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Fernanda Takai e as bandas "Samuca e a Selva" e "Consuelo" fazem o terceiro show do projeto de Concertos ao Ar Livre. Dia 12 de fevereiro, a partir das 15h, na Praça das Fontes do Parque da Cidade (Estacionamento 9). Entrada franca.
O projeto Todos os Sons, versão 2016, entrou 2017 adentro e encerra suas atividades com um grande show no dia 12 de fevereiro, na Praça das Fontes do Parque da Cidade.
O último concerto desta edição traz o som de Fernanda Takai, apresentando canções que compõem o repertório do disco "Na medida do impossível", o mais recente lançamento de sua carreira solo.
Antes da cantora e compositora mineira, sobem ao palco as bandas "Consuelo", alter ego da cantora brasiliense Cláudia Daibert, que volta aos palcos com uma banda composta por alguns dos mais talentosos músicos da cidade, e os paulistas da "Samuca e a Selva", banda jovem que fará o lançamento de seu primeiro CD, Madurar, marcado pela batida dançante.
Os shows começam às 17h, em um túnel especialmente preparado para acolher o público, caso a chuva insista em chegar. Antes, em outra tenda, artistas alegram a garotada com brincadeiras antigas, esporte e apresentações circenses.
O projeto vai incentivar a coleta de lixo eletrônico e reciclável e terá área especialmente planejada para receber pessoas com deficiência e idosos.
OS ARTISTAS
Fernanda Takai
Quarto disco-solo da cantora e compositora e o primeiro autoral, o CD "Na Medida do Impossível" vai dar o tom do show que Fernanda Takai fará no encerramento desta edição do projeto TODOS OS SONS.
Lançado em 2014, o disco foi concebido com a participação de vários parceiros, que dividem a autoria das canções com a artista e a reinterpretação de alguns sucessos da música popular brasileira.
São músicas como Seu Tipo (composta com Pitty), De um Jeito ou de Outro (parceria com Marcelo Bonfá), e Quase Desatento (com Marina Lima e Climério Ferreira).
Banda Consuelo
Conhecida pela potência vocal e forte presença, a cantora, compositora e instrumentista Claudia Daibert já esteve à frente de bandas como As Minas do Rei Salomão e Trio Perfumado, cantando baião, frevo e maracatu; já tocou muita bateria em reggaes no início da carreira e rodou em turnês pelo Brasil, Uruguai e França, como vocalista da banda Casa de Farinha (vencedora do Prêmio TIM da Música Brasileira em 2005).
Cláudia integrou projetos mais experimentais, com as bandas Toró de Palpite e Cachorros das Cachorras; e ainda teve tempo de atuar como produtora cultural, sendo co-criadora do coletivo Criolina.
Mas a artista queria mais. Depois de passar uma temporada atuando como produtora de cinema e televisão em São Paulo e como braço do Criolina em terras paulistas (rodando vários países), a intérprete volta aos palcos agora como Consuelo, destilando sua alma cigana para dar vazão a ritmos latino-americanos, folk espanhol, rock e muita experimentação, acompanhada de um time de feras da música de Brasília: o baixo de Vavá Afiouni (Passo Largo), o violão de João Ferreira (Natiruts), a guitarra de Marcus Moraes (Passo Largo), os sopros de Esdras Nogueira (Móveis Coloniais de Acaju) e a bateria de Thiago Cunha (Passo Largo). E assim, com um pé no Cerrado e outro no mundo, nasceu Consuelo.
Banda Samuca e a Selva
Samuca e a Selva é um nome sonoro para uma (big) banda, de 10 músicos experientes que há cerca de dois anos decidiram se juntar. É formada por um quarteto de metais (Bio e Kiko Bonato nos saxofones, Felippe Pipeta no trompete e Victor Fão no trombone), percussionista (Fábio Prior), baterista (Guilherme Nakata), tecladista (Marcos Mauricio), Thiago Buda no baixo, Samuel Samuca no vocal e flauta transversal e o guitarrista Allan Spirandelli.
Para o concerto do projeto Todos os Sons, a banda promete apresentar o repertório do primeiro disco, Madurar, disponível no link:
https://open.spotify.com/album/53dT3Exaj3Qfeayxz5knKE
SERVIÇO
Projeto Todos os Sons
Local: Praça das Fontes do Parque da Cidade (Estacionamento 9)
Data: 12 de fevereiro de 2017
Horário: a partir das 15h (atividades lúdicas e esportivas) e 17h (apresentações musicais)
Entrada franca.
Informações: (61) 3349.3937
(61) 9 9315.5757
Criado em 2017-01-31 15:05:04
Alexandre Ribondi -
Peça teatral em cartaz até 26 de fevereiro, todas as sextas e sábados, às 21h, e domingos às 20h. No Teatro Goldoni (208/209Sul) - Edifício Casa d’Italia - Brasília-DF. Ingresso: R$ 10 a meia. Classificação: 14 anos.
A Cidade Estrutural, que nasceu há pouco mais de 40 anos, tem ruas compridas, estreitas e tortas. Tem crianças brincando nas ruas, tem cachorros vadios, gatos em cima de muros e nenhuma - ou poucas - árvores.
Não tem praças nem jardins. Às vezes, tem um cheiro ácido no ar, quando o vento traz a lembrança do amontoado de lixo, produzido pela população do DF e que lá encontra o seu destino.
Frequentei a Estrutural nos últimos cinco meses, para realizar o projeto da peça Felicidade. Acompanhado do assistente de direção Morillo Carvalho, lá íamos nós, no começo da noite, para uma das ruas estreitas, onde, quase sempre, passavam carros de aparência luxuosa, ou grandes demais para as dimensões da ruela.
No Ponto de Memória, uma sala pequena, aconteciam os ensaios do projeto produzido pela Desvio Produções, em parceria com o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), patrocinados pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura do Distrito Federal.
E no início, nos primeiros dias de agosto de 2016, era o caos. Ou era como chegar a uma terra estrangeira para entendê-la e, em seguida, fazer uma peça de teatro sobre ela.
Os oito atores (Walissom, Vinicius, Tainá, Tatiana, Lucas, Fábio, Josias e Jessica) foram os cicerones e os intérpretes. Foram eles que contaram as histórias vividas e a experiência de serem homossexuais na cidade, onde a paisagem é sempre a mesma: ruas mal pavimentadas com casas, bares, padarias, mercearias, oficinas mecânicas e muitas, muitas igrejas, umas depois das outras.
Então, aconteceu o maceramento afetivo da Estrutural. E encontramos o que, de resto, existe em qualquer área do DF: a descoberta da orientação sexual, as agressões, o abuso de drogas, a violência sexual, o desejo de formar novas famílias, o amor colhido do que é visto como lixo humano, música e muita alegria.
Num ambiente hostil, que olha a homossexualidade com desprezo e profundo preconceito, a felicidade - que dá nome à peça - é uma ferramenta de resistência.
E essa felicidade se realiza em cada passo dado. Quando alguns dos atores esconde o genital entre as coxas para viver a mulher que existe nele, o rosto torna-se feliz.
Quando a atriz afirma que "felicidade é ter uma mulher ao meu lado", há um grito feliz de conquista. As pedras lançadas sobre o teto do Ponto de Memória durante os nossos ensaios não transformaram nenhum de nós em vítimas.
Pelo contrário, as pedradas agora são elementos de cenas da peça. E mais: quando uma das atrizes declara que "felicidade é ajudar o próximo", fica claro que o elenco devolve as pedras em forma de compromisso social.
Aprendemos que rebolar, dançar, rir, travestir-se e desmunhecar são atitudes responsáveis.
A peça agora está pronta e estreia às 21h do dia 3 de fevereiro, amanhã, no Teatro Goldoni (Casa d'Itália - 208 Sul, em frente à estação de metrô 108 Sul, saída do eixinho Leste).
Isso para mostrar que se a felicidade é fato, o fato reside na diversidade.
Em todas as diversidades: social, de cor, de gênero, de fé e, também, no intenso cheiro de lixo que percorre a cidade de onde veio a nossa Felicidade.
