteceu. O mesmo com outros tantos milhões, esses de dólares, em nome de José Serra no exterior e de forma semelhante a justiça nem se mexeu. Outro alarmante, o processo contra Aécio Neves prescreveu na gaveta do STF.

Entre outros de igual absurdo e quilate de verdadeira e comprovada corrupção. A cor do mal permanecia vermelha a todo custo, jeitinho e injustiça.

Diante do caos reinante na representatividade na política do país, na respeitabilidade da justiça e na confiabilidade da mídia escrita, falada e televisada, arranjaram das fileiras da inexpressividade um candidato sem currículo para a Presidência da República. Com toda a história do país jogada às favas em poucos anos, ele assume o ódio jogado sobre o PT, o desprezo pela democracia e a desumanização dos desprezados pelos arautos da insânia – os pobres, negros, índios, LGBTs e mulheres.

A barbárie travestida de ditadura está às portas do Brasil, caso o projeto de coisificação se alastre e se aprofunde mais e tome conta de fato no segundo turno da eleição dos rincões e cidades brasileiras. É o resultado do processo de condenação e queima do movimento de diminuição das diferenças socioeconômicas iniciado pelos governos petistas. O conservadorismo, o radicalismo, a meritocracia e o elitismo não querem que isso aconteça, querem continuar no domínio da nação, mandando nos demais, trabalhadores e brasileiros mais pobres. Já vimos esse filme outras vezes, infelizmente, que redundaram em massacres, mortes e destruição de nações e cidadanias.

O pouco tempo que resta é para virar as previsões das pesquisas, ainda há

muita gente que vai votar como gado, quando um mais destrambelhado e despolitizado grita impropérios mais alto e o resto segue atrás. O país não merece esse absurdo que se avizinha. Da amada terra do Brasil.

Resta-nos permanecer na luta e acreditar e como nos lembra Marcelo Rubens Paiva: “apesar de você, as cores do arco-íris continuarão as mesmas, ele sempre estará entre o céu e a terra, continuará lindo a nos emocionar”. E celebrar sempre a humanidade e sua diversidade como nos versos luminosos do poeta negro Solano Trindade: “subi ao monte pra ver o homem da terra e vi que o homem é maior que a terra”. Assim seja.

___________________

(*) José Carlos Peliano é poeta, escritor, economista.

**https://www.google.com.br/amp/s/leonardoboff.wordpress.com/2012/11/02/dominio-do-fato-e-fato-do-dominio/amp/

***https://www.conjur.com.br/2014-set-01/claus-roxin-critica-aplicacao-atual-teoria-dominio-fato

Criado em 2018-10-24 19:09:05

Vigília Silenciosa – 3º Ato – Quem partiu é amor de alguém

A terceira performance artística idealizada por trabalhadoras e trabalhadores do setor cultural do Distrito Federal volta a espalhar empatia, amor e afeto nas ruas e no céu da capital do Brasil. Dessa vez, o ato acontecerá no dia 15 de junho, segunda-feira, das 17h às 17h30, na Catedral de Brasília – Esplanada dos Ministérios.

Quem partiu é amor de alguém, uma Vigília Silenciosa, sob a direção de Hugo Rodas e José Regino chega ao seu terceiro ato nesta segunda-feira (15/6). A idealização dos atos, que compõem uma série de cinco performances, partiu da sensibilidade de profissionais da cultura do DF e têm como propósito afirmativo de que todas as vidas importam.

O primeiro ato, realizado dia 1º de junho, nos arredores da Rodoviária do Plano Piloto, foi em solidariedade às vítimas da Covid-19. O segundo, que ocupou a Praça do Museu da República no dia 8, reforçou o clamor pela manutenção do estado democrático, denunciou o racismo, o genocídio dos povos indígenas, aos descasos do governo federal frente à pandemia e a cultura nacional.

O terceiro ato terá como cenário a Catedral de Brasília, obra assinada por Oscar Niemeyer. A atividade coletiva prestará homenagem a todos os profissionais da saúde. A série de Vigílias Silenciosas, em formato de performance, apresenta uma modalidade artística híbrida, que mescla as linguagens do teatro, do circo, das artes visuais, do audiovisual e arquitetônicas.

Para este próximo ato, a coordenação espera a participação de 120 performáticos, e todos e todas seguirão todas as medidas de segurança recomendadas pela OMS.

De impacto visual marcante aliado à força poética, os registros das vigílias, em vídeo e foto, vêm estampando galerias virtuais e matérias em veículos de imprensa nacional e ao redor do mundo, bem como rendeu importante cobertura jornalística na mídia local.

A coordenação convida a todas e a todos a espalharem amor, afeto e empatia nas redes: “Acessem, sigam e compartilhem imagens postadas no perfil @quempartiueamordealguem, no Instagram, utilizando as hashtags #QuemPartiuéAmordeAlguém #VigíliaSilenciosa #FiqueemCasa #LeiAldirBlanc #Somos70PorCento #Juntos #Coronavírus #Covid19 #ATAC #APTR #FrenteUnificadadaCulturadoDF #FórumdeTeatrodoDF #Performance”.

A performance será transmitida ao vivo, a partir das 17h do dia 15/6, através do perfil no Instagram @quempartiueamordealguem

Registros em vídeo:

           1º ATO: www.youtube.com/watch?v=cCB8scKtemM
            2º ATO: www.youtube.com/watch?v=fSiQ43ohiN0

Serviço:
3º Ato da Vigília Silenciosa
: “Quem Partiu é Amor de Alguém”
Local
: Catedral de Brasília – Esplanada dos Ministérios
Dia: 15 de junho, segunda-feira
Horário: das 17h às 17h30

Ficha técnica:
Criação e produção coletiva: Hugo Rodas, José Regino, Débora Aquino, Jorge Luiz, Diana Bloch, Suene Karim, Genice Barego, Kazuo Okubo, Daniel Madsen, Marcelo Calil, André Gonzales, Claudia Leal, Sergio Bacelar, Marcius Barbieri, José Delvinei, Bruno Caramori, Boca, Joy Ballard, Rodrigo Machado, Monica Ramalho, Sylvio Novelli, Ju Borgê, Tereza Padilha, Anderson Formiga, Juju Seixas, Jin Lopes, Bruno Gurgel, Allex Medrado, Lucas Souza, Camila Gama, Carlos Pontes, Cleber Xavier, Cléria Costa, Cynthia Silva, Gustavo Vieira, Ingrid Soares, Kalebe Lizan, Lidi Leão, Maria Carneiro Madeira, Marinalda Barros, Nicolly Miriã, Paulo Roberto, Reinaldo Amaral, Larissa Morais, Guilherme Monteiro, Camila Rodrigues, Analise, Lucas Sued, Beatrice Martins, Kretã Kaingang, Bruno Gurgel, Viviane Cardell, Fernando Bressan, Israel Marcos, Moacir Macedo, Nonato Ray, Maria Clara Farias, Paulo Andrade, Alaor Rosa, Ana Beatriz, Jirlene Pascoal, Aline Leão, Beatrice Martins, Lucas Lírio, Lorena Matos, Cleide Soares, Clarice Cardell, Chico Nogueira, Amelinha Cris, Bárbara Rodrigues da Silva, Cássia Olivier, Maia Marques, Kakau Teixeira, Celia Matsunaga, Rosanna Viegas e grande elenco.
Contatos para entrevistas: Hugo Rodas (61) 99875-7156 e Débora Aquino (61) 99825-7740
Assessoria de imprensa: Carmem Moretzsohn (61) 98142-0111; Rodrigo Machado (61) 98654-2569; Romário Schettino (21) 99294-0127 e Jaque Dias (61) 99988-9618.
Informações à imprensa: Rodrigo Machado (61) 98654-2569 - Território Comunicação - @territorio.comunicacao - no Facebook e Instagram

Acesse o portfólio aqui

Criado em 2020-06-12 16:16:24

CBJP se solidariza com Rogério Favreto

Em nota pública divulgada hoje (16/7) o Observatório Político da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) repudia “as perseguições que o desembargador Rogério Favreto vem sofrendo” por ter decidido em favor da soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 8 de julho.

A CBJP considera que “o magistrado está sendo atacado pelo exercício diligente de sua função” de plantonista-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), a que foi designado naquele domingo.

A CBJP, que é vinculada à Comissão Pontifícia Justiça e Paz, de Roma, e relacionada com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), presta sua solidariedade ao desembargador Favreto também por considerar que ele agiu de acordo com os procedimentos legais previstos no Regimento Interno do TRF4 quando decidiu em favor da libertação de Lula enquanto pré-candidato às eleições de 2018 .

Eis a íntegra da nota oficial da CBJP:
 
"O Observatório Político da Comissão Brasileira Justiça e Paz vem manifestar sua solidariedade ao desembargador Rogério Favreto com a convicção que a decisão por ele proferida, na qualidade de presidente do plantão do Tribunal Regional Federal da 4ª. Região, na data de 8 de julho de 2018, no HC n. 5025614-40-2018.4.04.000/PR, que tem como paciente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, correspondeu aos requisitos do art. 92, §1º do Regimento Interno do Tribunal e do ordenamento jurídico do país, sujeita a revisão como ocorre em decisões não definitivas, obedecidos os procedimentos legais.

Contudo, tal episódio rotineiro do mundo jurídico, foi transformado num espetacular imbróglio. Juízes, destituídos de competência e legalidade, chamaram para si o mister da decisão causando perplexidade à sociedade, espanto a renomados e renomadas juristas e, em especial, preocupação redobrada às entidades comprometidas com a democracia e com a pauta dos direitos humanos. Ocorreu de Juiz de primeiro grau, estranho ao feito, envidar procedimentos extra autos para obstruir decisão prolatada pelo desembargador de plantão, agravado pelo fato do referido juiz encontrar-se impedido do exercício por motivo de férias, gozadas fora do país.

A afronta ao estado de direito alcançou o ápice da ilegalidade com a obstrução do cumprimento da decisão judicial pela Polícia Federal. A outro Juiz, a ação inédita de se autoproclamar relator de processo não distribuído, afrontando regras e princípios, competência e autoridade do desembargador competente, o que foi na sucessão de “pirotecnismo” processual respaldado pelo presidente do Tribunal em total desrespeito à garantia democrática do juízo natural.

