"A vida é de quem se atreve a viver".


China comemorou, dia 23 de julho, a consagração do maior partido comunista do mundo com mais de 95 milhões de filiados
Cem anos do Partido Comunista Chinês

José Lourenço Cindra (*) –

No dia 23 de julho o Partido Comunista da China (PCC) completou cem anos de existência. A abertura do Congresso de fundação do Partido ocorreu em Shangai, nesse dia em 1921. Presentes estavam 13 delegados, inclusive Mao Zedong, representando 53 comunistas.

Passados 28 anos o PCC chegava ao poder em toda a China, e Mao Zedong proclamava a República Popular da China em primeiro de outubro de 1949, depois de vencer todos os exércitos do Kuomintang, sob o comando de Chiang Kai-shek, que teve de se contentar com um refúgio em Taiwan, com toda a sua camarilha de reacionários, apoiado pelos imperialistas norte-americanos. 

Nesses cem anos, o PCC passou por muitas vicissitudes, sem, contudo, perder o vínculo com o povo. Como recentemente fez lembrar o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, é uma convicção geral do povo chinês que sem o Partido Comunista não haveria a nova China.

Hoje o PCC, com mais de 95 milhões de filiados, é o maior Partido Comunista em todo o mundo.

As grandes conquistas do povo chinês, no decorrer deste século, se devem ao PCC. Houve erros e acertos, houve desvios esquerdistas e desvios de direita, até chegar às reformas de Deng Xiaoping. 

As reformas introduzidas por Xiaoping em 1976 foram bem sucedidas, porque o PCC não perdeu sua hegemonia na sociedade chinesa. A Perestroika e a Glasnost de Gorbatchev na URSS deram com os burros n´água, em grande parte, porque o partido já havia perdido credibilidade. O mesmo não aconteceu com o partido chinês, com sua autoridade cada vez maior.

A China avança celeremente no campo da ciência e da tecnologia. Foi-se o tempo em que a China era humilhada pelas potências estrangeiras. A pobreza absoluta foi superada, mas os comunistas chineses reconhecem que o comunismo é uma meta distante. Inclusive, quando começaram as reformas de Deng Xiaoping, eles reconheceram que a China ainda se encontrava na "fase primária da construção do socialismo". É um fato que muitos que se dizem de esquerda às vezes esquecem que o socialismo pleno só pode ser construído em uma sociedade de abundância. Mas é também verdade que sempre há o perigo de haver aumento da desigualdade social em meio à abundância.

Creio que a China moderna convive com essas contradições. Tenho a impressão que na China ainda deve haver um núcleo duro de marxistas-leninistas convictos (adeptos do pensamento Mao Zedong, como eles dizem) que quer mesmo preservar as conquistas do socialismo, e deve haver também setores entusiasmados com o "socialismo de mercado" e pouca preocupação com o futuro do socialismo.

Talvez, para a sorte do povo chinês, quando os EUA começam a fustigar a China, seus dirigentes fiquem mais espertos e mais convictos que a sobrevivência de uma China próspera só será possível enquanto existir um Partido Comunista coeso e decidido a defender o povo chinês contra as ameaças do imperialismo. 

Em geral, a mídia ocidental propaga a visão de que o dirigente atual da China, XI Jinping, não brinca em serviço, ele é pragmático e decidido a defender as conquistas do socialismo.

Que assim seja!
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A essência criminosa dos EUA em Cuba

O presidente dos EUA, Joe Biden, é um demente. Não sou eu quem diz isso, foram alguns admiradores de Donald Trump durante a tumultuada campanha eleitoral do fim de 2020. Diziam que Biden sofria das faculdades mentais. Não sei se é verdade. Só sei que o homem quer superar Trump na sua sanha assassina contra o povo cubano. As 243 sanções impostas por Trump contra Cuba, para Biden ainda são poucas. Tudo isso é uma loucura total, mudam os mandatários na Casa Branca, mas não é alterada a essência criminosa do imperialismo norte-americano contra o povo cubano.
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(*) José Lourenço Cindra é professor de física na Faculdade de Engenharia, da Universidade Estadual Paulista (FEG-UNESP), campus de Guaratinguetá.
Mais informações sobre a diplomacia chinesa no site da Embaixada China:
http://br.china-embassy.org/por/

 

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