Serviço:
Peça de Alexandre Ribondi. Com Vinícius Ávlis, Fábio William, Jéssica Silva, Josias Silva, Lucas Miguel, Tainá Caminho, Taty Moudrak e Walisson Lopes.
Temporada: Até 26 de fevereiro. Sextas e sábados, às 21h; domingos, às 20h
Local: Teatro Goldoni (EQS 208/209 – lote A Edifício Casa d’Italia – Asa Sul)
Preço: R$ 10 (meia)
Classificação: 14 anos
Informações: (61) 98425-6885
Criado em 2017-02-02 14:23:02
João Lanari Bo -
"A criada", filme do coreano Park Chan-Wook, funciona como uma elaborada narrativa a um só tempo transnacional e transexual: um produto, ou um cruzamento, que percorre e satisfaz as demandas da economia libidinal nesses tempos de pós-verdade em que vivemos.
Tudo é fetiche nessa história, esse artifício no qual Deleuze via “um signo da imagem-pulsão”, aquele objeto parcial que sobra e habita em algum lugar na memória – pode ser uma calcinha, um dedo, uma boca, um sapato, um pedaço de carne.
Ou um amor entre mulheres, visto pelo olhar erotizado (e masculino) do diretor.
E mais: a própria história já é um fetiche. Inspirado no bem-sucedido romance vitoriano-lésbico “Fingersmith”, de Sarah Waters, publicado em 2002, a ação – em todos os níveis – é transportada para a Coréia do Sul ocupada pelo japoneses, na turbulenta década de 30.
A criada, a coreana viradora, e a patroa, a japonesa herdeira, unem-se carnal e espiritualmente para destravar qualquer resquício colonial que se interponha.
Política e sexo se encontram, em um momento suspenso, transfigurado em fantasma.
Um fantasma erótico, por certo. A cena da banheira, onde as duas heroínas resolvem todas as pendências afetivo-sexuais, pontifica e transfigura a narrativa.
Uma cena, aliás, produzida e sublimada por olhares masculinos: do vigarista-sedutor, que articula o golpe milionário do baú, ao tio-pervertido, colecionador de novelas celeradas da França “dix-septième”, Marques de Sade em primeiro lugar. E do diretor, naturalmente.
Os apreciadores da sétima arte se lembrarão de um quase-homônimo filme, igualmente sado-masoquista, o fabuloso O Criado, de Joseph Losey, com Dirk Borgarde – o primeiro filme do cinema a abordar explicitamente a luta de classes, como dizia Godard.
O filme-fetiche de Park Chan-Wook, por sua vez, investe na inversão da narradora para resolver a questão social e surpreender o espectador.
Na primeira parte, é a colonizada, na segunda, a colonizadora. O que sobra, ao fim, é o olhar da outra, essa outra que está em algum lugar e em lugar nenhum, o inconsciente – feminino, por óbvio.
Criado em 2017-01-25 17:56:09
De 26 de janeiro a 1º de fevereiro. Festival de Férias Cine Brasília Inclusivo – Ingressos: R$ 12 (inteira) R$ 6 (meia entrada). Estreia de dois filmes, um com Juliette Binoche e outro com Catherine Deneuve.
Duas novidades entram na grade de exibições do Cine Brasília: "Mistério da Costa Chanel" e "O Ignorante". O primeiro é dirigido pelo francês Bruno Dumont e tem no elenco a premiada atriz Juliette Binoche.
O segundo, O Ignorante, é de Paul Vecchiali, e tem no elenco Catherine Deneuve, no papel de Marguerite.
Conhecido por dramas intimistas, Dumont se aventura pela comédia num filme que prima pela presença de personagens excêntricos, ingredientes que geraram muita polêmica no último festival de Cannes.
Com a presença de Catherine Deneuve, "O Ignorante" leva a assinatura de Paul Vecchiali, ele mesmo o protagonista de uma história sobre o envelhecimento.
Além disso, o cinema abriu a sala para o Festival de Férias Cine Brasília Inclusivo, que tem na programação filmes com recursos de acessibilidade para as pessoas com deficiência.
Programação:
De 26 a 29 de Janeiro
17h - ESTREIA - O Ignorante (Le Cancre, França, 2016, drama, 116 min, classificação 14 anos), direção: Paul Vecchiali.
Sinopse: Laurent está buscando um caminho para a vida depois de passar infância e adolescência no comodismo. Ele tem uma relação difícil com Rodolphe, seu pai, e ambos são sensíveis demais para expressarem o que sentem. Apesar das mulheres de sua vida estarem ao seu redor, Rodolphe tem apenas uma obsessão: reencontrar Marguerite (Catherine Deneuve), seu primeiro amor.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=g1DK32IsIlg&feature=youtu.be
19h10 - "Eu, Daniel Blake" (I, Daniel Blake, Inglaterra/França , 2016, drama, 97 min, classificação 12 anos, com: Dave Johns, Hayley Squires) direção : Ken Loach.
Sinopse: Após um ataque cardíaco e de ser desaconselhado pelos médicos a retornar ao trabalho, Daniel Blake busca receber os benefícios concedidos pelo governo. Entretanto, esbarra na extrema burocracia instalada pelo sistema, amplificada pelo fato dele ser um analfabeto digital. Numa das várias idas a departamentos governamentais, ele conhece Katie, a mãe solteira de duas crianças, que se mudou recentemente para a cidade e também não possui condições financeiras para se manter.
Trailer: http://imovision.com.br/index.php/filme/eu-daniel-blake/
21h - ESTREIA - Mistério da Costa Chanel (Ma Loute, França/Alemanha, comedia dramática, 122min, classificação 16 anos. Com Fabrice Luchini, Juliette Binoche, Valéria Bruni Tedeschi), direção: Bruno Dumont.
Sinopse: Em 1910, misteriosos desaparecimentos deixam em polvorosa a região Baía de Slack. A infame dupla de detetives Machini e Malfoy chega para investigar. Eles logo conhecem a família Brufort, cujo pai, um pescador local, tem dificuldade em controlar a impetuosa Ma Loute. Do outro lado da Baía fica a mansão Van Peteghem, onde uma degenerada família burguesa vem passar o verão. Logo, mais confusão e mistério cairão sobre as duas famílias, quando Ma Loute e o jovem Billie Van Peteghem iniciam um romance. Uma amalucada comédia burlesca do diretor Bruno Dumont. Competição oficial, Cannes 2016
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=YHAkQ_GaJng
Dias 30 e 31 janeiro e 1º de fevereiro
14h50 e 21h - Mistério da Costa Chanel (Ma Loute, França/Alemanha, comedia dramática, 122min, classificação 16 anos. Com Fabrice Luchini, Juliette Binoche, Valéria Bruni Tedeschi), direção: Bruno Dumont.
Sinopse: Em 1910, misteriosos desaparecimentos deixam em polvorosa a região Baía de Slack. A infame dupla de detetives Machin e Malfoy chega para investigar. Eles logo conhecem a família Brufort, cujo pai, um pescador local, tem dificuldade em controlar a impetuosa Ma Loute. Do outro lado da Baía fica a mansão Van Peteghem, onde uma degenerada família burguesa vem passar o verão. Logo, mais confusão e mistério cairão sobre as duas famílias, quando Ma Loute e o jovem Billie Van Peteghem iniciam um romance. Uma amalucada comédia burlesca do diretor Bruno Dumont. Competição oficial, Cannes 2016
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=YHAkQ_GaJng
17h - O Ignorante (Le Cancre, França, 2016, drama, 116 min, classificação 14 anos), direção: Paul Vecchiali.
Sinopse: Laurent está buscando um caminho para a vida depois de passar infância e adolescência no comodismo. Ele tem uma relação difícil com Rodolphe, seu pai, e ambos são sensíveis demais para expressarem o que sentem.
Apesar das mulheres de sua vida estarem ao seu redor, Rodolphe tem apenas uma obsessão: reencontrar Marguerite (Catherine Deneuve), seu primeiro amor.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=g1DK32IsIlg&feature=youtu.be
19h10 - Eu, Daniel Blake ( I, Daniel Blake, Inglaterra/França , 2016, drama, 97 min, classificação 12 anos, com: Dave Johns, Hayley Squires) direção : Ken Loach.