Ao final, com o claro intuito de inebriar os mais céticos que tais procedimentos foram praticados por quem deveria zelar pelo cumprimento das leis e respeito às instituições, engajaram-se diversas autoridades, nas agressões ao Desembargador que cumpriu seu dever de decidir, dentro de sua exclusiva competência, de acordo com sua consciência e dos fundamentos jurídicos manifestados na decisão.

Inaceitável que os poderes encarregados de distribuir a justiça e fiscalizar o estrito cumprimento constitucional se portem de maneira absolutamente ilegal, com claro intuito de escolher pessoas a serem presas e processadas, deixando impunes os que tripudiam sobre o Estado Democrático de Direito.

Lamentável que disso não se tenha apercebido a Ministra Presidenta do STJ ao negar o Habeas Corpus 457.922, impetrado contra os absurdos cometidos, quando em condições semelhantes à do desembargador plantonista Favreto, agiu ela mesma na condição de plantonista, de costas ao remédio constitucional que a tantos socorre, e que ignorado no regime ditatorial, causou graves prejuízos às pretensões dos impetrantes de resguardar à democracia, à vida, à justiça e à liberdade.

Lamentável que o País esteja vivendo um momento de excepcionalidades judiciais visivelmente direcionadas, colocando-o, aos olhos de todos inclusive da comunidade internacional, como nação onde o Direito não se cumpre e o direcionamento político prevalece em inúmeras decisões judiciais.

Repudiamos, assim, as perseguições que o desembargador Favreto vem sofrendo e reafirmamos nossa solidariedade ao magistrado que está sendo atacado pelo exercício diligente de sua função e, portanto, por seu previsível e esperado procedimento de procurar decidir, rapidamente, de acordo com sua consciência e os fundamentos jurídicos, mesmo que contrariando o poder instalado, na intenção de buscar a Justiça, como Calamandrei pretendeu, “mais pura que a coroa dos anjos, mais alta que a coroa dos reis”.

A magistratura brasileira precisa contar com juízes compromissados com os ditames constitucionais e com os princípios básicos do direito para que o povo brasileiro seja efetivamente guardião do Estado Democrático de Direito e avalizador das justas decisões prolatadas pelo Poder Judiciário”.

 Brasília, 16 de julho de 2018

Observatório Político da Comissão Brasileira Justiça e Paz

Criado em 2018-07-16 19:02:40

A politica como Guerra Híbrida - o triste fim da democracia brasileira

Geniberto Paiva Campos –

Mesmo para os brasileiros mais distraídos não seria assim tão difícil perceber a sequência de eventos que culminou com o desmonte do país em pouco mais de uma década.

Logo que o Partido dos Trabalhadores assumiu a Presidência da República, para espanto e revolta da elite verde-amarela, foi dada a partida para a conspiração permanente entre os poderes da República, incluindo a mídia, (o “quarto poder”). Chamou a atenção do distinto público a adesão entusiástica do Judiciário. No papel de novos salvadores da pátria, à semelhança dos tenentes da década de 1920, travestidos com as suas togas.

As operações midiáticas e judiciárias recebiam na pia batismal nomes adequados aos seus objetivos políticos: afastar o PT da presidência. O chamado Mensalão foi o primeiro deles. Todos com viés anticorrupção. Um pretexto cinquentenário.

À falta de provas ou evidências juridicamente consistentes, apelou-se para conceitos estranhos, alguns até esdrúxulos, para serem aplicados ao caso. A mídia se encarregava de torná-los palatáveis e aceitos, pela mera repetição, naturalizados.

E passamos a conviver com novos e intrigantes conceitos jurídicos aplicados prontamente no lugar de provas cabais: domínio do fato, por exemplo; e na ausência absoluta de provas, suas excelências apoiavam-se na literatura jurídica. Isso era dito e repetido sem nenhum tremor dos lábios ou sequer rubor facial de suas excelências meritíssimas, em suas togas imaculadas.

Assim, no alvorecer do século 21, começava o desmonte inexorável da nação brasileira.

Os anos de 2002, 2006, 2010 e 2014 marcam, na história política do país, uma sequência de vitórias eleitorais da coalizão política liderada pelo Partido dos Trabalhadores. Isso não poderia continuar sendo aceito pela elite verde-amarela. Era preciso fazer algo mais ousado e efetivo para afastar o PT da Presidência da República, antes que as suas reformas postas em prática e bem aceitas pela população se tornassem irreversíveis.

Utilizando todos os pretextos possíveis: aumento de 20 (vinte!) centavos nas passagens dos coletivos; realização da Copa do Mundo de futebol; o desvio de recursos da Petrobras, foi estabelecida uma nova estratégia: classe média nas ruas (sempre aos domingos) e a criação da operação Lava Jato, sediada na República de Curitiba. Sempre com o auxílio luxuoso da mídia e do Judiciário. Objetivo maior: tornar o antipetismo um dos maiores, senão o maior partido político brasileiro.

Comprovadas a força e o poder da coalizão anti-PT, seus integrantes começaram a agir de acordo com as estratégias definidas pelos seus comandos internos e externos: afastar a presidente Dilma; obter a condenação do ex-presidente Lula; eliminar o PT do jogo político e, finalmente, retomar o poder, de onde esteve afastada por mais de uma década. Tendo como escopo principal reduzir o Brasil a uma mera colônia, ou nação-estábulo, exportadora de matéria prima. Como falou Saul Leblon, com a voltagem de rapina em curso contra as conquistas recentes e os direitos históricos do povo brasileiro, com a sofreguidão dos ladrões diante do cofre.

Consumado o impeachment da presidente Dilma, por arranjos fraudulentos assumidos como causa, teve início o desmonte do país, do modo mais cínico e desavergonhado. E com pressa obscena.

O passo seguinte foi a condenação e a prisão do ex-presidente Lula, candidato imbatível a novo mandato presidencial. Prisão e condenação sem qualquer fundamentação jurídica, minimamente justificáveis. Deixando claro para todos: Lula é um preso político. Incomunicável. Proibido de assumir a candidatura presidencial, mesmo com a recomendação em contrário de organismos das Nações Unidas.

Dando sequência à denominada Guerra Híbrida (*) o Brasil continuou entregando as suas riquezas naturais a preços vis, perdendo a sua liderança tecnológica conquistada ao longo de décadas, alienando gradativamente a sua soberania, e com suas universidades públicas sob ameaça de liquidação. Completamente submetido ao deus mercado.

As eleições gerais de 2018 estão sendo atípicas. Pela primeira vez o país foi submetido aos Cyber Attacks, para os quais os partidos políticos não estavam preparados e a maioria deles ficando atônitos com os resultados.

Enfim, o Brasil entrou na era cibernética pela porta dos fundos e sem capacidade de resposta de curto ou médio prazo. Mais um retrocesso significativo nos padrões democráticos e civilizatórios.

O Partido dos Trabalhadores, vítima dos ataques e o principal núcleo de resistência à agressão, (ainda) não foi extinto e sai vitorioso politicamente em algumas áreas e, portanto, sobrevivente do ódio ideológico insano e da fúria incontida, sectária, dos atacantes da guerra híbrida.

E uma longa e difícil luta política nos próximos anos. Talvez, décadas.

____________________

(*) GUERRA HÍBRIDA - significado (Wikipedia)  = uma estratégia militar que mescla táticas de guerra política, guerra convencional, guerra irregular e cyberguerra com outros métodos de influência como fake news, diplomacia, law fare e intervenção militar externa. (Não precisa desenhar).

Criado em 2018-10-21 03:15:52

Vídeo-poema realizado durante a quarentena será lançado hoje, quinta-feira

O vídeo-poema Exercício para engolir o Sol, do poeta Luis Turiba, todo filmado e produzido em casa durante a pandemia, será lançado nas redes sociais hoje, quinta-feira, 11/6, às 20h30, em uma live pela plataforma Zoom, pilotada pelo poeta brasiliense Jorge Amâncio.

O vídeo é uma ação entre poetas. O texto é recitado pelo autor em cima de uma música eletrônica do também poeta/arquiteto João Diniz, de Belo Horizonte.

A produção e a edição é de Luca Andrade, psicóloga e master coach executiva. Há uma participação incidental da poeta/cineasta Maria Maia, também de Brasília.

As quase 50 tomadas do sol que sustentam os cinco minutos do clipe, sempre feitas ao meio-dia deste luminoso outono carioca, é do próprio Turiba. Tudo foi filmado pelo celular.

É Luis Turiba quem explica o projeto: “Desde que assisti ao concerto verbovocovisual Poesia é risco, de Augusto de Campos em parceria com seu filho Cid Campos, no início dos anos 2000, busco um projeto como esse, onde a poesia ganha uma nova dimensão de linguagem, com música e visual ao mesmo tempo. É algo que vai além de ser letrista e compositor de canções. Neste caso, é compor poemas”.

Exercício para engolir o Sol

Luis Turiba

o SOL a SOL no sal
na cara em cara
a mais linda pura
prima joia rara
usina das mais
cósmicas energias
a quem devoro o
santo devoto o dia
antropofagicamente
SOL me sacia
com o apetite de
um iogue tropical
rendo-me a ti aos
teus ó deus das crias
rei dos sem-fins
estrela alto astral
em tua aura de ondas
lavas explosivas
aquecem matam
surtam & a tudo livra
humilde seja sente
-se silente e nua
erga teus braços
à luz rumo da rua
embaralhe ó raios
dedos em harpas
feixes de luz escapam
passa no ar efluem
é hora de abrir &
arreganhar tua sanha
língua pra fora tipo "rolling and drones"
bola de fogo a in-
vadir feitiço insone
louco tecendo teias
de raios nas veias
chamas em flor
salivas amigdalas
até o gigante acomodar
calor por entre as sílabas
na ternura da tua
profundíssima garganta
boca em alerta - árg!
– espreita a presa
o SOL penetra todo
e a ocupa inteira
mastigue-o lentamente
em seu real sentido
o fósforo o faro o
fogo fátuo em queima
sinta suas explosões
rumo ao esôfago
deixe-o rolar na goela
abaixo e bem frouxo
surfar pelos pulmões
o timo pulsa coração
até chegar ao fígado
abrasar o estômago
o astro segue em busca
do seu estrato-fônico

Veja aqui o vídeo produzido por Luis Turiba

 

E aqui você entra no Zoom para participar do lançamento virtual do poema-vídeo de Luis Turiba

 

Criado em 2020-06-10 16:05:57

Fenaj: “Regras do Grupo Globo impõem censura prévia a jornalistas”

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgou nesta quarta (4/7) nota oficial em que repudia as “diretrizes para os jornalistas contratados” das Organizações Globo que se utilizarem das redes sociais. O Grupo Globo quer impedir a livre manifestação política de seus empregados. As novas regras da empresa visam impedir que seus jornalistas emitam opiniões políticas, promovam partidos e candidaturas, defendam ideologias e tenham participação em questões controversas e polêmicas que estejam sendo cobertas jornalisticamente por seus veículos de comunicação.

