“Maldito é o soldado que aponta sua arma para o seu próprio povo".

 Simón Bolívar


Leitura dos poemas de Francico Alvim faz parte do Projeto  Poesia no Mundo
Poesia como resistência e encontro

Na última segunda-feira, dia 20/11, no Auditório 2 do Museu da República, Francisco Alvim foi homenageado no projeto “Poesia no Mundo”.

Os poetas Maria Lucia Verdi e Nicolas Behr e João Lanari Bo leram poemas. Ao final haverá autógrafos e bate-papo com o autor, que mora em Brasília e faz 80 anos em 2018.

Malu Verdi, produtora e criadora do Poesia no Mundo lembra ainda que a poesia é um modo especial de resistir aos difíceis tempos presentes.

Alguns poemas lidos nessa noite:

VELHOS
— Tudo bem, patrão?
(O dedo de leve na pala do boné
O corpo franzino e baixo
ruindo para um lado)
— Tudo bem, obrigado
— Obrigado

CHEFE DA ESTAÇÃO
Se quiserem ficar
dão muito prazer
Mas se quiserem partir
é hora

ATIROU EM QUEM?
No vento
Porque não tinha ninguém
Só vento


MÃE MORTA
Tia batiza a gente
que a gente
quer se jogar embaixo do trem

MEMÓRIA E CORAÇÃO
A memória perdeu o equilíbrio
e caiu dentro do poço do coração.
- Aqui sempre chove e o ar é uma piscina.
- Não faz mal não, coração,
esta água é o meu sangue.

ALMOÇO
Sim senhor doutor, o que vai ser?
Um filé mignon, um filezinho,
Com salada de batatas
Não: salada de tomates
E o que vai beber o meu patrão?
Uma caxambu

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