Sinopse: Após um ataque cardíaco e de ser desaconselhado pelos médicos a retornar ao trabalho, Daniel Blake busca receber os benefícios concedidos pelo governo. Entretanto, esbarra na extrema burocracia instalada pelo sistema, amplificada pelo fato dele ser um analfabeto digital. Numa das várias idas a departamentos governamentais, ele conhece Katie, a mãe solteira de duas crianças, que se mudou recentemente para a cidade e também não possui condições financeiras para se manter.
Trailer: http://imovision.com.br/index.php/filme/eu-daniel-blake/
Festival de Férias Cine Brasília Inclusivo
Quinta, dia 26
14h - Paratodos (Brasil, 2016, documentário, 110mim, classificação livre), direção: Marcelo Mesquita.
Acessibilidade: Descrição em Libras e Legendado
Sinopse: O filme que mergulha no cotidiano de alguns dos principais atletas paralímpicos brasileiros para investigar os bastidores do esporte de alta performance. O filme acompanha o cotidiano das equipes de Atletismo, Natação, Canoagem e Futebol de 5 nos duros treinamentos e principais competições, registrando com sensibilidade seu dia a dia na luta por vitórias, recordes e medalhas. ENTRADA FRANCA
Trailer: http://www.filmeparatodos.com.br/
Sexta, dia 27
14h - GERAÇÃO 21 (Brasil, 2017, web serie, 30minutos, classificação livre) direção: Alex Duarte.
Sinopse: A web serie que será lançada em março no seu canal no YouTube, trata do cotidiano de pessoas com Síndrome de Down.
Acessibilidade: Legendado - ENTRADA FRANCA
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=BcXnAZekBlY
Sábado, dia 28
14h - Colegas (Brasil, 2012, aventura, 94 min, classificação livre), direção: Marcelo Galvão
Sinopse: A comédia aborda coisas simples da vida por meio do olhar de três jovens com síndrome de Down apaixonados por cinema. Um dia, inspirados pelo filme Thelma & Louise, eles resolvem fugir em busca de seus sonhos: Stalone quer ver o mar, Marcio quer voar e Aninha quer se casar. Eles partem de São Paulo rumo à Buenos Aires. Nessa viagem, enquanto experimentam o sabor da liberdade, envolvem-se em inúmeras aventuras e confusões. ENTRADA FRANCA
Acessibilidade: Legendado
Trailer: https://blogcolegasofilme.com/press/
Domingo, dia 29
14h - Os Smurfs (EUA, 2011, fantasia, 103 min, classificação livre), direção: Raja Gosnell
Sinopse: Gargamel quer capturar os Smurfs para tê-los como amuletos. Assustados, liderados pelo Smurf Desastrado, os pequeninos entram numa gruta proibida. Como é lua cheia, eles acabam transportados por um portal para o Central Park, em Nova York. Lá, Desastrado, Ranzinza, Smurfette, Gênio, Papai Smurf e Valente encontram refúgio com um casal. Acessibilidade: Legendado e ambientação para crianças do espectro autista. ENTRADA FRANCA
Trailer: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-61639/trailer-19311827/
S E R V I Ç O:
Ingressos: R$ 12 (inteira) R$ 6 (meia)
Festival de Férias Cine Brasília Inclusivo – Entrada Franca
Programador responsável: Sergio Moriconi - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Programação Completa: www.cultura.df.gov.br / facebook.com/cinebrasilia1960
Telefones Cine Brasília: (61) 3244 1660 / 3443 9153
Endereço: EQS 106/107, Asa Sul
CEP: 70.345-400 Brasília-DF
Criado em 2017-01-25 17:52:35
Sábado, 28/01, às 21h. Participações especiais de Ana Reis, Carlos Cárdenas e Paulo André Tavares.
Leonel Laterza é a atração deste sábado, 28/1, às 21h, no Clube do Choro de Brasília.
Ele se apresenta com o grupo Mesa para Três, formado por Flávio Silva (piano), Daniel Castro (baixo) e Pedro Almeida (bateria).
Juntos, irão mostrar releituras de clássicos da MPB como A Flor e o Espinho (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito), Basta de Clamares Inocência (Cartola), Vatapá (Dorival Caymmi), dentre outros.
Mineiro de Uberaba, Laterza vive em Brasília há vários anos e sua experiência como cantor da noite ajudou a alicerçar sua carreira e formar o seu trabalho de intérprete.
Influenciado pela bossa nova, pelas grandes vozes da MPB e pelo jazz, Leonel Laterza mostra recursos que o permitem visitar, de maneira particular, os mais variados gêneros musicais.
Já se apresentou ao lado de grandes nomes da nossa música como Rosa Passos, Roberto Menescal, Fátima Guedes, Sueli Costa, Zé Luiz Mazziotti, Simone Guimarães e Sérgio Santos.
Laterza recebeu, por duas vezes o prêmio de melhor intérprete no Prêmio Sesc de Música Tom Jobim. Um em 2011 e outro em 2013.
Serviço
Leonel Laterza e o Mesa pra Três
Sábado, 28 de janeiro, às 21h
Clube do Choro de Brasília - SDC BLOCO “G”. (Entre a Torre de TV, o Centro de Convenções e o Planetário.)
INGRESSOS: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).
Funcionamento da bilheteria:
De 2ª a 6ª feira: das 10h às 21h30
Sábado: das 19h às 21h30
Telefone para contato: (61) 3224-0599.
Classificação: 14 anos
Criado em 2017-01-24 22:46:34
Após a estreia da peça “Azul da Prússia”, de Alexandre Ribondi, no Teatro do Brasília Shopping, ontem, sexta (20/1), Brasiliarios.com recolheu quatro comentários em páginas do Facebook que reproduzimos aqui.
O primeiro, de Arthur Fernando Costa:
"Fui ver! Que beleza de trabalho! Saí tocado, pois vivenciei perdas importantes na ditadura, que me deixaram marcas profundas.
Azul de Prússia mexeu nessas minhas feridas, reavivou memórias adormecidas, trouxe-me imagens, cheiros, sons, amores...
Parabéns, caro amigo [Ribondi], por mais essa obra inesquecível. E obrigado pelos bons momentos que passamos juntos naquele palco azul!"
O segundo, de Lourdes Teodoro, diz o seguinte:
“Estou chegando [sexta, 20/1] do Teatro de Bolso do Brasília Shopping onde assisti à peça Azul da Prússia, escrita e encenada por Alexandre Ribondi.
O autor faz um morador de rua, produto da ditadura que destruiu muitas vidas, muitas famílias, acomodou a educação brasileira às exigências norte-americanas (acordos MEC/USAID), proibiu a abordagem de vários assuntos pela imprensa - o racismo, por exemplo era assunto proibido etc.
O morador de rua contracena com um jovem [interpretado por Matheus Silva] que... não chega a fazer perguntas... Por que volta e meia o mendigo alucina cenas de tortura e tem medo do jovem?... O ator Alexandre Ribondi nos comoveu.
O texto é bom e a performance dos dois atores foi impecável. Mas e os jovens que pouco sabem da ditadura, como será que receberam, ou receberão, a peça? Estou curiosa”.
Lourdes diz ainda: “Eu quero recomendar a vocês a peça Azul da Prússia. Arte, em grande parte expressão do inconsciente, é atemporal: passado e presente resultam no tempo de duração da obra.
Pós 1964, o ator brinca com sua dor, compartilha suas feridas, ri, faz amigos e dialoga com seus fantasmas... Intensa, amarga, trágica, com pinceladas de poesia. É assim o terrível e fascinante Azul da Prússia, um tom sofisticado que Ribondi deu à sua peça”.