Segundo a Fenaj, essas orientações patronais afrontam os direitos e garantias fundamentais estabelecidos na Constituição de 1988. A entidade afirma que “não admite o estabelecimento da servidão intelectual” e que, “junto com os sindicatos de jornalistas do país, vai procurar as medidas legais cabíveis, tanto na Justiça do Trabalho quanto na Justiça comum, para pôr fim à censura prévia estabelecida e devolver a dignidade aos jornalistas que trabalham para o Grupo Globo”.

Eis a íntegra da nota assinada pela Fenaj e mais cinco sindicatos (DF, MG, PE, SP e Município do Rio de Janeiro):

“A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), entidade máxima de representação da categoria, e os sindicatos de base do Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco e do Município do Rio de Janeiro, vêm a público denunciar e repudiar a censura prévia que o Grupo Globo estabeleceu para os seus jornalistas contratados. A pretexto de estabelecer “diretrizes para o uso de redes sociais”, o Grupo Globo atenta contra a liberdade de expressão dos jornalistas, impedindo, sob ameaça, os profissionais de se manifestarem em redes sociais, as que existem e que as vierem a existir.

As “diretrizes” do Grupo Globo afrontam os direitos e garantias fundamentais da Constituição Cidadã de 1988. O artigo 5º da Constituição Federal, em seus incisos IV, VIII e IX, assegura que é livre a manifestação do pensamento, que ninguém será privado de direitos por convicção filosófica ou política e que é livre a atividade intelectual, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.

Já em seu artigo 220, que trata da Comunicação Social, a Constituição Federal também expressa que a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição.

Pelas novas “diretrizes”, os jornalistas do grupo empresarial não podem compartilhar mensagens que revelem posicionamentos políticos, partidários ou ideológicos, mesmo em grupos em que se exige a confiança absoluta em seus participantes.

Nas redes sociais, os jornalistas devem se abster de expressar opiniões políticas, promover e apoiar partidos e candidaturas, defender ideologias e tomar partido em questões controversas e polêmicas que estão sendo cobertas jornalisticamente pelo Grupo Globo.

Os jornalistas, chamados de comentaristas, analistas ou colunistas de opinião, devem ter uma atuação na rede social que não permita a percepção de que são militantes de causas e que fazem parte da luta político-partidária ou de ideias. A eles, como a todos, é vedado apoiar candidatos ou partidos, dentro e fora de eleições.

Os jornalistas do Grupo Globo também ficam impedidos de fazer publicidade, mesmo que indiretamente, ao citar ou se associar a nome de hotéis, marcas, empresas, restaurantes, produtos, companhias aéreas etc. Isso também não deve acontecer em contas (em redes sociais) de terceiros, e o jornalista deve zelar para evitar tais ocorrências.

Não satisfeito em cercear a liberdade de expressão, a livre manifestação do pensamento e privar o direito do jornalista de manifestar suas convicções políticas, o Grupo Globo também amordaça os seus colaboradores não-jornalistas. Proíbe os profissionais de outras áreas de atuação de declarar voto ou fazer propaganda para candidatos ou partidos no material produzido especificamente para os veículos para os quais trabalham.

Ao impor as novas “diretrizes”, incorporadas aos “Princípios Editoriais”, datados de 2011, o Grupo Globo amordaça os seus profissionais, estabelecendo a censura prévia. As “diretrizes” aparecem como “recomendações”, mas fica evidente que quem não segui-las será responsabilizado e sofrerá consequências.

“As regras são válidas para todos os jornalistas do Grupo Globo e devem ser rigorosamente observadas. As chefias diretas ficam com a incumbência de implementá-las, torná-las uma realidade e, em caso de faltas por parte de jornalistas, dividir os episódios com a direção de redação do veículo, que decidirá então se é o caso de levá-los à apreciação do Conselho Editorial do Grupo Globo”, estabelecem as “diretrizes”.

Em carta aos jornalistas, João Roberto Marinho tenta justificar o injustificável, afirmando que o objetivo da medida é garantir a isenção, princípio basilar do Jornalismo. Paradoxalmente, Marinho esquece que a isenção jornalística nunca foi a marca do Grupo Globo que, inclusive, já veio a público pedir desculpas por ter apoiado a ditadura civil-militar.  E, provavelmente, terá de vir a público no futuro pedir desculpas pelo apoio ao golpe político de 2016.

A Fenaj não admite o estabelecimento da servidão intelectual e, junto com os sindicatos de jornalistas do país, vai procurar as medidas legais cabíveis, tanto na Justiça do Trabalho quanto na Justiça comum, para pôr fim à censura prévia estabelecida e devolver a dignidade aos jornalistas do Grupo Globo”.

Brasília, 4 de julho de 2018.

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ
Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal
Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais
Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro
Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco
Sindicato dos Jornalistas de São Paulo

Criado em 2018-07-05 20:39:28

A indevida suspeita sobre os bens de Lula

Paulo Figueirêdo (*) -

Entre os vários ataques que têm ocorrido no zap ao candidato Fernando Haddad, esta semana circulou, também, um direcionado ao ex-presidente Lula e sua família, novamente acusando-os de fraude nos bens inventariados pela Advocacia Teixeira Martins e protocolados na 1a vara de família de São Bernardo do Campo, em setembro de 2017.

Alegam os detratores que "na petição do inventário, os advogados de Lula (maliciosamente) não dão valor às cotas do fundo (diferentemente do que ocorre com os outros bens); apenas as distribuem entre os herdeiros. Somente de fundos BB são R$ 66 milhões. Tá bom pra uma dona de casa, né? Nenhuma dona de casa nem com mágica consegue, no Brasil, juntar tanto patrimônio de forma honesta".

Esclareço que, mesmo não dispondo de informações detalhadas sobre a forma de como se deu a constituição dos bens arrolados no inventário de dona Marisa, não há nada que justifique a suspeição trazida mais uma vez à tona, no intuito de manchar ainda mais a honra de Lula.

Em primeiro lugar, porque foi um patrimônio constituído ao longo de toda uma vida e, por sua própria composição, é fácil perceber que não há bens de valores suntuosos. Não há imóveis valiosos em bairros nobres. Não há apartamentos luxuosos em Manhattan, ou na Avenue Foch, em Paris, como o que é atribuído a um importante político brasileiro; não há carros luxuosos e caríssimos etc.

Muito pelo contrário, os bens descritos no inventário constituem as formas mais tradicionais e populares de investimento, como aplicações em títulos de previdência privada, que os gerentes de banco vivem oferecendo a todo correntista; caderneta de poupança, imóveis simples e de pequeno valor, carros velhos etc.

O único investimento mais expressivo é o do fundo imobiliário do Banco do Brasil. De qualquer maneira, esse tipo de investimento nunca foi muito valorizado no mercado financeiro. A quantidade de cotas pode crescer ao longo do tempo de forma quase que automática, pela simples distribuição do resultado financeiro do próprio fundo. Isso porque se os rendimentos do fundo não forem resgatados, esses são convertidos em novas cotas para o investidor.

Além disso, dependendo do momento de sua aquisição, uma pequena aplicação financeira poderia resultar na compra de um número significativo de cotas. Por exemplo, em períodos de inflação elevada, esse tipo de investimento é totalmente desvalorizado.

Destaco ainda mais um detalhe. O fato de as cotas desse fundo não terem sido expressas em R$ não significa nenhuma esperteza ou tentativa de ocultar o valor desses bens. É apenas uma questão técnica e tem por objetivo prestar uma informação fidedigna.

Como os fundos imobiliários são ativos de renda variável, o valor de suas cotas oscila diariamente. Então, o investidor não tem um valor x ou y aplicado no fundo, mas uma quantidade de cotas. Daí porque, no inventário, foi informada apenas a quantidade de cotas como bem a ser partilhado.

Às claras

Uma coisa que ninguém de boa-fé pode duvidar é que todo o patrimônio inventariado tenha origem lícita. Tanto isso é verdade, que todo ele está devidamente registrado e declarado.

Ninguém que tenha patrimônio adquirido de forma espúria vai informá-lo em processo de inventário. Ninguém que esconde dinheiro, ouro, moedas estrangeiras etc., em casa, em cofres de banco ou em paraísos fiscais, informa isso em processo de inventário.

No caso do inventário de dona Marisa, todos os bens arrolados estão devidamente registrados nas instituições competentes, como os cartórios de registro de imóveis, em instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central e por daí em diante.

Em suma

Se o patrimônio inventariado servir para demonstrar alguma coisa, é a absoluta transparência de Lula quanto à origem e natureza de seus bens. Apenas demonstra, mais uma vez, o que as incansáveis buscas e investigações feitas pelo Ministério Público, pela Polícia Federal, Receita Federal, CGU e Poder Judiciário etc. já provaram: Lula não tem bens ou qualquer tipo de patrimônio ocultos.

_______________

(*) Paulo Figueirêdo é economista.

Criado em 2018-10-19 17:33:19

Senado aprova R$ 3 bi para auxílio financeiro ao setor cultural

Agência Senado –

O Senado aprovou nesta quinta-feira (4/6) o projeto de lei que libera R$ 3 bilhões em auxílio financeiro a artistas e estabelecimentos culturais durante a pandemia da covid-19 (PL 1.075/2020). O dinheiro será repassado a estados, Distrito Federal e municípios, que vão aplicá-lo em renda emergencial para os trabalhadores do setor, subsídios para manutenção dos espaços e instrumentos como editais, chamadas públicas e prêmios. O projeto segue para a sanção presidencial.

O texto foi aprovado sem mudanças. Ele chegou a receber 29 emendas, mas todas foram retiradas pelos senadores para evitar que o texto tivesse que retornar à Câmara dos Deputados, de onde veio. O relator, senador Jaques Wagner (PT-BA), destacou que representantes do setor da cultura reivindicaram a aprovação rápida.

— A emergência é mais importante do que um eventual erro [no texto]. Por isso eu insisto que a Casa tenha essa sensibilidade. A nossa terra é um caleidoscópio de arte e cultura, nas suas várias formas de manifestação — disse Jaques Wagner.

A única alteração foi incluir contadores de história e professores de capoeira entre os profissionais que poderão ser alcançados pelo programa. Essa alteração foi considerada apenas de redação, uma vez que ela não aumenta o valor do repasse federal, e, com isso, não provoca o retorno do projeto à Câmara.

Wagner ressaltou a importância da medida para apoiar o setor cultural, que conta com cerca de cinco milhões de profissionais e que responde por quase 3% do PIB. Ele lembrou ainda que o setor já vinha sofrendo com a crise econômica, mesmo antes da pandemia. Segundo o senador, o Fundo Nacional de Cultura, principal mecanismo governamental de apoio direto a projetos artísticos, passou de R$ 344 milhões em aportes em 2010 para R$ 1 milhão em 2019.

Durante a votação, os senadores fizeram apelos para que o Executivo não vete o projeto. A preocupação surgiu porque o presidente da República, Jair Bolsonaro, vetou a inclusão de artistas no auxílio emergencial aos trabalhadores informais (Lei 13.982, de 2020). Jaques Wagner argumentou que a natureza do auxílio cultural é diferente, já que o dinheiro é de responsabilidade dos governos locais e tem também outras finalidades, além de renda. O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), assegurou que vai trabalhar pela sanção do texto.

Eduardo Gomes também celebrou a aprovação, observando que os artistas brasileiros estiveram entre os primeiros profissionais a reagir à pandemia, promovendo shows ao vivo transmitidos pela internet e realizando campanhas de arrecadação para o combate à covid-19.

O projeto recebeu o apelido de “Lei Aldir Blanc”, em homenagem ao compositor carioca, que faleceu no início de maio, vítima da covid-19. A aprovação do texto aconteceu, ainda, na véspera do aniversário de seis anos da aprovação da Política Nacional de Cultura Viva (Lei 13.018, de 2014), lei que estimula a organização local de projetos culturais.

Distribuição – Os R$ 3 bilhões previstos pelo projeto deverão ser repassados pelo governo federal aos demais entes em até 15 dias após a publicação da lei, e serão aplicados por meio dos fundos de cultura. Metade do valor (R$ 1,5 bilhão) irá para os estados e o DF, e será distribuído entre eles pelo seguinte critério: 80% de acordo com a população e 20% pelos índices de rateio do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

A outra metade ficará com o DF e os municípios, e a partilha seguirá regra semelhante: 80% segundo a população e 20% segundo o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Os municípios terão prazo máximo de 60 dias após o recebimento para destinar os recursos. Caso isso não ocorra, eles serão automaticamente revertidos ao fundo de cultura do respectivo estado ou ao órgão responsável pela gestão desses recursos.

Aplicação – Estão previstas quatro formas de aplicação do dinheiro: renda para trabalhadores da cultura, subsídio para manutenção de espaços culturais, fomento a projetos e linhas de crédito.

Renda – A renda deve ser disponibilizada na forma de auxílio mensal de R$ 600, pagos em três parcelas. O auxílio poderá ser prorrogado pelo mesmo prazo do auxílio do governo federal aos informais. O recebimento está restrito a dois membros de uma mesma família, e mães solteiras terão duas cotas.

Para receber, os trabalhadores devem comprovar atuação no setor cultural nos últimos dois anos, cumprir critérios de renda familiar máxima, não ter vínculo formal de emprego e não receber o auxílio emergencial federal. O auxílio também não será concedido a quem receber benefícios previdenciário ou assistenciais, seguro-desemprego ou valores de programas de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família.

Subsídio – Os governos estaduais e municipais também poderão repassar entre R$ 3 mil e R$ 10 mil mensais para manter espaços artísticos e culturais, micro e pequenas empresas culturais e cooperativas, instituições e organizações culturais comunitárias que tiveram as suas atividades interrompidas por força das medidas de isolamento social contra a pandemia.

O valor será pago ao gestor responsável pelo espaço cultural, que deverá prestar contas do uso do dinheiro em até 120 dias após a última parcela. Os espaços beneficiados também deverão assumir o compromisso de promover atividades gratuitas para alunos de escolas públicas e suas comunidades após a retomada das atividades.

Poderão receber essa ajuda os gestores inscritos em cadastros estaduais, municipais ou distrital, em cadastros de pontos e pontões de cultura, no Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (Sniic) ou no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab). É proibido o recebimento de mais de um subsídio por um gestor, mesmo em caso de múltiplas inscrições.

Também poderão ter acesso ao subsídio as entidades com projetos culturais apoiados pelo Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) nos 24 meses anteriores contados da data de publicação da futura lei. Durante a pandemia, o Pronac deverá priorizar atividades que possam ser transmitidas pela internet.

O projeto lista 25 exemplos de espaços culturais aptos a pleitear o subsídio mensal, tais como teatros independentes; escolas de música, dança, capoeira e artes; circos; centros culturais; museus comunitários; espaços de comunidades indígenas ou quilombolas; festas populares, inclusive a cadeia produtiva do Carnaval; e livrarias. Não poderão receber o auxílio aqueles vinculados à administração pública ou criados ou mantidos por grupos de empresas ou geridos pelos serviços sociais do Sistema S.

Fomento – O projeto direciona 20% dos recursos totais repassados para iniciativas vinculadas à compra de bens e serviços para o setor cultural, a prêmios e outros gastos voltados à manutenção de agentes, espaços, iniciativas, cursos, produções e desenvolvimento de atividades de economia criativa e solidária.

Ficarão prorrogados por um ano os prazos para aplicação de recursos no setor em projetos culturais já aprovados pelo Executivo.

Crédito – Outra medida prevista é a criação de linhas de crédito para fomento de atividades, aquisição de equipamentos e renegociação de dívidas. Os empréstimos deverão ser pagos no prazo de até 36 meses, em parcelas mensais reajustadas pela taxa Selic, a partir de 180 dias contados do final do estado de calamidade pública. É condição para acesso às linhas de crédito o compromisso de manutenção dos níveis de emprego existentes à data de decretação do estado de calamidade pública — 18 de março.

Criado em 2020-06-05 16:21:10

Lula ao JB: “O Brasil voltará a ser dos brasileiros”

Em carta exclusiva ao Jornal do Brasil, publicada na edição de hoje (29/6), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, faz duras críticas ao governo Michel Temer, ao ex-presidente da Petrobras, Pedro Parente, e ao PSDB.

Lula confirma que é pré-candidato ao Palácio do Planalto e anuncia que, voltando ao governo, vai “reverter tudo que estão fazendo contra a nossa gente, contra os trabalhadores e contra o país”.

O ex-presidente Lula afirma que em outubro o Brasil vai eleger um governo democrático, “com legitimidade para reverter a agenda do entreguismo, do ultraliberalismo, que só interessa ao mercado e não ao país”.

Pedro Parente, segundo Lula, iniciou a privatização de atividades estratégicas da Petrobras. E mais grave ainda: “Em outra manobra criminosa, reduziu em até 30% a produção de combustíveis nas refinarias brasileiras. Deixamos de produzir aqui, em reais, para importar em dólares”.

A carta de Lula critica a política externa do governo Temer, comandada pelo senador Aloysio Nunes (PSDB/SP). “Ao longo de dois anos, os golpistas e os entreguistas do PSDB submeteram o Brasil aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos e não apenas na Petrobras. Mas o tempo deles acaba em outubro”, adverte Lula.

Eis a íntegra da carta de Lula ao JB:

“Enquanto o país prestava atenção à Copa do Mundo, a Câmara dos Deputados aprovou, em regime de urgência, uma das leis mais vergonhosas de sua história. Por maioria simples de 217 votos, decidiram vender aos estrangeiros 70% dos imensos campos do pré-sal que a Petrobras recebeu diretamente do governo em 2010. Foi mais um passo do governo golpista e de seus aliados para entregar nossas riquezas e destruir a maior empresa do povo brasileiro.

O projeto de lei aprovado semana passada é um crime contra a pátria, que exige reação firme da sociedade para ser detido no Senado, antes que seja tarde demais. É uma decisão que entrega de mão beijada campos do pré-sal com potencial de conter cerca de 20 bilhões de barris de petróleo e gás, burlando a lei que garante o pré-sal para os brasileiros.

Para entender a gravidade desse crime, é preciso voltar ao ano de 2009, quando a Petrobras precisava investir para explorar o recém-descoberto pré-sal. Apresentamos então um projeto de lei em que a União (a quem pertencem as reservas de petróleo, não se esqueçam) vendeu à estatal, em troca de títulos, o direito de explorar até 5 bilhões de barris de petróleo em campos do pré-sal. Foi a chamada Cessão Onerosa.

Assim, a empresa se valorizou, fez a maior operação de capitalização da história e tornou-se capaz de investir. O resultado é que, em tempo recorde, o pré-sal já produz 1,7 milhão de barris/dia, mais da metade da produção nacional. Como era uma operação especial, para defender interesses estratégicos do país, definimos na Lei 12.276/10, que a Cessão Onerosa “é intransferível”.

Fora dessa área, o pré-sal só pode ser explorado pelo regime de partilha, por meio de uma legislação que garante a soberania do país e direciona essa riqueza para investimentos em educação, saúde, ciência e tecnologia, o nosso passaporte para o futuro.