Mais dois comentários:
A jornalista Nira Foster diz: “A propósito da peça Azul da Prússia, durante o espetáculo, várias voltas ao passado. Me emocionei"
Já Antonio Carlos Bigonha:
"Ontem fomos assistir Azul da Prússia, mais recente trabalho do craque Alexandre Ribondi. Além do excelente bom humor do texto de Ribondi, a peça nos trás reminiscências da ditadura no Brasil recente e de suas sequelas na alma dos brasileiros. Engraçado e emocionante. Imperdível!!!"
A peça fica em cartaz até o dia 29 de janeiro, sempre sexta, sábado e domingo, às 20h.
Criado em 2017-01-22 02:21:04
De 19 a 25 de janeiro. Destaque para o filme "Eu, Daniel Blake", de Ken Loach, merece 5 estrelas. Eis o que dizem sobre ele dois jornalistas:
“É um soco no estômago de quem defende o neoliberalismo. Uma critica humanista ao sistema de proteção social injusto da Inglaterra conservadora. Um filme sobre a vida dos pobres do primeiro mundo e toda a crueldade pós-estado do bem-estar social desarticulado desde Margareth Thatcher. Palma de Ouro Para merecida em Cannes”. (Romário Schettino).
A jornalista Sandra Crespo diz que o filme mostra como o “sistema” torna as pessoas invisíveis. “É uma porrada na sociedade consumista”, disse ela em sua página no Facebook.
Veja aqui os filmes que estarão em cartaz no Cine Brasília, de 19 a 25 de janeiro de 2017. Aproveite.
Permanecem em cartaz:
Eu, Daniel Blake - (drama - Reino Unido/França/Bélgica - 101min/2017) - de Ken Loach. Com: Dave Johns, Hayley Squires, Dylan McKiernan.
Sinopse: Após sofrer um ataque cardíaco e ser desaconselhado pelos médicos a retornar ao trabalho, Daniel Blake (Dave Johns) busca receber os benefícios concedidos pelo governo a todos que estão nesta situação.
Entretanto, ele esbarra na extrema burocracia instalada pelo governo, amplificada pelo fato dele ser um analfabeto digital. Numa de suas várias idas a departamentos governamentais, ele conhece Katie (Hayley Squires), a mãe solteira de duas crianças, que se mudou recentemente para a cidade e também não possui condições financeiras para se manter. Após defendê-la, Daniel se aproxima de Katie e passa a ajudá-la.
O que foi dito: No Festival de Cannes de 2014, na coletiva concedida por Jimmy's Hall, Ken Loach surpreendeu ao dizer que considerava a aposentadoria. "Primeiro irei acompanhar a Copa do Mundo, depois veremos o que o outono trará."
Dois anos depois, o veterano diretor está de volta ao festival com um longa-metragem extremamente fiel às suas crenças. Felizmente! ... o filme tem o tom incisivo típico de Loach ao apontar desvios existentes na sociedade atual.
Em Eu, Daniel Blake, o diretor retorna ao habitual tema da defesa das minorias perante os abusos cometidos pelo Estado, agora em relação à burocracia existente para se obter benefícios sociais concedidos pelo governo. (Francisco Russo)
O Apartamento - (drama/Irã/França - 123min/2017) - de Asghar Fahadi. Com: Shahab Hosseini, Taraneh Alidoosti, Babak Karimi
Sinopse: Emad (Shahab Hosseini) e Rana (Taraneh Alidoosti) são casados e encenam a montagem da peça teatral "A Morte de um Caixeiro Viajante", de Arthur Miller. Um dia, eles são surpreendidos com o alerta para que eles e todos os moradores do prédio em que vivem deixem o local imediatamente.
O problema é que, devido a uma obra próxima, todo o prédio corre o risco de desabamento. Diante deste problema, Emad e Rana passam a morar, provisoriamente, em um apartamento emprestado. É lá que Rana é surpreendida com a entrada de um estranho no banheiro, justamente quando está tomando banho.
O susto faz com que ela se machuque seriamente e vá parar no hospital. Entretanto, é o trauma do ocorrido que afeta, cada vez mais, suas vidas.
O que foi dito: O iraniano Asghar Farhadi tem construído sua carreira como diretor e roteirista baseando-se no cruzamento entre diversos personagens, cujos princípios morais desencadeiam conflitos na vida uns dos outros.
É um exercício meticuloso, devidamente empregue à mercê dos seus atores que tudo fazem para dar ênfase dramática a uma curiosa forma realismo.
O Apartamento se aproxima do território de Alain Resnais, mas não deixa de lado suas heranças, quer culturais, cinematográficas e pessoais. No fim, a moralidade nunca conduz a uma só verdade. A moral nasce, cresce, vive e morre em cada um de nós, o cinema Farhadi apenas nos providencia essas ferramentas. (Hugo Gomes)
O Homem que caiu na Terra - (ficção - científica/drama/Reino Unido/EUA - 139min/1976/2017), de Nicolas Roeg. Com: David Bowie, Buck Henry, Candy Clark, Rip Torn, Bernie Casey.
Sinopse: Thomas Jerome Newton (David Bowie) é um alienígena que vem à Terra em busca da salvação de seu planeta: água. Disfarçado de empresário, ele faz uso de tecnologias avançadas para conseguir o dinheiro necessário para a construção da nave que o levará de volta para casa. Para isso, no entanto, ele deverá sobreviver à dura competição do mundo dos negócios e às tentações terráqueas.
O que foi dito: Antes de Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977), Os Invasores de Corpos (1978) e Alien, o 8º Passageiro (1979), a humanidade conheceu outro alienígena: David Bowie. O ano é 1976, quando o conceito de blockbuster ainda está se desenvolvendo.
Os filmes não são necessariamente pensados para ter sequências ou produtos derivados, nem precisam constituir um espetáculo de efeitos visuais ou sonoros.
Por esta razão, e pela maneira criativa com que o diretor Nicolas Roeg aborda o desconhecido, O Homem que Caiu na Terra é uma ficção científica inabitual para o cinema do século XXI... as cenas mais inspiradas são tão marcantes que valem pela obra inteira. Pode não se tratar de um filme genial, mas é um experimento imagético de primeira grandeza. (Bruno Carmelo)
Programação:
Quinta-Feira (19/01)
14h30 – Eu, Daniel Blake
16h30 – O Apartamento
19h00 – Eu, Daniel Blake
20h50 - O Homem que caiu na Terra
Sexta-Feira (20/01)
14h30 – Eu, Daniel Blake
16h30 – O Apartamento
19h00 – Eu, Daniel Blake
20h50 - O Homem que caiu na Terra
Sábado (21/01)
14h30 – Eu, Daniel Blake
16h30 – O Apartamento
19h00 – Eu, Daniel Blake
20h50 - O Homem que caiu na Terra
Domingo (22/01)
14h30 – Eu, Daniel Blake
16h30 – O Apartamento
19h00 – Eu, Daniel Blake
20h50 - O Homem que caiu na Terra
Segunda-feira (23/01)
14h30 – Eu, Daniel Blake
16h30 – O Apartamento
19h00 – Eu, Daniel Blake
20h50 - O Homem que caiu na Terra
Terça-feira (24/01)
14h30 – Eu, Daniel Blake
16h30 – O Apartamento
19h00 – Eu, Daniel Blake
20h50 - O Homem que caiu na Terra
Quarta-feira (25/01)
14h30 – Eu, Daniel Blake
16h30 – O Apartamento
19h00 – Eu, Daniel Blake
20h50 - O Homem que caiu na Terra
Criado em 2017-01-18 17:20:42
Uma placa doada por um dos mais prestigiados artistas europeus, Luc De Blick, será inaugurada, dia 22 de janeiro, em Pirenópolis, na casa que serviu de ponto de apoio aos integrantes da Missão Cruls (Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil) que, em 1892, realizou os trabalhos de delimitação do futuro Distrito Federal.
Trata-se de uma iniciativa da embaixada da Bélgica no Brasil e do Centro Cultural de Ciências da Natureza Luiz Cruls (CCCN-LC), para marcar o 150º aniversário do astrônomo, de origem belga, que teve profundo impacto na produção científica brasileira.