Já circulam estudos indicando que o petróleo dos campos de Cessão Onerosa será vendido a preços entre US$ 6 e US$ 8 o barril, que é o custo de exploração, quando o preço internacional do barril oscila entre U$ 70 e US$ 80. As chances de achar petróleo nesses campos são praticamente totais, porque nós, brasileiros, já mapeamos as áreas. Para as petroleiras, é como comprar um bilhete premiado da loteria. Para o Brasil, é como vender a galinha da fábula, que botava ovos de ouro.

De posse desses campos, os estrangeiros vão comprar sondas e plataformas lá fora, sem gerar um só emprego na indústria brasileira. Vão contratar engenheiros e técnicos lá fora; vão controlar diretamente toda a inteligência de pesquisa e exploração em nosso pré-sal, o que também é um ataque à nossa soberania.

Esse ataque vem acontecendo desde o início do governo golpista, quando aprovaram a chamada Lei Serra, que excluiu a participação obrigatória da Petrobras em todos os campos do pré-sal. Foi mais um golpe na indústria naval brasileira, que se somou à decisão de reduzir para 50% a obrigação de a Petrobras de comprar máquinas e equipamentos no Brasil, o chamado conteúdo local.

Na presidência da Petrobras, Pedro Parente, representante do PSDB, iniciou a privatização de atividades estratégicas, como a produção de biocombustíveis, distribuição de gás de cozinha, produção de fertilizantes e participações na petroquímica. Pôs à venda a Liquigás, a BR Distribuidora, a fábrica de nitrogenados de Três Lagoas e o gasoduto do Sudeste (NTS).

Em outra manobra criminosa, reduziu em até 30% a produção de combustíveis nas refinarias brasileiras. Deixamos de produzir aqui, em reais, para importar em dólares. Fez reajustes quase diários dos combustíveis, acima dos preços internacionais, o que aumentou os lucros dos estrangeiros. A importação de óleo diesel dos Estados Unidos mais que dobrou.

Não podemos esquecer que os primeiros a sofrer com a nova política de preços da Petrobras foram os mais pobres, que passaram a usar lenha e o perigosíssimo álcool para cozinhar, por causa do brutal aumento do botijão de gás.

Essa desastrosa política provocou, em maio, a paralisação dos transportes terrestres que tantos prejuízos provocou ao país. O Ipea acaba de informar que a produção industrial caiu 13,4% naquele mês. Não houve queda igual nem mesmo no primeiro mês da crise financeira global de 2008, quando o recuo foi de 11,2% (e cabe lembrar que superamos rapidamente aquela crise).

Em dois anos foram mais de 200 mil demissões de trabalhadores da Petrobras e de empresas contratadas por ela, além de mais de 60 mil demissões na indústria naval. A indústria de máquinas e equipamentos calcula uma perda de 1 milhão de empregos na cadeia de petróleo e gás, em decorrência dessa operação suicida.

A desvalorização do patrimônio da Petrobras, com a venda de empresas controladas, a perda de mercado no Brasil, a opção por se tornar mera exportadora de óleo cru, entre outras ações danosas de Parente, é dezenas de vezes maior que os alegados R$ 6 bilhões que teriam sido desviados nos casos investigados pela Lava Jato.

A votação da semana passada na Câmara, em regime de urgência, sem nenhum debate com a sociedade, mostrou que o governo golpista tem uma pressa desesperada para entregar o patrimônio nacional e destruir nossa maior empresa.

A verdade é que o tempo deles está acabando. Correm para entregar o que prometeram aos patrocinadores do golpe do impeachment em 2016: nosso petróleo, nossas riquezas, as empresas do povo, a Petrobras, a Eletrobras e os bancos públicos. Foi para isso, e para revogar direitos dos trabalhadores, que eles derrubaram a honesta presidenta Dilma Rousseff.

Ao longo de dois anos, os golpistas e os entreguistas do PSDB submeteram o Brasil aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos e não apenas na Petrobras. A política externa dos chanceleres tucanos voltou a ser ditada pelo Departamento de Estado dos EUA, num retorno vergonhoso ao complexo de vira-latas que tínhamos superado em nosso governo.

Mas o tempo deles acaba em outubro, quando o Brasil vai eleger um governo democrático, com legitimidade para reverter a agenda do entreguismo, do ultraliberalismo, que só interessa ao mercado e não ao país ou ao nosso povo. Quando o Brasil eleger um governo que vai acabar com a farra das privatizações e da entrega do patrimônio nacional.

Podem ter certeza: voltando ao governo com a força do povo e a legitimidade do voto democrático, vamos reverter tudo que estão fazendo contra nossa gente, contra os trabalhadores e contra o país. E o Brasil vai voltar a ser dos brasileiros”.

Assina:
Luiz Inácio Lula da Silva - Ex-presidente e pré-candidato do PT à Presidência da República

Criado em 2018-06-30 00:24:30

Contra a violência, meu voto é PT

Mário Simões –

Hoje quero falar a você que veio para essa eleição com uma convicção: não votar de jeito nenhum no PT. Por isso, imagino, você conhece bem o PT e avalia que os 13 anos de governo do partido foram muito ruins. Tenho certeza que, se pedir, você lista de pronto muitas coisas que o PT fez e você não gostou e não gosta.

Mas eu quero falar de uma coisa que o PT não fez. E ninguém até agora deu muita importância para isso. Você se lembra das manifestações de 2013, muitos e muitas devem ter participado. E das que vieram depois? Coxinhas x mortadelas. Dancinhas. Todo mundo de camisa amarela nas ruas. E tinha também os de camisa vermelha. Você se lembra do que fez o governo do PT? Certamente não se lembra, porque o governo do PT não fez nada.

E é exatamente desse NADA que gostaria de falar com você. Teve uma coisa muito importante que o PT não fez. Por mais que estivesse atacado, acuado, isolado, nunca, NUNCA ameaçou a ordem constitucional. Não fez nada que desrespeitasse o direito de todos e todas se manifestarem livremente. Os 13 anos de governo do PT foi de plena normalidade democrática.

E hoje é exatamente isso que torna o PT diferente do PSL e de seu candidato. Temos de um lado uma campanha sustentada no antipetismo. Mas é mais do que isso. O antipetismo em si é um direito de quem não gosta do partido. O problema é que ele vem acompanhado de um ódio que fomenta a violência, que coloca em risco nossa democracia. Esse apelo à violência está contaminando a sociedade brasileira de tal maneira que já tivemos um morto na Bahia, o mestre Moa do Katendê.

E o que disse o candidato da violência? “Foi exagero”. Como? O agressor deveria ter dado somente 6 facadas e não as 12? Não foi exagero, foi o que o sr. Bolsonaro tem plantado desde que esteve em evidência na mídia: intolerância e violência.

Temos violência e temos autoridades menosprezando a violência. E temos o candidato incitando a violência.

E várias outras agressões estão sendo registradas no país. Isso, minha gente, sem que ele tenha ganhado as eleições. Imagina se... Deus nos livre. Precisamos fazer nossa parte.

Eu me dirijo a você porque a grande marca dessa eleição foi mesmo o antipetismo. Mas precisa deixar de ser. Pois a grande marca dessa eleição, hoje, deve ser o antifascismo. Deve ser derrotar um candidato covarde que não tem sequer coragem de debater suas propostas diante da nação brasileira.

E o PT nesse contexto, precisa deixar de ser aquele partido que fez um monte de coisas que você não concordou e passar a ser o partido que fez governos que NUNCA colocaram em risco a democracia brasileira. Governo em que o Estado de Direito foi respeitado.

Assim, meu caro, minha cara, é preciso votar agora no PT. Está se formando uma grande frente política em torno de Haddad para derrotar o inimigo da democracia e dos valores civilizatórios que sustentam nossa sociedade.

Só assim, nas próximas eleições, você poderá votar, se quiser, contra o PT.

Criado em 2018-10-12 01:33:44

Dia Mundial do Meio Ambiente: bate-papo com Sebastião Salgado e Rosiska Darcy + live com Lenine

Neste ano, o Dia Mundial do Meio Ambiente (5/6) será celebrado com ações virtuais no dia 4/6, às 16h, live Hora da Natureza: Reflexões sobre o Amanhã bate-papo com Rosiska Darcy, Sebastião Salgado e Fábio Scarano. E no dia 5/6, às 17h, papo musical com o cantor Lenine.

Esse evento é fruto de parceria entre o Museu do Amanhã do Rio de Janeiro e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

O bate-papo “Hora da Natureza” discutirá o meio ambiente, o ser humano e os futuros possíveis a serem construídos. A live será transmitida pelo YouTube das duas organizações (Museu do Amanhã e PNUMA) na quinta-feira (4/6), às 16h.

Na sexta-feira (5/6), para abrir o final de semana, o cantor e ativista ambiental Lenine tocará os clássicos de sua carreira a partir das 17h. Em clima intimista, Lenine irá intercalar músicas e conversas com o curador do Museu do Amanhã, Luiz Alberto Oliveira, abordando questões como a importância de Arte & Ciência em tempos de coronavírus, e a possível relação, para ele, da criação musical e da criação de orquídeas.

A representante do PNUMA, Denise Hamú diz que “estamos vivendo uma crise sem precedentes, em todas as dimensões. Temos que fazer diferente como indivíduos e realizar muito mais como sociedades. Fenômenos recentes têm nos alertado para a profunda interdependência de todos os seres na teia da vida. Nós, humanos, sofremos cada vez mais diretamente as consequências da destruição de habitats, que ultrapassam fronteiras físicas e políticas, por exemplo. A natureza está nos mandando uma mensagem. Por isso, neste Dia Mundial do Meio Ambiente, o PNUMA convida cada pessoa a reiniciar sua relação com a natureza e refletir sobre como podemos, como indivíduos e como sociedade, reconstruir um mundo diferente no pós-pandemia”.

Para Ricardo Piquet, diretor-presidente do IDG, instituto que faz a gestão do Museu do Amanhã, a maneira como a humanidade tem avançado sobre os recursos naturais é uma das causas para a emergência dessa nova pandemia. “Essa crise nos trouxe muitos desafios e um deles é reforçar a importância de agirmos para evitar as consequências das mudanças climáticas no planeta. Portanto, devemos refletir sobre como estamos lidamos com o meio ambiente e aproveitar a oportunidade para transformarmos a nossa forma de viver, de consumir e passar a respeitar os limites da natureza”, defende Piquet. 

Botânico autodidata, colecionador de orquídeas (ou "orquidoido", como prefere) e apoiador engajado de grupos socioambientais, Lenine conta que transformou a música em uma ferramenta de conscientização para causas que defende. "O meu fazer música sempre esteve atrelado ao desejo de ser repórter do meu tempo. As questões que me comovem e que me incomodam sempre foram a matéria do que componho e canto. O meio ambiente sempre esteve presente nas minhas atenções.”

O Dia Mundial do Meio Ambiente é a principal data das Nações Unidas para impulsionar a sensibilização e encorajar ações em todo o planeta em prol da proteção ambiental, incentivando governos, empresas, organizações e indivíduos a concentrarem seus esforços em uma questão ambiental premente.

Em 2020, o tema é biodiversidade e a Colômbia, em parceria com a Alemanha, é o país anfitrião. Devido à pandemia de Covid-19, toda a programação será realizada virtualmente. Para saber mais, acesse o site do Dia Mundial do Meio Ambiente 2020 aqui.
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Serviço:

Evento I: “Hora da Natureza: reflexões sobre o amanhã”- bate-papo com Sebastião Salgado, Rosyska Darcy e moderação de Fábio Scarano.
Local: YouTube do Museu do Amanhã e do PNUMA
Dia: 4 de junho
Hora: 16h

Evento II: Papo Musical Lenine
Local: YouTube do Museu do Amanhã e do PNUMA
Dia: 5 de junho
Hora: 17h

Criado em 2020-06-02 00:17:39

Lula lança manifesto e prega união das forças democráticas

O coordenador plano de governo do Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad, durante o ato de lançamento da pré-candidatura de Lula à Presidência da República, realizado ontem (8/6), em Contagem, MG, afirmou: “A história pode demorar, mas ela faz justiça. Não podemos defender o Lula só porque ele é o maior político vivo. Temos que defender o indivíduo, o homem que está preso injustamente”.

Para justificar a insistência do PT em manter a pré-candidatura de Lula, a presidenta do partido, senadora Gleisi Hoffmann, afirmou: "Lula é a grande liderança popular deste país. Ele é o único que pode garantir a pacificação do Brasil. Ninguém tem a relação que Lula tem com o povo brasileiro. Disseram que o mercado tem medo de Lula ser presidente. Mas temos que avisar a eles que no Brasil tem povo, e é ele quem é prioridade”.

A ex-presidente Dilma Rousseff foi encarregada de ler a carta de Lula, enviada da prisão em Curitiba (PT). Ao final, foi aclamada pela militância como pré-candidata ao Senado por Minas Gerais, onde seu algoz, senador Aécio Neves, caiu em desgraça política. Dilma não confirma, nem desmente, mas o fato é que seu título de eleitor foi transferido de Porto Alegre para Belo Horizonte.

Em sua carta, Lula demonstra consciência de que é preciso preservar a união do campo progressista no processo eleitoral. É dele a afirmação: “Para alcançar este objetivo [ganhar a eleição], temos de unir as forças democráticas de todo o Brasil, respeitando a autonomia dos partidos e dos movimentos, mas sempre tendo como referência um projeto de País mais solidário e mais justo, que resgate a dignidade e a esperança da nossa gente sofrida. Tenho certeza de que estaremos juntos ao final da caminhada”.

A seguir, íntegra do manifesto de Lula, lido pela ex-presidenta Dilma Rousseff:



“Há dois meses estou preso, injustamente, sem ter cometido crime nenhum. Há dois meses estou impedido de percorrer o País que amo, levando a mensagem de esperança num Brasil melhor e mais justo, com oportunidades para todos, como sempre fiz em 45 anos de vida pública.

Fui privado de conviver diariamente com meus filhos e minha filha, meus netos e netas, minha bisneta, meus amigos e companheiros. Mas não tenho dúvida de que me puseram aqui para me impedir de conviver com minha grande família: o povo brasileiro. Isso é o que mais me angustia, pois sei que, do lado de fora, a cada dia mais e mais famílias voltam a viver nas ruas, abandonadas pelo estado que deveria protegê-las.

De onde me encontro, quero renovar a mensagem de fé no Brasil e em nosso povo. Juntos, soubemos superar momentos difíceis, graves crises econômicas, políticas e sociais. Juntos, no meu governo, vencemos a fome, o desemprego, a recessão, as enormes pressões do capital internacional e de seus representantes no País. Juntos, reduzimos a secular doença da desigualdade social que marcou a formação do Brasil: o genocídio dos indígenas, a escravidão dos negros e a exploração dos trabalhadores da cidade e do campo.

Combatemos sem tréguas as injustiças. De cabeça erguida, chegamos a ser considerados o povo mais otimista do mundo. Aprofundamos nossa democracia e por isso conquistamos protagonismo internacional, com a criação da Unasul, da Celac, dos BRICS e a nossa relação solidária com os países africanos. Nossa voz foi ouvida no G-8 e nos mais importantes fóruns mundiais.

Tenho certeza que podemos reconstruir este País e voltar a sonhar com uma grande nação. Isso é o que me anima a seguir lutando.

Não posso me conformar com o sofrimento dos mais pobres e o castigo que está se abatendo sobre a nossa classe trabalhadora, assim como não me conformo com minha situação.

Os que me acusaram na Lava Jato sabem que mentiram, pois nunca fui dono, nunca tive a posse, nunca passei uma noite no tal apartamento do Guarujá. Os que me condenaram, Sérgio Moro e os desembargadores do TRF-4, sabem que armaram uma farsa judicial para me prender, pois demonstrei minha inocência no processo e eles não conseguiram apresentar a prova do crime de que me acusam.

Até hoje me pergunto: onde está a prova?

Não fui tratado pelos procuradores da Lava Jato, por Moro e pelo TRF-4 como um cidadão igual aos demais. Fui tratado sempre como inimigo.

Não cultivo ódio ou rancor, mas duvido que meus algozes possam dormir com a consciência tranquila.

Contra todas as injustiças, tenho o direito constitucional de recorrer em liberdade, mas esse direito me tem sido negado, até agora, pelo único motivo de que me chamo Luiz Inácio Lula da Silva.

Por isso me considero um preso político em meu país.

Quando ficou claro que iriam me prender à força, sem crime nem provas, decidi ficar no Brasil e enfrentar meus algozes. Sei do meu lugar na história e sei qual é o lugar reservado aos que hoje me perseguem. Tenho certeza de que a Justiça fará prevalecer a verdade.

Nas caravanas que fiz recentemente pelo Brasil, vi a esperança nos olhos das pessoas. E também vi a angústia de quem está sofrendo com a volta da fome e do desemprego, a desnutrição, o abandono escolar, os direitos roubados aos trabalhadores, a destruição das políticas de inclusão social constitucionalmente garantidas e agora negadas na prática.

É para acabar com o sofrimento do povo que sou novamente candidato à Presidência da República.

Assumo esta missão porque tenho uma grande responsabilidade com o Brasil e porque os brasileiros têm o direito de votar livremente num projeto de país mais solidário, mais justo e soberano, perseverando no projeto de integração latino-americana.

Sou candidato porque acredito, sinceramente, que a Justiça Eleitoral manterá a coerência com seus precedentes de jurisprudência, desde 2002, não se curvando à chantagem da exceção só para ferir meu direito e o direito dos eleitores de votar em quem melhor os representa.

Tive muitas candidaturas em minha trajetória, mas esta é diferente: é o compromisso da minha vida. Quem teve o privilégio de ver o Brasil avançar em benefício dos mais pobres, depois de séculos de exclusão e abandono, não pode se omitir na hora mais difícil para a nossa gente.

Sei que minha candidatura representa a esperança, e vamos levá-la até as últimas consequências, porque temos ao nosso lado a força do povo.

Temos o direito de sonhar novamente, depois do pesadelo que nos foi imposto pelo golpe de 2016.

Mentiram para derrubar a presidenta Dilma Rousseff, legitimamente eleita. Mentiram que o país iria melhorar se o PT saísse do governo; que haveria mais empregos e mais desenvolvimento. Mentiram para impor o programa derrotado nas urnas em 2014. Mentiram para destruir o projeto de erradicação da miséria que colocamos em curso a partir do meu governo. Mentiram para entregar as riquezas nacionais e favorecer os detentores do poder econômico e financeiro, numa escandalosa traição à vontade do povo, manifestada em 2002, 2006, 2010 e 2014, de modo claro e inequívoco.

Está chegando a hora da verdade.

Quero ser presidente do Brasil novamente porque já provei que é possível construir um Brasil melhor para o nosso povo. Provamos que o País pode crescer, em benefício de todos, quando o governo coloca os trabalhadores e os mais pobres no centro das atenções, e não se torna escravo dos interesses dos ricos e poderosos. E provamos que somente a inclusão de milhões de pobres pode fazer a economia crescer e se recuperar.

Governamos para o povo e não para o mercado. É o contrário do que faz o governo dos nossos adversários, a serviço dos financistas e das multinacionais, que suprimiu direitos históricos dos trabalhadores, reduziu o salário real, cortou os investimentos em saúde e educação e está destruindo programas como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o Pronaf, Luz Pra Todos, Prouni e Fies, entre tantas ações voltadas para a justiça social.

Sonho ser presidente do Brasil para acabar com o sofrimento de quem não tem mais dinheiro para comprar o botijão de gás, que voltou a usar a lenha para cozinhar ou, pior ainda, usam álcool e se tornam vítimas de graves acidentes e queimaduras. Este é um dos mais cruéis retrocessos provocados pela política de destruição da Petrobras e da soberania nacional, conduzida pelos entreguistas do PSDB que apoiaram o golpe de 2016.