A cerimônia, uma iniciativa do CCCN-LC, contará com a presença do embaixador da Bélgica, Dirk Loncke, e será presidida pelo prefeito de Pirenópolis, João Batista Cabral.
Ao longo do ano, o Centro Cultural de Ciências da Natureza Luiz Cruls, com sede em Brasília, promoverá uma série de eventos para marcar os 150 anos do homem que escolheu o lugar da futura capital do Brasil.
O trabalho realizado pelos cientistas da Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil não pode ser minimizado. Trata-se do primeiro relatório de impacto ambiental da história, avaliando a presença sob o ponto de vista da sustentabilidade.
Fundado pelo cineasta e doutor em Comunicação Pedro Jorge de Castro, o Centro Cultural de Ciências da Natureza Luiz Cruls tem como objetivo resgatar a importância da presença do cientista de origem belga no cenário científico e político brasileiro.
Luc De Blick Escultor e moldagem de bronze, Luc De Blick estudou pintura e escultura na escola Saint-Lukas em Bruxelas. De 1972 a 1977 ele trabalhou na fundição Compagnie des Bronzes, em Bruxelas.
Suas obras estão distribuídas pela Bélgica, Indonésia e Brasil. Entre os famosos que adquiriram seus trabalhos encontram-se o bilionário Bill Gates e o ator francês Alain Delon.
Agenda:
Evento: Inauguração da placa que marca a presença da Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil, em Pirenópolis (GO).
Data: 22 de janeiro de 2017, domingo
Hora: 16h
Local: Rua Direita, nº 52, Pirenópolis (GO)
Contato: Prof. Pedro Jorge de Castro
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Celular: 61 99267 7329
Criado em 2017-01-18 17:14:37
Mostra de cinema no CCBB Brasília apresenta filmes que discutem a redefinição do conceito de gênero no mundo contemporâneo. De 20 de janeiro a 13 de fevereiro. Debate com a atriz franco-brasileira Clara Choveaux, protagonista do longa “Tiresia”. Entrada franca.
Uma das grandes discussões deste início do século XXI é, sem dúvida, a redefinição do conceito de gênero.
Ainda faz sentido dividir o mundo em dois gêneros a partir do fator biológico? Qual é o sentido da distinção de gêneros? O cinema tem avançado nessas questões muito mais do que a própria sociedade.
Com curadoria do cineasta Gustavo Galvão, a mostra de cinema Um Outro, Eu Mesmo – Variações Sobre Gênero no Cinema, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil – Brasília, de 20 de janeiro a 13 de fevereiro, traz filmes de 12 países num grande debate sobre esse tema.
Há muito o cinema aponta para um futuro onde coexiste grande diversidade de gêneros, e é cada vez maior o número de cineastas que se dedicam a essa questão. Pensando nisso, a curadoria formatou uma mostra ousada e abrangente, que propõe a reflexão e visa se tornar referencial para entendermos o cenário que se desenha para as próximas décadas.
A programação conta com um conjunto de 20 longas-metragens e cinco curtas, entre sucessos recentes, raridades e obras-primas.
A mostra não se resume simplesmente a filmes consagrados e obras contemporâneas, formando um panorama que vai desde 1959, com Quanto Mais Quente Melhor – comédia clássica de Billy Wilder estrelada por Marilyn Monroe, Jack Lemmon e Tony Curtis –, até 2016, com o curta sueco Spermwhore (que integra um programa especial de curtas com outros quatro títulos).
Da década de 1970, a mostra traz o drama francês India Song, dirigido por Marguerite Duras, sobre as descobertas sexuais de uma mulher cansada da sociedade opressora. Dos anos 1990, Orlando – A Mulher Imortal, de Sally Potter, é baseado na obra clássica de Virginia Woolf lançada em 1928 sobre um jovem inglês que acorda no corpo de uma mulher.
Lançado em 2001, Hedwig – Rock, amor e traição, de John Cameron Mitchell, fala sobre um homem que passa pela cirurgia de mudança de sexo e busca o sucesso na música.
Outro destaque na programação é o longa francês Tomboy, da diretora francesa Céline Sciamma, sobre uma menina que decide agir como menino, O filme é um símbolo desse momento de transformações em relação ao conceito de gênero.
Em 2013, Tomboy esteve no centro de uma polêmica entre o governo da França e os grupos católicos no país, que chegaram a acusar uma suposta "lavagem cerebral" perpetrada pelas autoridades.
O estopim da crise foi a adoção do filme nas aulas de educação sexual para os alunos do ensino médio. Milhares de assinaturas foram recolhidas em repúdio ao longa de Céline Sciamma, o que converteu Tomboy em tema de interesse nacional. A mostra incluiu mais um filme de Sciamma: Garotas.
A programação traz ainda Billy Elliot, de Stephen Daldry; Minha Vida em Cor de Rosa, de Alain Berliner; Tudo Sobre Minha Mãe, de Pedro Almodóvar; Doce Amianto, de Guto Parente e Uirá dos Reis. Com inventividade e precisão, eles falam mais do ser humano do que certas correntes admitem.
O público poderá conferir também longas nacionais de grande repercussão nos últimos anos como Elvis e Madona, de Marcelo Laffitte, Doce Amianto, de Guto Parente e Uirá dos Reis, e o aclamado Madame Satã, de Karim Aïnouz, estrelado pelo ator Lázaro Ramos.
TOMBOY – (França, 2011, 82′). Direção: Céline Sciamma, com Zoé Héran e Jeanne Disson.
Sinopse: Quando uma família se instala num bairro de classe média, a filha mais velha, Laure, 10 anos, apresenta-se na vizinhança como garoto.
A obstinação dela gera suspense e admiração na mesma medida. O segundo longa de Sciamma passou a ser usado nas aulas de educação sexual na França em 2013, para a ira de grupos conservadores.
MINHA VIDA EM COR-DE-ROSA - (Ma Vie en Rose, Bélgica, 1997, 88′). Direção: Alain Berliner, com Georges Du Fresne, Michèle Laroque e Jean-Philippe Écoffrey.
Sinopse - Ludovic, de apenas sete anos, não se considera um menino. Certo de que é menina, age como tal e deixa todos ao redor desconcertados. “É um filme sobre identidade, e não sobre o homossexualismo”, já disse o diretor.
Ele acertou ao atrelar a trama ao ponto de vista terno e tocante do garoto, que deixa claro o contraste com o mundo dos adultos, sempre ávidos a condenar o que foge do dito “normal”.
Curtas – A mostra traz ainda cinco curtas-metragens, quatro deles inéditos em Brasília: Os Sapatos de Aristeu, de René Guerra; Spermwhore, de Anna Linder; Trans, de Mark Chapman, e o premiado média-metragem argelino Kindil El-Bahir, de Damien Ounouri.
Haverá, ainda, a exibição de Vestido de Laerte, curta de Claudia Priscilla e Pedro Marques, sobre a cartunista Laerte Coutinho, um dos maiores expoentes das discussões sobre gênero no país.
Debate – Para movimentar mais ainda a mostra, haverá um debate após a exibição do longa francês Tiresia, no dia 04/2, mediado pelo curador da mostra, Gustavo Galvão, e com a participação de Clara Choveaux, atriz do filme, e com a professora e psicóloga Jaqueline de Jesus.
A obra será exibida com legenda audiodescritiva e o debate será mediado em LIBRAS para ampliar a discussão e os limites da mostra.
Serviço:
Um Outro, Eu Mesmo – Variações sobre gênero no cinema
Data: De 20 de janeiro a 13 de fevereiro
Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília
Telefone: (61) 3108-7600
Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 21h
Horários de Exibição: variam das 16h às 21h (conferir na programação)
Ingressos: Entrada franca
Classificação indicativa: Ver programação
Programação completa:
http://culturabancodobrasil.com.br/portal/um-outro-eu-mesmo/
Criado em 2017-01-08 21:24:12
No Teatro do Brasília Shopping, estreia amanhã, dia 20/1, 20h, a peça “Azul da Prússia”, de Alexandre Ribondi. Apresentações de 20 a 29 de janeiro, sempre às sextas, sábados e domingos, às 20h. Ingressos a R$20 (meia entrada) e classificação indicativa livre.