A Petrobras não foi criada para gerar ganhos para os especuladores de Wall Street, em Nova Iorque, mas para garantir a autossuficiência de petróleo no Brasil, a preços compatíveis com a economia popular. A Petrobras tem de voltar a ser brasileira. Podem estar certos que nós vamos acabar com essa história de vender seus ativos. Ela não será mais refém das multinacionais do petróleo. Voltará a exercer papel estratégico no desenvolvimento do País, inclusive no direcionamento dos recursos do pré-sal para a educação, nosso passaporte para o futuro.

Podem estar certos também de que impediremos a privatização da Eletrobrás, do Banco do Brasil e da Caixa, o esvaziamento do BNDES e de todos os instrumentos de que o País dispõe para promover o desenvolvimento e o bem-estar social.

Sonho ser o presidente de um País em que o julgador preste mais atenção à Constituição e menos às manchetes dos jornais.

Em que o estado de direito seja a regra, sem medidas de exceção.

Sonho com um país em que a democracia prevaleça sobre o arbítrio, o monopólio da mídia, o preconceito e a discriminação.

Sonho ser o presidente de um País em que todos tenham direitos e ninguém tenha privilégios.

Um País em que todos possam fazer novamente três refeições por dia; em que as crianças possam frequentar a escola, em que todos tenham direito ao trabalho com salário digno e proteção da lei. Um país em que todo trabalhador rural volte a ter acesso à terra para produzir, com financiamento e assistência técnica.

Um país em que as pessoas voltem a ter confiança no presente e esperança no futuro. E que por isso mesmo volte a ser respeitado internacionalmente, volte a promover a integração latino-americana e a cooperação com a África, e que exerça uma posição soberana nos diálogos internacionais sobre o comércio e o meio ambiente, pela paz e a amizade entre os povos.

Nós sabemos qual é o caminho para concretizar esses sonhos. Hoje ele passa pela realização de eleições livres e democráticas, com a participação de todas as forças políticas, sem regras de exceção para impedir apenas determinado candidato.

Só assim teremos um governo com legitimidade para enfrentar os grandes desafios, que poderá dialogar com todos os setores da nação respaldado pelo voto popular. É a esta missão que me proponho ao aceitar a candidatura presidencial pelo Partido dos Trabalhadores.

Já mostramos que é possível fazer um governo de pacificação nacional, em que o Brasil caminhe ao encontro dos brasileiros, especialmente dos mais pobres e dos trabalhadores.

Fiz um governo em que os pobres foram incluídos no orçamento da União, com mais distribuição de renda e menos fome; com mais saúde e menos mortalidade infantil; com mais respeito e afirmação dos direitos das mulheres, dos negros e à diversidade, e com menos violência; com mais educação em todos os níveis e menos crianças fora da escola; com mais acesso às universidades e ao ensino técnico e menos jovens excluídos do futuro; com mais habitação popular e menos conflitos de ocupações nas cidades; com mais assentamentos e distribuição de terras e menos conflitos de ocupações no campo; com mais respeito às populações indígenas e quilombolas, com mais ganhos salariais e garantia dos direitos dos trabalhadores, com mais diálogo com os sindicatos, movimentos sociais e organizações empresarias e menos conflitos sociais.

Foi um tempo de paz e prosperidade, como nunca antes tivemos na história.

Acredito, do fundo do coração, que o Brasil pode voltar a ser feliz. E pode avançar muito mais do que conquistamos juntos, quando o governo era do povo.

Para alcançar este objetivo, temos de unir as forças democráticas de todo o Brasil, respeitando a autonomia dos partidos e dos movimentos, mas sempre tendo como referência um projeto de País mais solidário e mais justo, que resgate a dignidade e a esperança da nossa gente sofrida. Tenho certeza de que estaremos juntos ao final da caminhada.

Daqui onde estou, com a solidariedade e as energias que vêm de todos os cantos do Brasil e do mundo, posso assegurar que continuarei trabalhando para transformar nossos sonhos em realidade. E assim vou me preparando, com fé em Deus e muita confiança, para o dia do reencontro com o querido povo brasileiro.

E esse reencontro só não ocorrerá se a vida me faltar.

Até breve, minha gente.

Viva o Brasil! Viva a Democracia! Viva o Povo Brasileiro!

Curitiba, 8 de junho de 2018. “

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Luiz Inácio Lula da Silva

Criado em 2018-06-09 16:14:19

Complexo de vira-lata e a eleição deste ano

José Carlos Peliano (*) -

A sociedade brasileira está enferma e enclausurada num complexo permanente contraído por uma trama psicopatológica e social invisível, mas visível no dia a dia dos comportamentos e reações dos indivíduos. Começou a ser tecida desde o descobrimento do país, há mais de 500 anos, com a chegada dos conquistadores portugueses que por aqui ficaram sob o beneplácito e apoio da coroa portuguesa.

A conquista engendrou a distribuição das terras virgens para capitães hereditários, chegados à Corte, os quais se utilizaram de nossos indígenas, dos degredados da ralé portuguesa e mais tarde dos escravos africanos para trabalharem a terra e executarem os serviços necessários à construção e povoamento do território.

O complexo é tecido e desdobrado na presença desses personagens: os que mandam e os que são mandados. Os primeiros abençoados pela coroa real portuguesa e os segundos amaldiçoados pelo tacão dos mandantes e seus prepostos. Forma-se, assim, as raízes da sociedade brasileira. Poucos beneficiados e milhares submetidos ao trabalho degradante, desumano e aprisionado.

O sociólogo Jessé de Souza com sua vasta pesquisa e bibliografia daria a esse quadro desalentador o conceito de sociologia de vira-lata de um lado, apoiado na categoria de meritocracia de outro, embora um não se sustente sem o outro. (Complexo, para mim, soa mais arraigado, admitido como natural e não herdado). Os que mandavam tinham o mérito dado pela Coroa de ter condições pessoais e materiais de receberem as capitanias, enquanto os demais eram desqualificados, destituídos de quaisquer bens além de suas forças de trabalho e totalmente entregues à sorte.

O complexo do mando e do mandado instalou-se de vez na incipiente sociedade de então e veio de alastrando na constituição do chamado país Brasil em todas as regiões, aglomerados rurais e urbanos e relações de trabalho. Os que nasciam despossuídos sabiam desde sempre que continuariam despossuídos e os que vieram em berços de ouro tinham certeza que a opulência seria o futuro esperado.

Mescla-se, então, as relações capital/trabalho com as relações de meritocracia. Essas reforçam aquelas pela educação, o conhecimento técnico e profissional e o status social. De um lado, os mandantes, aqueles escolhidos pela hereditariedade e riqueza, de outro os mandados, os vira-latas, aqueles que se viram e têm que se virar para sobreviver a qualquer custo e circunstância.

O complexo se alastra e se manifesta de outras maneiras. Os mandantes e apaniguados igualmente são afetados por ele, quando, ao se compararem aos seus semelhantes estrangeiros, os admiram, os louvam e os procuram copiar em seus comportamentos, atitudes e atos. Tornam-se, em geral, vira-latas, mas de pedigree, por se acharem menos importantes, qualificados e preparados que aqueles. Mesmo quando a eles se associam em negócios ou projetos, os nacionais se apresentam sempre com reverências, subserviências e dependências.

É algo como a síndrome de Estocolmo quando o sequestrado depois de um certo tempo de cativeiro passa a se aproximar do sequestrador, compreendê-lo, apoiá-lo e até mesmo admirá-lo. Tipo assim, pensaria o sequestrado, “minha situação poderia ser até pior, mas estou sendo ainda assim bem tratado, considerado, atendido e útil ao objetivo do movimento. Até pareço ser mais um do grupo, mesmo que ocupando esse lugar depreciado que me coube”.

É claro que o sequestrado foi forçado a tal, mas acaba por compreender as razões e os objetivos do sequestro, aceitar o que se passa e concordar com a oportunidade e a propriedade da ação do grupo. Submete-se à lógica do sequestrador e se adapta à situação por pior que seja. Uma atitude de sobrevivência, mas também de acomodação e reconhecimento de seu lugar na trama estabelecida.

Pois então, o complexo de vira-lata afeta milhões de brasileiros despossuídos ou quase e se estende aos poucos que mandam e desmandam seja pela lógica da meritocracia, seja pela tradição de um culturalismo herdado de antanho no qual manda quem pode e obedece quem tem juízo. A sociedade brasileira está enferma com esse complexo há cinco séculos, o que a impede de se julgar vivendo numa democracia plena.

Se a democracia é o governo do povo, pelo povo e para o povo, como é isso no Brasil se os despossuídos ou quase permanecem assim desde o descobrimento, de geração a geração? Não existe igualdade de direitos e oportunidades, pois que a meritocracia impede que a democracia exista em sua plenitude. Estão aí para se contar em nossa história os mandos, desmandos e violências de toda ordem, principalmente nas esferas política, jurídica e econômica.

Bastou que houvesse há exatos 13 anos a eleição de um governo democrático e popular, eleito um antigo operário, torneiro-mecânico, semiqualificado, que conseguiu ainda assim reverter momentaneamente o complexo de vira-lata, retirar da pobreza cerca de 30 milhões de pessoas, reduzir drasticamente a desigualdade de renda e melhorar a saúde e a educação de milhões de despossuídos, entre outras conquistas, para que viesse um golpe parlamentar-jurídico-midiático para destituir a presidenta eleita e desfazer tudo o que havia sido feito.

De um lado venceu a meritocracia e de outro perderam os sem vez e voz. Cada macaco no seu galho diriam os mandantes, onde agora é o nosso lugar? diriam os despossuídos. Como o complexo pegou fundo nesses últimos, eles não reagem e brigam por seus direitos, se acomodam, mesmo irados, se adaptam à nova situação, mesmo que traídos, derrotados e ameaçados pelo sistema.

Exemplo atual escandaloso é a atitude e a postura do candidato do PSL à presidência. Reconhecidamente misógino, racista, antifeminista, armamentista e violento, conforme diversas manifestações públicas captadas em vídeos, declarações e intervenções parlamentares, ele ainda assim consegue amealhar uma percentagem alta de intenções de voto. Como entender essa situação? Afora os que o apoiam por serem semelhantes em intenção, gesto e atitude, há uma boa parte que é contra, mas vota a favor e outra que vota nele, mas não tem discernimento político.

Por que?