O título da peça, Azul da Prússia, é sobre uma tonalidade de azul inexistente na natureza, criada em laboratório, e cuja produção envolve elementos altamente tóxicos. Dentre eles está o ácido cianídrico, ou ácido prússico, descoberto pelo cientista sueco Carl Wilhelm Scheele em 1782, a partir da decomposição da própria cor.
Este elemento foi usado como arma química na 1ª Guerra Mundial e nas câmaras de gás dos campos de concentração nazistas durante a 2ª Guerra Mundial. “Aqui eu uso a cor para falar dos lábios de pessoas mortas”, explica Ribondi.
Além de autor, Ribondi dirige a peça e interpreta a personagem do morador de rua, dividindo o palco com o ator da nova cena de Brasília Matheus Silva. “É uma grande honra estar trabalhando com o Ribondi.
Quem fez parte da oficina dele sabe como ele é, sabe do aprendizado que a gente leva não só no teatro, mas na vida… Então realmente é uma honra para mim”, conta Matheus, que atua há cinco anos e fez duas montagens acadêmicas com o diretor: “O Colecionador de Pombos” e, mais recentemente, “Um Jantar com Caim”.
Apesar da densidade do tema, ao retratar um drama vivido coletivamente pelo país, a peça promete momentos de ótimas risadas e boas reflexões, surgidas no encontro, em uma suposta parada de ônibus de Brasília.
“A ditadura ainda pode estar no coração de quem passou por ela. Como é que isso pode interferir no relacionamento de uma pessoa que a viveu com quem não a viveu é o que faz minha personagem durante a peça ao falar sobre o tema para uma pessoa bem mais nova. Ele mostra o que aconteceu com ele, com a vida dele e com a alma dele por tê-la vivido”, arremata Ribondi.
SERVIÇO
Data: 20 a 29 de janeiro de 2017
Hora: sextas, sábados e domingos, às 20h
Local: Teatro do Brasília Shopping
Ingressos: R$20 (meia entrada).
Informações: (61) 98425-6885.
Criado em 2017-01-06 20:35:41
“Meu romance quase policial”, diz o autor, jornalista Roberto Seabra em sua página no Facebook, “está entre os trinta mais vendidos na Amazon no gênero policial, suspense e mistério”. Quem já leu Silêncio na Cidade gostou. Quem ainda não leu é só entrar lá dar uma espiada e baixar, se não tem Kindle, pode ler no próprio computador.
Beto, como é conhecido entre os colegas de profissão, diz que o livro “é um acerto de contas com um crime ocorrido em Brasília nos anos 70, em pleno regime militar, e até hoje impune”.
É assim que o autor conta a história do assassinato da menina Ana Lídia, que dá nome ao parquinho infantil no Parque da Cidade.
Para reativar essa memória e “como os arquivos da ditadura continuam fechados”, Beto decidiu fantasiar, misturar realidade com ficção e montar uma historia (ou estória, para quem quiser) e tentar explicar a morte de uma criança, de forma bárbara, por filhos dos chefões do governo militar.
“Foi a forma que encontrei de denunciar o silêncio na cidade sobre um caso que incomoda até hoje”, conclui o autor. Vale a pena conferir.
Serviço:
Título: Silêncio na Cidade
Autor: ROBERTO SEABRA
Preço: R$ 13,66 eBook Kindle
Para ler uma amostra do livro e para comprá-lo entre aqui:
https://www.amazon.com.br/dp/B01N7BE0ZU/ref=rdr_kindle_ext_tmb
Criado em 2017-01-06 12:38:21
“Memórias Oleiras” resgata fotos, arquivos públicos e depoimentos de pioneiros para preservar história da região administrativa de São Sebastião com o objetivo de construir um museu virtual disponível para consulta.
Com o tempo, as recordações de quem ajudou a construir as cidades podem se perder entre as gerações. Para evitar que o passado de São Sebastião seja esquecido surgiu o projeto cultural “Memórias Oleiras”.
A equipe formada por pesquisadores, fotógrafos e cinegrafistas já iniciou o processo de coleta dos materiais e dos relatos. Nesse processo, são priorizados os moradores mais antigos da cidade. Alguns chegaram na região antes mesmo do nascimento de Brasília, em 1960, e trabalharam nas olarias, que forneciam materiais de construção civil para as obras da Capital Federal.
O resgate das memórias é importante para valorizar a história dos moradores mais antigos e também a identidade da cidade, como ressalta um dos idealizadores Paulo Dagomé, 52. “A análise histórica e a preservação do conhecimento e do patrimônio cultural é importante para o exercício da cidadania. É preciso que a comunidade perceba o valor e o significado das experiências e vivências compartilhadas. Cada indivíduo participa, mesmo que de forma indireta, do processo cultural e político da coletividade”, diz ele.
Guardiões de memórias - Os agentes culturais atuam como verdadeiros guardiões das memórias e “griôs” da região. Nas comunidades africanas, recebem o nome de “griô” os mestres populares, caminhantes, poetas e contadores de histórias responsáveis por preservar e transmitir a tradição do povo a que pertencem.
Em São Sebastião, o poeta e comunicador social Edvair Ribeiro dos Santos, 55, é um dos que representa essa figura e foi quem inspirou o projeto cultural “Memórias Oleiras”. “A nossa cidade foi construída a muitas mãos. Construir e preservar a memória histórica e as recordações de personagens, na maioria anônimos, e que se diluíram com o adensamento populacional é o nosso propósito”, reforça Edvair.
Esse projeto tem o apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) do Distrito Federal. É possível acompanhar o processo de produção pelo Facebook, na página “Memórias Oleiras” (www.facebook.com/Memoriasoleiras) História da R.A - São Sebastião só passou a ser reconhecida como região administrativa no dia 25 de junho de 1993.
O nome da cidade é uma homenagem a um dos primeiros comerciantes locais, conhecido como Tião Areia.
Neste ano, a R.A. completou 23 anos e já abriga mais de 100 mil habitantes, de acordo com a Companhia de Planejamento do DF (Codeplan). Mais da metade, 53,84%, são imigrantes vindos principalmente da Bahia, do Maranhão e de Minas Gerais.
Criado em 2017-01-05 16:05:21
De autoria do professor da UnB João Lanari Bo, o livro "Cinema Japonês - filmes, histórias, diretores" oferece um amplo panorama desse gigantesco patrimônio audiovisual. Dia 13 de janeiro, às 19h, na Livraria Leitura, do JK Shopping - Taguatinga Norte.
Com apoio da Fundação Japão, a obra já foi lançada em São Paulo, durante a 40ª Mostra de Cinema de SP. João Lanari propõe uma leitura descomplicada e ao mesmo tempo imersiva pela história cinematográfica japonesa, que se beneficia também da acessibilidade proporcionada pela era da internet, onde o acervo está ao alcance de um clique.
O objetivo, segundo o autor, é encorajar novas audiências a mergulhar na virtualidade sedutora do cinema japonês.
Além do formato de guia de consulta - onde o leitor pode ir e vir na leitura como bem entender, buscando pelos principais diretores - o livro traz um índice específico de todos os filmes e diretores citados, assim como dos livros sugeridos.
Há também um pequeno glossário de termos e acrônimos japoneses.
Serviço:
Lançamento
Dia 13 de janeiro, às 19h
Livraria Leitura - JK Shopping (Setor M Norte, 34, AE 1 - Taguatinga Norte, Brasília - DF).
Criado em 2017-01-04 18:10:57
João Lanari Bo -
A nova série do Netflix – “Designated Survivor” - atingiu o paroxismo: o primeiro episódio abre simplesmente com uma devastadora explosão no Capitólio, sede do Congresso americano.
Não ficou pedra sobre pedra: como o evento era o “State of the Union” presidencial [discurso Estado da União], morreram o Presidente, o Vice, Senadores, Deputados, membros do Gabinete, dirigentes das Agências, enfim a Administração com “A” maiúsculo, como dizem nos EUA.
Sobrou um “designated survivor” [“sobrevivente designado”], o secretário de Habitação (com nível de ministro), escolhido para ficar de “reserva técnica” (não se sabe se o dispositivo existe realmente na legislação, de qualquer modo vale como “dramatic license”). O novo mandatário, pego de surpresa, naturalmente, não é outro senão Kiefer Sutherland, que os espectadores se lembrarão na popular série “24 horas”, como agente Bauer.
Da sua antiga encarnação, Kiefer guardou a sofreguidão das reações e respostas rápidas, que podem sugerir uma certa eficiência gerencial. A mudança agora é que ele é bem intencionado e politicamente correto, sem pertencer nem ao Partido Democrata nem ao Republicano. Independente e, por óbvio, avesso à politicagem em Washington.
Não é de hoje que as séries americanas para televisão vêm conquistando o público e incorporando uma complexidade dramática inédita nos corações e mentes dos espectadores.
A novidade é a condescendência de um público tido como culto e informado em apreciar, louvar e refletir sobre as séries, catapultadas definitivamente para o status de “obra de arte” (muita gente chega a dizer que assiste as séries “em substituição ao cinema”).
Série significa repetição, que remete a uma certa pulsão infantil, como lembra Umberto Eco. Voltamos aos episódios como quem volta a um objeto parcial de desejo, diria Freud. E mais: bons roteiros e boas interpretações ajudam, mas o que importa mesmo são as brechas e fissuras através das quais flui nossa adesão ao universo ficcional proposto.


Como somos tragados por essas “brechas”? Os especialistas falam da persistência com que são percebidos os acontecimentos contemporâneos, “lugares comuns transnacionais” que jazem “no fundo do cérebro” e povoam as narrativas, como o incontornável 9/11, a interminável guerra das drogas, as grandes conspirações terroristas que alimentam os conflitos reincidentes, como no Oriente Médio, e a insuperável Guerra Fria.
É fácil constatar que, com o passar dos anos, as narrativas dos seriados foram se tornando mais complexas e menos lineares em sua elaboração, mas também, curiosamente, mais familiares para o público.
A identificação desejada pelo espectador passou de um único e monolítico “herói” para um conjunto diversificado e mais complexo de “heróis” - personagens que são iguais aos seres humanos e ao seu ambiente.
Saímos de uma identificação vertical, estilo “top-down”, para uma proximidade horizontal com os personagens, agora “contraditórios e bifurcados”.
A “bifurcação das personalidades” tornou-se, de certa maneira, o foco mesmo do drama. O “Presidente” Sutherland é um desses heróis bipartidos, alguém que nunca pensou em ser Presidente mas que, obrigado pelas circunstâncias “inesperadas”, encarou o desafio.
O universo ficcional se apresenta para o nosso ávido consumo simbólico como bipartido, irremediavelmente fraturado. Verdades e mentiras se sobrepõem na TV a ponto de se tornarem indiscerníveis.
Explodir o Capitólio? Acabar com a política? A recente eleição presidencial nos EUA revelou esse desejo latente na sociedade norte-americana. “Designated Survivor” sinaliza, não resta dúvida, a materialização desse desejo, pelo menos na Netflix.
Como dizia Julio Cortázar, “memória é um espelho que mente escandalosamente".
Criado em 2016-12-12 23:25:03
Mostra no Museu da República, Esplanada dos Ministérios, de 15 de dezembro até 29 de janeiro de 2017. Entrada franca.
Desenhos realizados entre 1984 e 2016, em vários formatos usando técnica mista, tendo em comum o papel como suporte.
Os trabalhos estão apresentados em oito séries – “Da Dor”, “Sobre o Amor”, “Desenhos de viagem”, “Bar Beirute – Comedores de Quibe”, “Mis Putas Tristes”, “Morte do Maestro Santoro”, “A Mudança de Pele da Serpente” e “Do Escárnio”.
Agende! Prestigie!
Criado em 2016-12-08 03:27:57
Na Caixa Cultural Brasília, de 10 de janeiro a 26 de fevereiro de 2017. Artista pioneiro do grafite nacional, Ozi expõe obras que fazem parte da Street Art no Brasil. Entrada franca.
A Caixa Cultural Brasília apresenta a exposição OZI - 30 ANOS DE ARTE URBANA NO BRASIL, sob a curadoria de Marco Antonio Teobaldo.
Ozi é o nome artístico de Ozéas Duarte, um dos pioneiros da arte urbana brasileira, que celebra três décadas de trabalho com essa exposição.
O artista se destaca, no Brasil e no exterior, pela pesquisa sobre a técnica de estêncil, com forte influência da estética Pop. Nessa exposição, o visitante conhecerá um inventário de uma importante parte da Street Art brasileira, com documentos, registros fotográficos, depoimentos e obras do artista em diferentes tipos de suportes, que datam desde 1984 até o período atual.
A exposição será aberta no dia 10 de janeiro, às 18h, com bate-papo com o artista e o curador, seguido de visita mediada. O período de visitação da Caixa Cultural Brasília é de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.
Segundo revela o curador Marco Antonio Teobaldo, durante a pesquisa para realização da mostra, foram entrevistados desde artistas que fizeram parte da primeira geração da cena urbana até os novos artistas, traçando um panorama da Arte Urbana no Brasil e comprovando a importância da obra de Ozi neste contexto.
A EXPOSIÇÃO - A exposição está dividida em quatro segmentos: Rua, Arte fina, Matrizes e Bio.
No segmento “Rua”, são expostas obras em grandes dimensões, trazendo a linguagem utilizada por Ozi nos espaços públicos dos grandes centros urbanos. As paredes da galeria sofrerão intervenções com os grafites do artista e formarão um imenso mural carimbado com o repertório De Ozi.
Em “Arte Fina”, estão as obras criadas em suportes variados, normalmente expostas em galerias e adquiridas por colecionadores durante a trajetória do artista. São telas emolduradas, madeiras, metais, objetos de uso doméstico, latas de spray e outros itens, que formam uma coleção de pinturas, esculturas e assemblages.

Entre as obras, há uma série de estêncil sobre bolsas falsificadas com marcas de luxo, compradas no mercado popular da Rua 25 de Março, em São Paulo.
Em “Matrizes”, será exibido pela primeira vez um conjunto de máscaras de estêncil dos trabalhos mais emblemáticos da carreira de Ozi, criados entre 1984 e 2015.
São verdadeiras raridades que estarão disponíveis para a observação dos visitantes, como as obras da série “Museu de Rua”, com referências a artistas como Anita Malfatti, Van Gogh, Di Cavalcanti, Roy Lichtenstein e Picasso.
Em “Bio”, dois vídeos reúnem depoimentos do artista e de parceiros de profissão, que percorrem a história da Arte Urbana no Brasil. Do acervo pessoal do artista, são exibidas imagens históricas dos primeiros grupos de grafiteiros e suas intervenções na cidade de São Paulo, materiais gráficos de época e recortes de jornal.
A Street Art no Brasil surgiu em 1978, em São Paulo, durante o período da ditadura militar, com Alex Vallauri, que reuniu outros artistas como Waldemar Zaidler e Carlos Matuck, e posteriormente Hudnilson Jr., John Howard, Julio Barreto, Ozi e Maurício Villaça.
Este último abriu as portas de sua casa e transformou-a na galeria Art Brut, que se constituiu em um espaço da cena underground daquela época e acolheu artistas visuais e performáticos, poetas e toda sorte de visitantes atraídos por aquela nova forma de pensamento artístico.
Foi a partir do encontro destes artistas, que se iniciou uma série de intervenções e ações públicas na capital paulistana, que fariam história na constituição do grafite brasileiro.
O ARTISTA - Ozi é paulistano e faz parte da primeira geração do grafite brasileiro, quando em 1985 iniciou suas primeiras intervenções urbanas, junto com Alex Vallauri e Maurício Villaça.
Desde então, vem desenvolvendo sua pesquisa sobre a técnica de estêncil, criando suas obras a partir de uma estética Pop. Durante sua trajetória profissional, participou de diversas exposições coletivas e individuais no Brasil e exterior.