A explicação vem do complexo de vira-lata. Dirão os afetados pelo complexo: pouco me importa, eu não concordo, mas vou votar assim mesmo porque ele é tudo o que gostaria de ser para enfrentar a situação do país: peitudo, brigão, sem papas na língua, macho, vingador. Igualam-se na ira acumulada por serem vira-latas, assim se dão ao direito de eleger o seu representante por não suportar o outro partido, mesmo não tendo nada contra o candidato deste, ou para fazer o que gostariam na arrumação/desarrumação da situação vigente.

Os eleitores do candidato do PSL, homens, são os que se veem como Rambos tupiniquins, ou os que veem nele um caminho, mesmo imprevisível, para se manterem ou ampliarem seus espaços patrimonialistas de poder, enquanto as mulheres são as mal-amadas, ou as que costumam apanhar (física ou psicologicamente) dos seus companheiros, como já disse Nélson Rodrigues, ou as que não entendem bem nada de política nem querem, ou ainda as que estão conformadas com a vida sofrida e mal tradada que têm. O país assim complexado corre o risco de ter em seu comando uma figura desse naipe na jogada iniciada por Trump nos Estados Unidos ou pior.

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(*) José Carlos Peliano, poeta, escritor e economista.

Criado em 2018-10-03 18:17:04

Evaldo Gouveia, mais um velhinho genial que se foi

Carlos Rabelo (*) –

Sexta-feira passada, dia 29 de maio, morreu Evaldo Gouveia, vítima da  Covid-19 aos 91 anos de idade. Fiquei espantado em perceber que pessoas inteligentes, de bom gosto e bem informadas nem sabiam quem foi Evaldo Gouveia. Se você, caro leitor (a), não sabe quem foi Evaldo Gouveia, pode jogar na minha cara que eu não fazia a menor ideia de que ele ainda estava vivo, apesar de saber por alto quem era.

Mas se você escutar Alguém de disse cantado por Maysa ou talvez Brigas , terá que dar o braço a torcer, e reconhecer que o compositor e cantor cearense Evaldo Gouveia (1928-2020) é parte da nossa memória afetiva, e que, numa carreira de setenta anos, defendeu a melhor música brasileira.

Muitas de suas canções mais famosas foram compostas em parceria com o capixaba Jair Amorim (1915-1993) e interpretadas de maneira brilhante nas vozes de Nelson Gonçalves, Altemar Dutra e Maysa.

Evaldo é mais lembrado por esses espetaculares sambas-canções de dor de cotovelo, mas também foi compositor de samba-enredo para a Portela, em 1974, com O Mundo Melhor de Pixinguinha, e, em 1978, com Mulher à Brasileira.

Não vou aqui traçar a biografia desse grande músico brasileiro, mas recomendo esta entrevista dada à TV Assembleia do Ceará, onde ele conta muito bem humorado sua trajetória de galã local da rádio cearense nos anos 1950 e integrante do Trio Nagô, até se tornar um dos compositores mais gravados do Brasil.

O que impressiona nessa entrevista é o fato de o entrevistado estar com cerca de 84 anos de idade! Com boa memória, voz ainda firme, ele conta sua vida e canta o que lhe pedem, graças à boa entrevistadora que não o interrompe e o deixa cantar e falar à vontade. Ou seja, não fosse a devastadora Covid-19, esse cidadão poderia muito bem se tornar um centenário.

No entanto, o que me entristece é ver um sujeito passar noventa anos espalhando beleza pelo mundo, e morrer sem alarde, sem pompa alguma. Todo mundo sabe quem é o Carluxo, todo mundo ficou sabendo que o Gustavo Lima bebeu demais durante sua live, e um artista da grandeza de Evaldo morre quase desapercebido.

Por ser uma figura de um estilo de música cujos principais protagonistas já se foram, não é de se espantar que Evaldo é daquelas figuras que nos surpreendem por estarem ainda vivas.

Sempre tomo um susto ao lembrar que a atriz Olivia de Havilland, nascida em 1916, ainda está viva no alto de seus 103 anos de idade. Para quem não lembra, ela é a Marion de As Aventuras de Robin Hood, dirigido por Michael Curtiz, o mesmo realizador de Casablanca. Olivia fez uma histórica dupla romântica com Errol Flynn, e é uma das últimas remanescentes do que se chama a Era de Ouro de Hollywood. Ora, da terceira vez que me espantei por Olivia ainda estar viva, me pus a perguntar quem mais se encontra nessa categoria de gente do “não acredito que ainda está vivo”. O lamentável é que muitas vezes só nós percebemos disso ao saber do falecimento.

Por que não os valorizar ainda em vida, como diria Nelson Cavaquinho, por que não lhes oferecer “as flores em vida”? Por que não falar agora de Carlos Lyra (81 anos), João Donato (85 anos), Hermeto Paschoal (83 anos) e tantos outros que já passaram dos oitenta? Todos, desafortunadamente, ameaçados pela mesma pandemia que nos levou o grande Evaldo.

Antes que seja tarde, vamos valorizar nossos velhinhos!
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(*) Carlos Rabelo, goiano e sueco, é dramaturgo, músico, tradutor e boêmio inveterado.

 

 

Criado em 2020-06-01 20:19:58

Tacla Duran denuncia 'mordaça' da Lava Jato

Redação da Rede Brasil Atual - 

O advogado Rodrigo Tacla Duran, que atuou como consultor da Construtora Odebrecht, voltou a afirmar que os sistemas eletrônicos Drousys e MyWebDay, utilizados pela construtora para gerenciar o pagamento de propinas, teriam sido adulterados de modo a produzir provas para incriminar figuras que estariam no alvo de procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba.

Em audiência na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, realizada nesta terça-feira (5/6), Tacla Duran também destacou as negativas da Lava Jato em ouvi-lo sobre esses indícios de fraude na produção de provas. Segundo ele, antes de servirem como provas em diversas condenações, as planilhas da Odebrecht deveriam ter sido periciadas pela Justiça, que poderia comprovar assim as ditas manipulações.

Tacla Duran foi arrolado como testemunha de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas teve por cinco vezes o seu depoimento negado pelo juiz Sérgio Moro. Ele denunciou o "cerceamento" do direito de defesa no âmbito da Lava Jato: "Amordaçar testemunhas é sinal claro de que não está se fazendo Justiça".

A recusa de Moro e da força-tarefa de Curitiba em ouvir as explicações de Tacla Duran, se deve, segundo o advogado, ao fato de ele não ter assinado acordo de delação premiada com a Lava Jato, que teria condições "melhoradas" após negociação realizada pelo advogado Carlos Zucolotto, ex-sócio da esposa do magistrado, Rosângela Wolff Moro, e padrinho de casamento do casal.

"Zucolotto me propôs que lhe desse US$ 5 milhões em troca de proteção na Lava Jato", afirmou Tacla Duran, que comentou ter conhecimento sobre outros advogados que também "venderam proteção" contra acusados, o que configuraria um modus operandi da força-tarefa.

A uma pergunta do deputado Wadih Damous (PT-RJ) se as manipulações nas planilhas extraídas dos sistemas eletrônicos teriam sido adulteradas em outros inquéritos, Tacla Duran afirmou ter conhecimento de outras manipulações similares que são tidas como "extratos bancários".

"Hoje quem questiona o modus operandi da República de Curitiba é considerado inimigo da Lava Jato. Será que teremos que ser coniventes com o atropelo das leis?", questionou o advogado, ouvido como testemunha em outros sete países para dar explicações sobre o sistema de pagamentos de propina da Odebrecht.

Tacla Duran confirmou que tinha acesso ao sistema Drousys, que servia para fazer a comunicação interna entre os envolvidos nos esquemas da Odebrecht. Ele contou que recebeu e-mails da direção da construtora alertando para que as informações necessárias fossem copiadas e depois destruídas, pois receavam que os sistemas pudessem ser apreendidos pela Justiça. "O sistema foi adulterado diversas vezes, foi montado para caso viesse a ser apreendido. Minha surpresa são as alterações posteriores ao bloqueio".

De acordo com Tacla Duran, Zucolotto atuaria junto à força-tarefa com o intuito de reduzir penas e multas que recairiam sobre ele, em troca do pagamento de US$ 5 milhões "por fora". Ele classificou a prática como "extorsão" e que, desde tal oferta, recusou o acordo, e então passou a ser perseguido por Moro e os procuradores de Curitiba. "Desde 2016, quando decidi procurar espontaneamente a Lava Jato, sou tratado como criminoso, alvo de ofensas. Mas, em momento algum, apresentaram qualquer prova contra mim".

Após o caso vir à tona, em agosto de 2017, Tacla Duran detalhou a sua versão em outro depoimento prestado em dezembro do mesmo ano, em sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da JBS. No mesmo mês, foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) sob acusação de lavar dinheiro de propina da Odebrechet. "Essa é a segunda vez que sou chamado no Congresso Nacional. Nunca tive oportunidade de fazer isso perante a Lava Jato. Nunca quiseram me ouvir sobre as acusações que fazem contra mim".

Moro afirma que Tacla Duran, que tem dupla cidadania e vive na Espanha, é foragido da Justiça. O advogado contestou, afirmando que os procuradores é que não estiveram presentes em audiência marcada em colaboração com a Justiça espanhola, também em dezembro. "Os procuradores que solicitaram para vir, não vieram. A minha colaboração com Peru, Equador e Andorra, por exemplo, se mostrou extremamente eficaz. Resultou em diversas prisões e até em renúncias de presidentes".

Há seis meses, os deputados Paulo Pimenta, Wadih Damous e Paulo Teixeira (PT-SP) cobraram da Procuradoria-Geral da República (PGR) que investigue as acusações de Tacla Duran. A PGR decidiu arquivar a representação dos parlamentares, alegando que os documentos que o advogado aponta como falsos são "verídicos". Os deputados prometem recorrer da decisão, e insistem que Tacla Duran deve ser ouvido.

Questionado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) se as adulterações nos sistemas da Odebrecht serviriam também para encobrir práticas ilícitas dos próprios executivos, Tacla Duran foi categórico. "Sem dúvida. Por isso que estou sendo acusado, no lugar deles”.

 

Criado em 2018-06-06 02:28:42

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