Atualmente é representado pelas galerias Espace-L, em Genebra (Suíça), e A7MA, em São Paulo. Seus trabalhos figuram em publicações nacionais e estrangeiras. O artista nunca parou de estudar e hoje é pós-graduado em História da Arte pela FAAP.

SERVIÇO
Ozi - 30 anos de Arte Urbana no Brasil
Bate-papo com artista e curador e visita mediada: 10 de janeiro, às 18h.
Abertura da exposição: 10 de janeiro, às 19h.
Visitação: De 11 de janeiro a 26 de fevereiro de 2017
De terça-feira a domingo: das 9h às 21h.
Local: Caixa Cultural Brasília - SBS - Quadra 04 - lotes 3/4.
Informações: (61) 3206-9448 e 3206-9449
Entrada Franca
Classificação Livre
Criado em 2016-12-08 03:18:35
João Lanari Bo -
Em junho de 2013 veio à luz na mídia um personagem retraído, de voz grave e determinado, munido de um certo nervosismo: Edward Snowden.
Passados três anos, Oliver Stone nos brinda com um relato dessa aventura prometeica de um hacker suave, leitor de Henry Thoreau (aquele que pregou a desobediência civil individual como forma de oposição legítima frente a um estado injusto).
“Snowden, herói ou traidor”, é o contundente filme de Oliver Stone [em cartaz no Cine Cultura Liberty Mall]. Depois das revelações assombrosas do rapaz tímido e pálido, ficamos com a sensação de que a guerra está em todo lugar, ela é cibernética.
Afirma o diretor: “fica mais perigoso porque você não sabe quem começou, quem mandou a mensagem, quem mandou o vírus, quem começou tudo isso".
Um belo dia, com 29 anos, Edward resolveu baixar uma quantidade enorme de arquivos e chutar o balde. Fria e calculadamente, catapultou para o tradicional “The Guardian” um derrame de informações das atividades secretas do governo norte-americano, com um potencial desestabilizador absolutamente imprevisível.
Foi dada a partida, de contornos bíblicos: o indivíduo (Snowden) contra o Estado (Leviatã).
O cálculo previa a divulgação periódica de informações, agrupadas por áreas, que convergem para a revelação de um projeto colossal de vigilância global, sob a batuta da NSA, a poderosa “National Security Agency”.
Presidentes e líderes globais, cidadãos e cidadãs, estamos todos humilhados e ofendidos. Dos telefones celulares à espionagem industrial, passando por cartões de crédito e redes sociais, tudo é vulnerável, afirma Snowden.
“Citizenfour”, o documentário de Laura Poitras, vencedor do Oscar de 2014, mostrou o modesto herói às vésperas de tornar-se celebridade, em um quarto de hotel em Hong Kong, junho de 2013.
No dia seguinte ao vazamento, na esquina do hotel, um telão enorme exibia sua imagem. Tal como na internet, território que lhe é familiar, Edward tornou-se viral.
O filme de Stone reproduz esses momentos, filme dentro do filme, assim como a trajetória de desencanto que lhe sobreveio, de patriota a serviço da CIA a terceirizado da NSA. Seu último emprego foi no Havaí, monitorando e aniquilando hackers chineses, e ganhando um belo salário.
Uma legião de seguidores aderiu espontaneamente a esse Prometeu moderno, que arriscou tudo para iluminar a humanidade. No Central Park foi-lhe concedido um busto, destruído impiedosamente poucas horas depois pela polícia (o “establishment” político e militar insiste em acusa-lo de “covardia e traição”).
Obama, apesar dos vacilos habituais, terminou vetando operações espetaculares de resgate e Edward vive hoje na Rússia de Putin, em Moscou. Foi o mínimo que podia fazer, ele que tanto inspirou e tanto decepcionou Snowden. Imagine-se como seria na era Trump...
Segundo o “New York Times”, a era pós-Snowden “não somente liquidou esforços para expandir a legislação (“Patriot Act”), como também fez com que países em todo o mundo criassem suspeitas sobre qualquer peça de hardware e software de origem americana, de smartphones a servidores, que pudessem ter ‘back doors’ para os serviços de inteligência dos EUA”.
Empresas gigantes como Apple e Cisco se viram ameaçadas, os chineses retaliaram. Um singular e desiludido indivíduo é capaz de gerar esse tsunami.
Para muitos ele é um mito, para outros é um covarde. Na era da internet, é de esperar-se novas denúncias – Snowden fala o tempo todo “nos outros que seguirão meu exemplo”. “Citizenfour” acertou no milhar: como dizem na TV, “stay tuned for citizenfive”.
Criado em 2016-11-24 22:45:25
A segunda edição do Guia Musical de Brasília será lançado amanhã, sexta (18/11), no Sebinho (406 Norte, Bloco C, Loja 44), a partir da 19h. Telefone 3325-5301. Agende!
A capa desta edição é uma homenagem ao músico Dilermando Reis, um dos pilares do violão brasileiro, compositor do primeiro samba dedicado a Brasília. Dilermando nasceu no Rio de Janeiro em 22 de setembro de 2016 e faleceu no dia 2 de janeiro de 1977.
Segundo o jornalista ACQ, “será um encontro festivo de artistas, professores, alunos, livreiros, jornalistas, luthiers, proprietários de bares e restaurantes. Enfim, de todos os interessados na produção e da música no Distrito Federal, em todas as suas manifestações”. Compareça!
Concepção e a direção do projeto: Joaquim Barroncas. Pesquisa e reportagem de Juliana Oliveira. Edição, Antônio Carlos Queiroz (ACQ). Projeto gráfico de André Filho.
Criado em 2016-11-17 23:25:58
Imagens fotográficas, desenhos, colagens e vídeos compõem a essência dos trabalhos de “Átimo”, exposição que reúne os novos trabalhos do artista e curador Carlos Lin e Dalton Paula. A partir do sábado, 19/11, nas Salas Um e Dois da Alfinete Galeria (CLN 103, Bloco B, Loja 66).
Lin divide a temporada com o artista goiano Dalton Paula, que realiza sua primeira individual em Brasília, trazendo as obras da mostra “A irmã de São Come e São Damião” para a Sala Dois da ALFINETE.
Os trabalhos de Carlos Lin são caracterizados por uma originalidade singular, composta a partir da fusão de diferentes elementos que são usados para apresentar os vestígios de um mundo vivido pelo artista e transposto para o espaço da galeria.
Já Dalton Paula, que vive e trabalha em Goiânia, procurar abordar aspectos da realidade das populações afro-brasileiras, com foco nas festas de tradições e religiões com matrizes africanas. Em A irmã de São Come e São Damião, o artista explora a representação infantil e a duplicidade.
A curadoria é de Marília Panitz.
Criado em 2016-11-17 01:15:36
Livro: “50 Tons de rosa – Pelotas no tempo da ditadura” é um resgate histórico da cidade mais famosa do Rio Grande do Sul, depois de Porto Alegre. A noite de autógrafos será amanhã, dia 17/11 (quinta-feira), a partir das 18h, no Jamón Jamón Tapas e Copas, na 109 Norte, Bloco D (parte interna da quadra). Telefone 3032-2505.
Os autores são os jornalistas José Cruz, Lourenço Cazarré, Luís Lanzetta e Lúcio Vaz, que estarão no local para dar autógrafos.
Prêmio - E por falar em Cazarré, é bom lembrar que ele acaba de receber o Prêmio Cepe de Literatura 2016, concedido pela Companhia Editora de Pernambuco de Literatura (CEPE), na categoria literatura juvenil, com o livro "Os filhos do deserto combatem na solidão".
Segundo a comissão julgadora, "a obra se destaca não somente pelo domínio da técnica, mas pelo tema escolhido: a história dos negros africanos trazidos como escravos para o Brasil e sua luta pela liberdade. (...) Representa um importante aporte para a compreensão da nossa história e identidade".
Cazarré é o coordenador do livro "50 Tons de Rosa - Pelotas no Tempo da Ditadura. Vale conferir.
Criado em 2016-11-17 00:51:46